
No final de julho, Mark Hughes foi contratado pelo Fulham para ser o sucessor de Roy Hodgson. Uma tarefa extremamente ingrata: além de levar um clube que parecia apenas fazer hora extra na Premier League à sua melhor posição na história da competição - os Cottagers terminaram a temporada 2008-09 em sétimo -, Hodgson conseguiu colocar o time na final da Liga Europa na campanha seguinte, após bater times como Juventus, Wolfsburg e Hamburgo. Logo, a missão do galês era bem clara: manter a equipe num posto respeitável no cenário inglês tendo em mãos um time composto por bons jogadores, como Dempsey, Zamora e Schwarzer, mas limitado e sem grandes talentos individuais.
Porém, após sete rodadas, pode-se dizer que Hughes vem fazendo um bom trabalho. Até agora, seus principais méritos foram manter a base vencedora de Hodgson - uma equipe coesa e extremamente trabalhadora e disciplinada - além de não ter perdido na Premier League (apenas o Manchester United também está invicto na competição). A princípio, um ótimo desempenho inicial, principalmente para quem vem de um fracasso no milionário Manchester City.
Mas nem tudo são flores: se é verdade que a equipe ainda não perdeu, também é verdade que o Fulham só venceu uma vez na competição; todos os seus outros seis jogos terminaram empatados. É devido a esse retrospecto que o clube está apenas na décima posição, atrás, por exemplo, de clubes que já perderam três vezes e que estão entre as defesas mais vazadas do campeonato, como Aston Villa e Blackpool.
Analisando a tabela, o desempenho, embora bizarro, é até compreensível. Dos sete jogos disputados até agora, os Cottagers jogaram fora quatro vezes, conseguindo empates contra clubes do mesmo nível: Bolton, Blackpool, Blackburn e West Ham. Em casa, um empate a ser comemorado contra o poderoso Manchester United e uma vitória - suada, é verdade, contra o Wolverhampton. O único resultado a ser lamentado é o empate sem gols contra o Everton em Craven Cottage: além do fator casa, era preciso tirar proveito da pressão que os Toffees sofriam para conseguir um resultado positivo. Porém, afora isso, todos os resultados até aqui foram aceitáveis.
É necessário também entender que Mark Hughes enfrenta dificuldades para montar o seu ataque. O galês tem seus três melhores atacantes (Bobby Zamora, Moussa Dembele e Andrew Johnson) no departamento médico, sendo obrigado a escalar o fraco e limitado Eddie Johnson entre os titulares. Se a equipe já tinha uma leve dificuldade para marcar gls tendo um dos três contundidos no ataque, imagine sem nenhum a disposição.
O problema é que a tabela não dá tréguas ao Fulham. Os próximos jogos em casa, onde a equipe parece ter bem mais chances de conseguir os três pontos, preveem encontros contra Tottenham, Aston Villa e Manchester City, sendo que entre essas partidas ainda há um clássico contra o Chelsea a ser disputado em Stamford Bridge. Ou Hughes leva seu time a vitórias em jogos complicados ou continua colecionando pontos provenientes de empates, o que não é nada bom: uma derrota após consecutivos empates pode ter um efeito devastador, jogando o time para a parte de baixo da tabela e colocando uma pressão enorme em cima dos jogadores por resultados positivos.
Imagem: Mirror Football
Porém, após sete rodadas, pode-se dizer que Hughes vem fazendo um bom trabalho. Até agora, seus principais méritos foram manter a base vencedora de Hodgson - uma equipe coesa e extremamente trabalhadora e disciplinada - além de não ter perdido na Premier League (apenas o Manchester United também está invicto na competição). A princípio, um ótimo desempenho inicial, principalmente para quem vem de um fracasso no milionário Manchester City.
Mas nem tudo são flores: se é verdade que a equipe ainda não perdeu, também é verdade que o Fulham só venceu uma vez na competição; todos os seus outros seis jogos terminaram empatados. É devido a esse retrospecto que o clube está apenas na décima posição, atrás, por exemplo, de clubes que já perderam três vezes e que estão entre as defesas mais vazadas do campeonato, como Aston Villa e Blackpool.
Analisando a tabela, o desempenho, embora bizarro, é até compreensível. Dos sete jogos disputados até agora, os Cottagers jogaram fora quatro vezes, conseguindo empates contra clubes do mesmo nível: Bolton, Blackpool, Blackburn e West Ham. Em casa, um empate a ser comemorado contra o poderoso Manchester United e uma vitória - suada, é verdade, contra o Wolverhampton. O único resultado a ser lamentado é o empate sem gols contra o Everton em Craven Cottage: além do fator casa, era preciso tirar proveito da pressão que os Toffees sofriam para conseguir um resultado positivo. Porém, afora isso, todos os resultados até aqui foram aceitáveis.
É necessário também entender que Mark Hughes enfrenta dificuldades para montar o seu ataque. O galês tem seus três melhores atacantes (Bobby Zamora, Moussa Dembele e Andrew Johnson) no departamento médico, sendo obrigado a escalar o fraco e limitado Eddie Johnson entre os titulares. Se a equipe já tinha uma leve dificuldade para marcar gls tendo um dos três contundidos no ataque, imagine sem nenhum a disposição.
O problema é que a tabela não dá tréguas ao Fulham. Os próximos jogos em casa, onde a equipe parece ter bem mais chances de conseguir os três pontos, preveem encontros contra Tottenham, Aston Villa e Manchester City, sendo que entre essas partidas ainda há um clássico contra o Chelsea a ser disputado em Stamford Bridge. Ou Hughes leva seu time a vitórias em jogos complicados ou continua colecionando pontos provenientes de empates, o que não é nada bom: uma derrota após consecutivos empates pode ter um efeito devastador, jogando o time para a parte de baixo da tabela e colocando uma pressão enorme em cima dos jogadores por resultados positivos.
Imagem: Mirror Football
2 comentários:
Lembrando que o Hughes foi demitido do Manchester City ano passado justamente pela longa sequência de empates, acho que foram oito.
Leandrus, eu sou o Eduardo Jr do blog Futebol Europeu Online (http://europafootball.wordpress.com/) e gostaria de saber se vocês estão interessados numa troca de links
Comuniquem-me com a resposta e abraços
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