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22 de fevereiro de 2012

Ainda existe um fio de esperança


Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)


Todos sabiam que a visita do Chelsea a Nápoles seria complicada e de que sair de lá com um resultado positivo seria maior ainda. Contudo, todos sabiam que os Blues tem um time com nomes interessantes e capacidade para jogar de maneira equilibrada contra o Napoli, todavia, a má fase vivida pelo time londrino impede que tal fato se realize e retrata a grande bagunça do time de André Villas-Boas tanto em situação tática quanto em situação interna. Com isso tudo, o resultado do jogo não poderia ser outra se não uma vitória dos italianos, que venceram pela confortável vantagem de 3 a 1.

Comparado as mais recentes atuações, os Blues até que não foram extremamente mal, mas foram mal, isso tem que se ressaltar. O time não tomou o mesmo baile que o Arsenal tomou do Milan, aliás, os comandados de Villas-Boas estiveram perto de surpreender quando, mesmo jogando mal, conseguiu abrir o placar com Mata após uma erro grotesco de Paolo Cannavaro.

Porém, apesar da vantagem, o Chelsea jogava de maneira desorganizada. A opção por deixar Frank Lampard foi tomada erroneamente, visto que Ramires e Raúl Meirelles não conseguiam ajudar totalmente a defesa, deixando claro que um homem a mais no meio-campo que pudesse voltar para auxiliar na marcação seria algo interessante. Sem contar que o meia inglês fornece um toque de classe ao meio-campo que desequilibra. Mas, Villas-Boas optou por Malouda que não sabia ao certo o que fazer e mais atrapalhou do que ajudou.

Mesmo com uma defesa que demorou a se encaixar no jogo, o Napoli deixou claro desde o início de que tinha plenas condições de vencer os ingleses de maneira tranquila, ainda mais impulsionado pela sua fanática torcida. Hamsik não apareceu tanto para o jogo, deixando trabalho de decisão para Cavani e Lavezzi que se aproveitaram dos mais diversos erros da defesa do Chelsea, principalmente do destemperamento da dupla de zaga David Luiz e Gary Cahill. Deu espaço para o uruguaio e argentino, é só lamento como diz a linguagem popular e foi assim que o Napoli conseguiu a virada de maneira tranquila, ressaltando quem mandava no jogo.

A derrota não veio de maneira tão desgrenhada como foi o Arsenal contra o Milan. O gol fora de casa foi algo importante. E, mesmo jogando um futebol apático e pouco eficiente, além de que se tem um forte adversário, o Chelsea ainda vê um fio de esperança para buscar um resultado positivo no jogo de volta em Stamford Bridge. Podendo assim, dar uma amenizada na turbulenta situação interna, além de poder garantir André Villas-Boas por mais um tempo podendo comandar os Blues.

3 de novembro de 2011

Somos grandes


Por: Henrique Munhos (@HenriqueMunhos)

Um time de grandeza mundial não surge de uma hora para outra. Desde 2008, quando foi comprado pelo Shiek Mansour, todo mundo espera que o Manchester City se torne essa potência. Desde então, apenas um título, que foi a Copa da Inglaterra na última temporada. A classificação para a Champions League também veio somente para esse ano. Muito pouco para quem gastou rios de dinheiro ano após ano.

Finalmente, o panorama mudou. O Manchester City foi consertando os erros pouco a pouco e avisou que seria candidato a tudo que disputasse em 2011/2012. Se alguém tinha alguma dúvida, a goleada de 6 a 1 sobre o rival Manchester United, na casa do adversário, serviu para acabar com os questionamentos. Duas vitórias sobre o Villarreal, após um começo claudicante na Champions League, foi outro aviso.

Após seguidas demissões de treinadores, o Manchester City deu confiança a Roberto Mancini, que encontrou no 4-2-3-1 a melhor formação para a equipe azul. O sistema, ao mesmo tempo protege bem a zaga, já que 9 jogadores marcam, garante muita movimentação do meio para a frente.

Barry e Yaya Toure (foto) são volantes com qualidade no passe e que tem boa chegada a frente (principalmente o marfinense). A frente deles, o trio de meias não guarda posição fixa. David Silva, Milner (ou Nasri) e Aguero se mexem muito e dificultam a marcação adversária.

