
3 de novembro de 2011
Somos grandes

21 de agosto de 2011
A força do Manchester City
Até a temporada 2007/2008, o Manchester City era considerado apenas uma equipe média no futebol inglês e, com menos expressão ainda no continente europeu. Diferente de seu maior rival, o Manchester United, que sempre foi visto como um dos maiores clubes do mundo, conquistando títulos da Premier League e da Liga dos Campões. E, é isto que os novos donos do Citzens pretendem chegar com o time comandado, atualmente, pelo técnico italiano, Roberto Mancini. Tornar o Manchester City em uma das potências de toda Europa. O clube do norte da Inglaterra foi adquirido pelo grupo árabe Abu Dhabi, em meados de 2008. Depois disso, só contratações de nome foram feitas, chamando atenção dos grandes rivais do país e até de times de outras fronteiras.
Hoje, a equipe do atacante Tevez é considerado o clube mais rico do mundo, mais do que o próprio Manchester United e o Real Madrid, que sempre lideraram este ranking. O maior investimento de um time no planeta, nesta temporada, foi do City. Em janeiro deste ano, o Manchester City contratou o centroavante Edin Dzeko, do Wolfsburg, por 35 milhões de euros, sendo a maior negociação da história do futebol alemão.
Com estes números, faz com que os objetivos traçados a alguns anos de seus representantes se firmem cada vez mais no City. Na temporada passada, a equipe azul de Manchester conquistou a Copa da Inglaterra e ficou com a 3ª posição da Premier League, ficando atrás apenas de seu maior rival, o United, (campeão) e o Chelsea.
A expectativa da imprensa e dos próprios adversários é que o Citzens brigue diretamente pelo titulo do Nacional, seu principal objetivo. Além da Liga dos Campeões, Copa da Liga Inglesa e a Fa Cup.
E com a chegada de Kun Aguero, ex-Atlético Madrid, o ataque do City ficou mais poderoso com Dzeko, Aguero, Balotelli e Carlos Tevez, que apesar das sondagens da Inter de Milão, o argentino deve permanecer em Manchester.
Chelsea (3) e Manchester United (4) que se cuide, as duas equipes se revezam desde 2004/2005 na conquista da Premier League, e poder ver nesta temporada que se inicia um forte candidato a frequentar as comemorações de conquista do principal campeonato da Inglaterra nos próximos anos.
Títulos do City na Inglaterra:
Premier League – 2 (1937 e 1968)
Copa da Inglaterra – 5 (1904, 1934, 1956, 1969 e 2011)
Copa da Liga Inglesa – 2 (1970 e 1976)
Super Copa da Inglaterra – 3 (1937, 1968 e 1972)
Recopa Europeia – 1 (1970)
Segunda Divisão – 7 (1899, 1903, 1910, 1928, 1947, 1956 e 2002)
Por Gustavo Bezerra (@gugagk/facebook.com/gustavobezerra)
8 de janeiro de 2011
O reino da soberba

13 de dezembro de 2010
Terra de instabilidade
22 de janeiro de 2010
O batismo de Carlitos
Seu sucesso em Londres atribuiu a Kia Joorabchian a oportunidade de repassá-lo a um clube maior. Para a fortuna do iraniano, Alex Ferguson, então à procura de um parceiro para Wayne Rooney, tratava a contratação do argentino de forma obsessiva. "Admito que não há um plano B. Carlos é nossa única opção", dizia o escocês. As duas temporadas de Tevez no Manchester United foram notabilizadas por triunfos coletivos e controvérsias individuais. Especialmente depois do acerto com Dimitar Berbatov, o Apache se habituou mais ao banco do que às áreas adversárias.
Ao final de 2008/09, o United deveria decidir se pagaria ou não os 35 milhões de euros solicitados pela MSI para a transferência definitiva do argentino. Alex Ferguson escolheu o caminho óbvio e preferiu não efetivar um negócio tão dispendioso por uma opção, naquele momento, secundária. Por provocação, excessiva ambição ou, mais provavelmente, uma combinação desses fatores, o Manchester City decidiu apostar em Tevez. Tratava-se de uma transação arriscada, porém fundamentada. Apesar do ostracismo no United, o potencial e a personalidade do atacante pareciam perfeitamente adequados a grandes desafios.
O clube de Eastlands estava certo. Desde que recuperou sua forma física, o Apache é disparadamente a principal peça do time. Eleito o Jogador do Mês de dezembro na Premier League, Tevez já chegou a 12 gols no campeonato. Costumeiramente, aqueles que se destacam tornam-se personagens de polêmicas. Com o temperamental portenho, não poderia ser diferente. Questionado a respeito do "Caso Tevez" na véspera de City x United, pelas semifinais da Copa da Liga, o lateral-direito Gary Neville saiu em defesa de Alex Ferguson. Ao afirmar que o argentino "não valia 35 milhões", o capitão do Manchester United fez a análise correta, mas deixou a prudência de lado.
Àquela época, o antigo ídolo do Corinthians não justificava, de fato, o sacrifício financeiro. Entretanto, após três anos e meio de alguma instabilidade na Inglaterra, Tevez tornou-se um jogador de primeira classe quando assumiu maiores responsabilidades. Versátil, lutador, técnico e dotado de instinto goleador, o atacante parece ter atingido o mais alto patamar na Premier League. O Apache não é mais o principal jogador de uma equipe média ou coadjuvante de um gigante. Ele converteu-se em protagonista de um clube ambicioso e, a partir daí, passa a simbolizar, técnica e mercadologicamente, o mesmo que Wayne Rooney representa para o United, por exemplo.
Daí o risco assumido pelo capitão dos Red Devils. Agora, Carlitos tem moral mais do que suficiente para duros embates psicológicos. Após os dois gols que marcou contra o Manchester United na última terça-feira, o argentino comemorou de forma a provocar Neville, como quem queria "ouvir as críticas naquele momento". A resposta do experimentado inglês foi instantânea, através de um gesto obsceno. A réplica de Tevez talvez tenha sido ainda mais áspera, visto que o lateral-direito do United foi tachado de "idiota e puxa-saco do treinador".
Parece claro que nenhum dos dois deve ser agraciado com a vitória no ríspido debate. Neville não disse nenhum impropério inicialmente, mas foi insensato. Tevez, com sua forte personalidade e seu tom comediante, também não precisaria entrar no mérito. Seus gols seriam o bastante para responder às críticas, provar que, seis meses após deixar Old Trafford, ele conseguiu justificar a aposta do Manchester City. Ainda assim, prefiro encarar a rinha de maneira otimista. Agora, o jogo decisivo da semifinal da Copa da Liga ganha um teor ainda mais competitivo. Além disso, depois das fantásticas exibições, Carlitos pode se considerar "batizado" pela opinião pública e, portanto, um jogador completo.