
3 de novembro de 2011
Somos grandes

11 de setembro de 2011
Ataque dos sonhos
Com mais uma grande atuação, o atacante Wayne Rooney (25 anos) venceu mais uma com seu Manchester United, que está arrasador neste início de Premier League. E de quebra, o centroavante dos Diabos Vermelhos anotou mais um hat-trick.Outro goleador que começa a chamar atenção é o argentino do rival Manchester City, que também segue invicto na competição. Não estou falando de Carlitos Teves e, sim, de Kun Agüero (23 anos), que por sua vez, marcou três na goleada sobre o Wigan no fim de semana.
Os jovens são as principais peças de Roberto Mancini e Sir Alex Ferguson que buscam diretamente pelo título da Premier League. Rooney, por exemplo, repete rodada a rodada, o hat-trick, para ele, este feito já se tornou comum.
Já Kun Agüero, que saiu do futebol espanhol, na última temporada, mostra que não precisa de tempo para se adaptar ao melhor campeonato nacional do mundo. O argentino se encaixou muito bem ao esquema de Mancini no Citzens.
Os dois devem brigar pela artilharia da Premier League nesta temporada. Mas, imagina se esses jogadores tivessem no mesmo time? Certamente tornaria o ataque da equipe um sonho.
Por obra das coincidências do futebol, Rooney e Agüero estão atuando na mesma cidade, porém, em equipes diferentes e, agora, em Manchester, a dupla, principalmente, com a chegada do argentino, vão enriquecer o clássico da cidade do norte da Inglaterra.
Não apenas pelo que ambos já fizeram nestas quatro primeiras rodadas, mas pelo o que eles ainda podem produzir para seus times e, claro, para o futebol inglês.
Na artilharia, Rooney é o lider com oito gols marcados em quatro partidas, sendo dois hat-trick. Agüero se aproximou do rival e já ostenta seis gols também em quatro jogos, assim como o companheiro Dzeko, mas que está com três partidas completas.
Por Gustavo Bezerra (@gugagk)
21 de fevereiro de 2011
Início tortuoso
Contratação mais recente do Manchester City, Dzeko tem encontrado dificuldades nas suas primeiras atuações pela equipeO gol de Edin Dzeko na goleada sobre o Notts County, por 5 a 0, pela Copa da Inglaterra – apenas o seu segundo em oito partidas – veio em boa hora. Na semana passada, Roberto Mancini reclamou da atuação da sua mais recente contratação na partida contra o Aris, fora de casa, pela Liga Europa. Na ocasião, algumas das melhores chances dos Citizens na partida foram desperdiçadas justamente pelo bósnio.
E, de certa forma, a contribuição do camisa 10 do City ainda não agregou muito à equipe titular. Na tentativa de dar maiores opções ao seu ataque, Mancini tem tentado escalar Tevez e Dzeko juntos, o que acarretou em algumas mudanças no seu esquema; em uma dessas tentativas, o italiano, antes adepto do 4-5-1, chegou a escalar um 4-4-2 com o meio no formato de um losango. Porém, a ideia ainda não vingou: enquanto o bósnio tem tido dificuldades para marcar, o argentino só tem reforçado algumas deficiências, como uma individualidade que o impede de passar a bola para companheiros em certos momentos, além de ter seu papel no ataque levemente ofuscado.
A situação de Dzeko fica mais complicada quando se lembra que foi justamente no período de sua entrada na equipe que o Manchester City viu sua produção cair. Uma das melhores defesas do campeonato, os Citizens tomaram seis gols nos três primeiros jogos do bósnio – três deles na sua estreia, contra os Wolves. Além disso, foi nessa época que os comandados de Mancini empataram com o Birmingham, perderam para o Aston Villa e, mais tarde, para o Manchester United - esses pontos desperdiçados praticamente aniquilaram qualquer chance do City conquistar a Premier League.
Não se pode, no entanto, culpar exclusivamente Dzeko por alguns insucessos recentes do Manchester City, embora sua entrada tenha causado certos desajustes no time como um todo. O atacante chegou ao clube no meio da temporada, e obviamente precisa passar por um período de adaptação – Torres, no Chelsea, passa e deverá continuar passando pelo mesmo problema. O problema é que ele, na condição de um dos atacantes mais promissores da Europa, chegou como solução ofensiva, pronto para ajudar Tevez e Silva na missão de liderar o ataque. Logo, causa certo desconforto vê-lo não causar um grande impacto imediatamente.
A sua contratação, portanto, deve ser vista como promissora para as próximas temporadas, mas não para essa. Seria melhor que Mancini voltasse ao seu esquema que vinha antes dando certo, com Tevez centralizado e com o bósnio no banco, pronto para ajudar caso a equipe precise de maior agressividade no ataque. Ganhariam com isso os Citizens, já ajustados com a formação do começo do campeonato (ainda que ela seja excessivamente cautelosa em alguns momentos), e o jogador, que iria se adaptar aos poucos ao futebol inglês e não se queimaria com pouco tempo no clube.
Imagem: Zimbio