Mais do que um técnico de confiança e um sistema de jogo eficiente, um time que se dispõe a brigar por todos os títulos tem de contar com estrelas que decidam jogos. O City conta. Enquanto Aguero é artilheiro da Premier League, David Silva é o melhor jogador da competição até o momento. O espanhol, que é parece ser uma cópia de Iniesta, está em todos os cantos do campo, cria, chega a frente a ainda marca seus golzinhos. Na frente, Dzeko e Balotelli estão colocando as bolas na rede, que é função primordial do centroavante.

Um time de grandeza mundial tem de ter elenco. O City tem. Nasri ficou no banco contra os Red Devils, assim como Dzeko. Os dois, assim como Kolarov, Kolo Toure. Adam Johnson e De Jong (reservas na maioria dos jogos), seriam em titulares em muitos times do mundo. A profundidade do plantel é tão grande que, o melhor jogador do time na temporada passada, Carlitos Tevez, já é descartável.

Apesar da liderança com cinco pontos de vantagem na Premier League, nada está ganho, longe disso. Na Liga dos Campeões, a situação também não é tranqüila. O confronto contra o Napoli, fora de casa, na próxima rodada, será decisivo para o futuro do City.

Mesmo assim, o mundo ganhou mais um time que é olhado com muito respeito e até com medo pelos adversários. E esse time é o Manchester City.

22 de setembro de 2011

Na briga


O final da janela de transferências serviu para colocar o Tottenham nos eixos. A equipe contratou o volante Scott Parker e o atacante Emmanuel Adebayor para duas posições carentes no time, além de firmar a permanência de Luca Modric.

A prova do retorno da boa nova fase foi a goleada de 4 a 0 sobre o Liverpool, no último domingo. Contudo, o jogo foi atípico e contou com duas expulsões do lado dos Reds. Mesmo assim, o time de White Hart Lane foi superior desde o apito inicial.

Parker, eleito o melhor jogador da última edição da Premier League em eleição da Associação dos Jogadores, chega para assumir a posição de primeiro volante. Com muita dinâmica e força na marcação, o jogador ainda dá qualidade no passe e bate bem de fora da área.

Já Adebayor era a peça que faltava para completar o trio formado por Bale, Van der Vaart e Lennon. O atacante une força física e qualidade técnica, apesar de ser meio desajeitado. Além disso, chama a responsabilidade em jogos difíceis, coisa que os outros atacantes do elenco (Defoe, Pavlyuchenko e Crouch) não faziam.

Tão importante quanto as duas contratações foi a permanência de Modric. Jogador fundamental no esquema de Harry Redknapp, o croata cairia como uma luva na maior parte das equipes do mundo. Prova disso é que foi sondado pelo Real Madrid e recebeu diversas propostas do Chelsea. Sem fazer comparações, Modric tem um estilo muito semelhante ao trio de volantes/meias do Barcelona: Fabregas, Xavi e Iniesta.

O Tottenham também vendeu jogadores, como Hutton, Woodgate, Palacios, Jenas, Bentley e Crouch, mas estes não farão falta na temporada. Antes do final da janela, a equipe já havia se reforçado com o ótimo goleiro Friedel e o bom lateral-direito Walker, que estava emprestado ao Aston Villa.

A formação segue no 4-2-3-1 tradicional. O time base deverá ser formado por: Friedel, Walker, Dawson, King (Gallas) e Assoul-Ekoto; Parker, Modric; Lennon, Van der Vaart e Bale; Adebayor. Redknapp ainda terá bons reservas a disposição, como Kaboul, Sandro e Pienaar, principalmente.

A não classificação para a Champions League ajudará o clube, que focará todas as atenções na Premier League. Na temporada passada, apesar de eliminar o Milan e chegar as quartas-de-final, perdeu forças no campeonato nacional e acabou de fora do top 4.

Com esses reforços e a permanência de Modric, brigará muito forte para ficar entre as quatro primeiras posições e, quem sabe, terminar a frente do rival Arsenal depois de tanto tempo.

Por: Henrique Munhos (@HenriqueMunhos)

15 de setembro de 2011

Preguiçosos na Champions League, Manchester e Chelsea priorizam o clássico


Titulares poupados, desempenhos sem grande intensidade e a escolha por priorizar claramente o clássico do próximo domingo. Essa foi a tônica dos jogos de Chelsea e Manchester United na primeira rodada da Champions League. O Blues venceram o Bayer Leverkusen por 2 a 0 no Stamford Bridge, enquanto os Red Devils empataram com o Benfica em 1 a 1, fora de casa.

O Manchester preferiu utilizar um time mais experiente. Entraram Fletcher, Carrick, Giggs, Valencia e Park, saindo Cleverley (contundido), Anderson, Nani, Young e Chicharito. Em geral, o time foi dominado pelos portugueses. Quando quis um pouco mais de jogo, teve o controle e atuou no campo de ataque. Isso aconteceu no final do primeiro tempo e no começo do segundo.

Giggs, o mais experiente do elenco, fez o gol que garantiu um ponto que ficou de bom tamanho para o Manchester United. Em um grupo que conta ainda com Basel e Otelul Galati, a classificação em primeiro lugar não deverá ser problema.

No domingo, todos os jovens, com exceção de Cleverley, devem voltar ao time. Carrick deve ser o primeiro volante. A expectativa é que a mobilidade mostrada nas primeiras rodadas da Premier League faça a diferença contra o estático Chelsea.

Os Blues não pouparam tantos jogadores como seu rival. Dos titulares absolutos, ficaram de fora apenas Terry e Lampard. A vitória de 2 a 0 foi construída com boas atuações de David Luiz e Mata (foto), que foram inclusive os autores dos gols. Anelka entrou na segunda etapa e também teve boa atuação. Apesar do grupo ser um pouco mais complicado (conta ainda com Valência e Genk), os ingleses também deverão ficar com a liderança.

Contra o Manchester, resta saber quem fará o trio de meio campo com Lampard e Mikel. O escolhido, pelo poder de marcação, deve ser Raul Meireles. Outra dúvida está instalada no ataque. Mata é jogador de mais mobilidade e titular absoluto. Fernando Torres será o centroavante. Anelka, Kalou, Malouda e Sturridge brigam pela terceira vaga. Aposto em Anelka.

Apesar de não ter brilhado nesse começo de temporada, o Chelsea é muito forte e não será facilmente batido como o Arsenal. Os Blues devem apostar em um jogo truncado e de forte marcação. Na frente, a esperança fica por conta dos espanhois Mata e Fernando Torres. O segundo, que não deslanchou no novo clube, sempre é destaque contra o Manchester.

24 de agosto de 2011

Como escalar o Manchester City, Mancini?

Depois de ter anunciado a contratação de Kun Agüero e Samir Nasri, novas alternativas apareceram para Roberto Mancini, que não terá um trabalho fácil para deixar Yaya Touré, Samir Nasri, David Silva, Kun Agüero, Carlitos Tévez e Edin Dzeko satisfeitos, ou ao menos jogando constantemente. E vendo isso, nós do Ortodoxo e Moderno decidimos fazer um post sobre como o Manchester City poderá jogar no resto da temporada, lembrando que os Citizens disputam a Champions League, Premier League, FA Cup e Carling Cup. Contamos com a opinião dos nossos amigos Daniel Leite, Rafael Oliveira e Luccas Oliveira, a fim de chegarmos num "time ideal". Apresentaremos esquemas diferentes, com diferentes nomes, tendo em conta o ótimo elenco do City, confira:

4-4-2

Clique na imagem para ampliá-la (Ilustração: TacticalPad)

Esse é o esquema que melhor "encaixaria" os jogadores, é claro, alguns nomes fortes teriam de ficar no banco. Conta com o habitual apoio dos laterais, principalmente do esquerdo (Clichy ou Kolarov); no meio, Barry ficaria mais preso, e Yaya Touré teria mais liberdade para chegar a frente, mas com obrigações defensivas (como um autêntico box-to-box); os wingers seriam Nasri (direita) e David Silva (esquerda), mas contando com as trocas e confundindo a marcação, Milner e Adam Johnson são boas opções no banco; no ataque, optamos pela dupla argentina, Agüero e Tévez, uma dupla que bem entrosada e "afim" de jogar, seria bastante "infernal" para os adversários, é claro, não podemos esquecer de Dzeko, que dá outra qualidade ao time, já que um homem mais de área.

4-2-3-1

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Esse parece ser o esquema "favorito" de Mancini, porém o mais complicado para encaixar os jogadores. Como no 4-4-2, conta com o apoio dos laterais; na volância, algo mais cauteloso, com De Jong e Barry fazendo a proteção, mas Yaya Touré poderia ocupar a vaga de um dos dois; no trio de meias, Nasri (direita), Touré (centro) e David Silva (esquerda) seriam as opções (primárias), mas poderia haver a entrada de Tévez ou Agüero no lugar de Touré, o que daria mais força ofensiva ao time, na direita Adam Johnson e Milner seriam a "sombra" de Nasri, o mesmo na esquerda com David Silva, porém Balotelli seria outra "sombra"; no ataque, primeiramente Agüero, mas pode haver a entrada de Tévez ou Dzeko.

4-3-3

Clique na imagem para ampliá-la (Ilustração: TacticalPad)

E por último, o esquema que aos olhos parece ser o "mais ofensivo". Como nos outros esquemas, contando sempre com o apoio dos laterais; teria apenas um homem na proteção da zaga, De Jong seria o mais provável para essa função, mas Barry ou Touré podem muito bem ocuparem esse lugar; o time nesse esquema já teria dois meias-centrais, um com a função de box-to-box (Yaya Touré, e Milner como reserva) e outro com mais liberdade (Nasri); no ataque, um trio de muita movimentação, Agüero (direita, com Milner e Adam Johnson podendo ocupar o lugar), Dzeko (centro, que teria a concorrência de Tévez) e David Silva (esquerda, com Adam Johnson e Balotelli como reservas).

Por Arthur Barcelos (@arthurbarcelos_)

E você, concorda com alguma das três opções apresentadas? Usaria outra formação? Deixe sua opinião na caixinha de comentários.

25 de julho de 2011

Quais as expectativas para a temporada do Liverpool?

Podemos dizer que Downing é o cara certo,
que apareceu na hora certo no time do Liverpool

Muito tem sido falado sobre essa temporada do Liverpool, que precisa urgentemente voltar a ser o Liverpool. Mas voltando no tempo, podemos dizer que a última boa campanha do Liverpool em alguma competição foi a Premier League (que não ganha desde 1989-90) de 2008-09, onde ficou em segundo, em uma briga sensacional com o Manchester United. Apesar da boa campanha em 2008-09, título que é bom, não vem desde 2006, quando ganhou a tradicionalíssima FA Cup.

Depois da saída de alguns jogadores que tiveram muito sucesso no clube, o Liverpool nunca mais conseguiu ser o mesmo, e depois de conseguir se livrar dos americanos que comandavam o clube, e com a entrada do Fenway Sports Group e a volta de seu maior ídolo, Kenny Dalglish, o time cresceu muito em 2011, principalmente depois da contratação de Luis Suárez, que deu outra cara ao time vermelho, conseguindo se livrar de um vexame na EPL e se não fosse o vacilo no finalzinho conseguiria a vaga na Europa League.


Será que Adam corresponderá as expectativas?
Futebol para isso tem, mas será que suportará a pressão
 de ser o homem responsável pela criação das jogadas ao lado de Gerrard?

E na temporada 2011-12, novas caras vieram: Henderson (Sunderland), Adam (Blackpool), Doni (Roma) e Downing (Aston Villa). São excelentes reforços (tirando Doni, que vem mostrando não ser confiável no gol), mas vendo o elenco, precisa ainda tampar alguns buracos, e precisa também reformular o elenco. Mas mesmo assim, dá para esperar uma campanha muito boa dos Reds, que vem para brigar por todos os títulos que disputará em 2011-12 (Premier League, FA Cup e Carling Cup).

Bom, o Liverpool contém um elenco com boas peças, fica até difícil selecionar os 11 jogadores titulares. Mas irei arriscar em três possibilidades de Dalglish armar o Liverpool:

Clique na imagem para ampliá-la (Ilustração: TacticalPad)

1 - No primeiro desenho*, o time está no 4-1-4-1. Lucas é o homem responsável pela proteção da zaga, com pouca liberdade para chegar à frente. Gerrard e Adam são os responsáveis pela criação das jogadas, não necessariamente são os cérebros do time, mas com certeza os melhores para essa função. Downing e Suárez os wingers, com a liberdade de trocarem de lado, nessa formação, Suárez não teria tanta liberdade como deve, mas seria um perigo imenso atuando por ali. E na frente, Carroll é o responsável por “trombar” com os zagueiros e segurar a bola para entregar a quem vem de trás.

*Pontos que foram levados em conta na escalação: vendo que pela fortuna que o Liverpool gastou, dificilmente Carroll seria banco no time; devido a pré-temporada que vem fazendo, Insúa, ganharia a disputa pela lateral-esquerda (que ainda precisa se reforçar). 

Clique na imagem para ampliá-la (Ilustração: TacticalPad)


2 - Já no segundo desenho, foi descartado Lucas, e entra Raúl Meireles, que fez uma temporada sensacional pelo Liverpool em 2010-11, e creio que não poderia ser “esquecido”. É o tradicional 4-4-2. Gerrard e Adam seriam dois verdadeiros box-to-box, mas sempre com cautela nas subidas, para não deixar muitos espaços para o adversário. Meireles e Downing seriam os wingers. Suárez finalmente teria a liberdade que precisa. Carroll com a mesma função do primeiro desenho. Nessa escalação, seria importante que os laterais ficassem mais presos, para não desproteger a defesa.

Clique na imagem para ampliá-la (Ilustração: TacticalPad)

3 - E no terceiro, o time no mesmo 4-1-4-1 do primeiro desenho, mas com algumas peças mudadas. Carroll iria para o banco, e Suárez ficaria como o único atacante, mas sem a função exercida pelo inglês, teria a mesma liberdade do segundo desenho, se movimentando bastante e abrindo espaços na defesa adversária para a entrada dos meias do Liverpool. Vendo que Henderson é um jogador de muita qualidade e não poderia ser “esquecido”, ele entraria como o winger pela direita, e Downing continuaria pela esquerda. Gerrard e Meireles seriam os meias-centrais, com mais liberdade que Adam, que ficaria mais preso, mas com mais liberdade do que Lucas no primeiro desenho. E assim como na segunda opção, seria importante que os laterais ficassem mais presos, para não desproteger a defesa.

Agora, basta esperar para ver se o Liverpool realmente corresponderá as expectativas para essa temporada, espero que tenha gostado do post. Concorda com a opinião? Como escalaria o time? O que você espera do Liverpool em 2011-12? Deixa a sua opinião nos comentários.

Por: Arthur Barcelos (@arthurbarcelos_)

4 de junho de 2011

Análise da Temporada do Manchester United

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Esse é o campeão inglês e vice da UEFA Champions League, com todos os méritos. O time comandado pelo mito, Sir Alex Ferguson pode ser pragmático, sem desenvolver o futebol dos mais agradáveis de ver, mas é um time que defensivamente é bem forte. E que ataca com muita velocidade e inteligência.

Vejamos agora os números da temporada dos Red Devils. Foram ao todo (contando Premier League, Copa da Liga Inglesa, The FA Cup, Supercopa da Inglaterra e UEFA Champions League) 60 partidas. Destes jogos, venceu 41, empatou 14 e perdeu 7 delas. Marcou 117 gols e, sofreu 55.


O time dirigido por Sir Alex Ferguson jogou a maioria das partidas no 4-4-2, que conta com a movimentação de Wayne Rooney, que volta para ajudar na marcação e também para buscar o jogo, formando assim um 4-4-1-1. Um detalhe a se destacar é a forte marcação exercida pelos meias centrais (Carrick e Fletcher) e pelos zagueiros (Ferdinand e Vidic), que “encurta” os espaços para o adversário criar chances de gols. Já no ataque, conta com o apoio dos laterais Rafael (e Fábio que jogou a parte do final da temporada no lugar de seu irmão) e Evra. Além disso, conta com a movimentação de Fletcher, que cumpre a função de box-to-box, e a presença do outro meia central, Carrick, ficava mais preso no meio. É bom lembrar que Giggs cumpriu as funções do escocês enquanto este esteve lesionado, atuando boa parte da Champions League assim.

Os wingers se destacam pela criação de jogadas; aliás, Giggs e Nani foram os que mais deram assistências na temporada - 13 e 20, respectivamente. Giggs por vezes fez essa função de box-to-box em vários jogos importantes, a maioria pela Champions League, e quando ele fazia essa função, quem jogou boa parte de left winger foi o sul coreano, Park. Sendo muito importante para que esse 4-4-1-1 de Sir Alex funcionasse corretamente. Como Giggs não possui muita capacidade defensiva, Park era quem fazia a cobertura do galês.

Por fim, como dito anteriormente, Rooney busca o jogo e ajuda mais na marcação do que o outro atacante, ora Javier Hernández, ora Berbatov (que atuou mais pela Premier League, sendo inclusive o artilheiro do campeonato). O inglês não começou muito bem na temporada, se envolvendo em muitas polêmicas, mas foi de extrema importância na parte final da temporada, marcando 16 gols (inclusive um na final da Champions League) e dando 11 assistências.

Por Arthur Barcelos (@arthurbarcelos)

27 de maio de 2011

Prévia: Barcelona x Manchester United

Na decisão de 2009, Ferdinand, num raro vacilo, apenas assistiu Messi sacramentar a vitória e o título do Barcelona. Dois anos depois, as duas equipes voltam a se encontrar em uma final de Champions League

Neste sábado, Barcelona e Manchester United entram em campo para o décimo jogo oficial entre as equipes válido por competições da Uefa - a segunda final de Champions League. Porém, a partida deste sábado terá um sabor mais especial para os Red Devils: a chance de uma vingança pela derrota na final de Roma em 2008/2009. A reedição da final de duas temporadas atrás não terá tantas diferenças no onze inicial das duas equipes, mas alguns jogadores em foco naquela partida não estarão em campo em Wembley.

Naquele 27 de maio de 2009, no Olímpico de Roma, o Barcelona abriu o placar com um incansável Eto'o, que fazia sua última partida pelo clube da Catalunha. O gol contra os mancunianos, com direito a um drible desconcertante em Vidic, encerrou um lindo ciclo do Rei Leão com os azulgrenás, que resolveram fazer do camaronês uma "moeda de troca" para contratar Ibrahimovic. No lado inglês, Cristiano Ronaldo era a grande esperança da equipe, mas, diferentemente de Eto'o, passou em branco nos noventa minutos e, uma semana depois, anunciou sua ida para o Real Madrid.

Mais uma vez, contamos com a grande colaboração de Victor Mendes, do blog Quatro Tiempos, que trata do futebol espanhol, para falar do Barcelona. Confira a prévia da esperada final entre Barcelona x Manchester United e depois, nos dois endereços, o resumo do embate.

A temporada até aqui
Barcelona: Campeão da Liga e melhor equipe do mundo, o Barcelona chega à final como o grande favorito. Após algumas más partidas no início de temporada, sobretudo pela lesão de Messi, figura-chave desta equipe, o Barcelona foi se achando de pouco em pouco na temporada e exercendo o futebol envolvente já conhecido por todos. Escalado no 4-3-1-2, com Messi jogando atrás de Villa e Pedro, como um enganche, o Barcelona passou a primeira parte da temporada conseguindo bons resultados e conquistando por diversas vezes a famosa manita, como no superclássico do Camp Nou e as vitórias ante Real Sociedad e Espanyol. No segundo semestre, o rendimento caiu, muito por causa da acomodação na liderança da Liga, mas a margem de derrota ainda era pequena. Após ser vice na Copa e sobreviver na LC na maratona de superclássicos, o doblete (Liga + Champions) é a pequena obsessão de um time que já está na história, sobretudo por ser a base da seleção campeão mundial e ter Messi, que a cada jogo quebra marca atrás de marca. Na temporada, o argentino já foi às redes 52 vezes, mas, com a cabeça na final, acabou deixando o português Cristiano Ronaldo disparar na artilharia da Liga Espanhola.

Manchester United: Para quem pouco se reforçou e começou a temporada levemente ofuscado pelos seus rivais, até que o clube se saiu muito bem. Os Red Devils conquistaram a Premier League com uma rodada de antecedência e de forma merecida. É verdade que a equipe teve lá seus problemas: pouquíssimas vezes brilhou durante os jogos, teve um início de campeonato vacilante, quando empataram demais fora de casa, e encarou uma reta final de jogos mais difícil do que o esperado. Porém, o time de Alex Ferguson foi mais regular do que seus adversários e a que menos pontos bobos desperdiçou, o que foi essencial para que o time conquistasse o campeonato nacional. Essencial, aliás, também foi a subida de produção de alguns jogadores: Nani e Berbatov finalmente floresceram, sendo fantásticos no apoio a Giggs na primeira metade da temporada, enquanto Rooney estava em má fase. Quando o atacante inglês retornou à boa forma, pode ainda contar com o rápido amadurecimento de Chicharito Hernandez, formando com o mexicano uma dupla essencial para os resultados positivos do Manchester United em 2011. Ajudados por um excelente setor defensivo, esse conjunto alcançou vários de seus objetivos e agora busca o double que não pode ser formado antes, já que o time foi derrotado pelo Manchester City na semifinal da Copa da Inglaterra.

Pontos fortes
Barcelona: A saída de Ibrahimovic, contratação mais cara da história do clube culé, chegou a fazer falta durante os primeiros jogos da temporada, mas acabou sendo assimilada com naturalidade graças a rápida adaptação de Villa à equipe. Sem o sueco, mas com o Guaje, Pedro e Messi, o Barcelona apresenta grande variação tática e pode atuar de diferentes formas, embora jogue mais frequentemente no 4-3-1-2, com Messi fazendo o papel de enganche (jogando atrás de Pedro e Villa), ou no 4-3-2-1, com Messi de falso nove. Quanto aos setores da equipe, destacam-se o meio-campo e o ataque. O futebol de Busquets ascendeu muito após a Copa e o canterano, que pecava por erros infantis, está mais maduro, dando segurança e participando bem dos ataques. Destacam-se também a visão de jogo privilegiada de Xavi, a técnica, qualidade e imprevisibilidade de Iniesta, os gols decisivos de Pedro e Villa e o poder de decisão de Messi.

Manchester United: Uma das grandes forças dos Red Devils está no aspecto mental: a equipe costuma lidar muito bem com as decisões e possui uma veia vencedora incrível. Já no que se refere ao elenco, o conjunto do Manchester United é tão forte e coeso que é difícil citar apenas um setor ou um jogador. A defesa é forte demais, principalmente porque conta Van der Sar, um goleiro experiente e muito seguro, e uma zaga que é uma das melhores do mundo – Ferdinand é um líder nato e Vidic tem um poder de marcação muito alto. No meio campo, Giggs – agora também podendo ser escalado como um meia central – é o maestro de sempre, Valencia voltou de contusão atuando melhor do que antes, e Nani, líder de assistências na Premier League (18), finalmente justificou a grande quantia gasta em sua contratação. Já no ataque, Rooney, embora ainda um pouco distante da excelente forma da temporada anterior, voltou a jogar em bom nível, enquanto Chicharito Hernandez, embora enrolado com a bola nos pés, já mostrou em pouco tempo que tem o faro de gols, principalmente nos grandes jogos. Por fim, ainda há uma grande arma utilizada por Ferguson nas partidas decisivas: o sul-coreano Park. Dono de muita velocidade e comprometimento em campo, ele está sempre ponto para anular uma peça fundamental da equipe adversária e ainda ajudar no ataque. E o principal: enquanto geralmente é menosprezado, cumpre muito bem seu papel. Ele pode ser, por exemplo, o responsável por limitar a presença de Daniel Alves no ataque e ainda armar o jogo nas costas do brasileiro.

Pontos fracos
Barcelona: Difícil citar um ponto fraco nessa equipe quase perfeita do Barcelona. Mas o Barcelona da Era Guardiola costuma passar por momentos de dificuldade quando enfrenta equipes que procuram desempenhar a mesma função que os blaugranas estão acostumados a exercer: atacar e dominar o jogo. Contra Inter de José Mourinho, a partida no Camp Nou ficou marcada pelo muro armado pelo técnico de Setubal, mas no Meazza os meneghino derrotaram o Barcelona de uma maneira pouca vista antes, escancarando o problema que o Barcelona passa quando é atacado. Outras fraquezas da equipe sobressai quando o adversário pressiona a saída de bola, obrigando Piqué, Puyol ou Busquets a darem chutões para frente, e quando Xavi sofre uma forte marcação. Mesmo dispondo de outros jogadores decisivos, o Barcelona perde em criação quando seu maestro é bem marcado. Na épica semifinal da temporada passada, Mourinho soube anular as peças-chaves do time da Catalunha: asfixou Xavi e não deixou Messi receber perto da área.

Manchester United: É difícil apontar fraquezas numa equipe tão bem balanceada. Porém, elas estão presentes. Esta equipe, acima de tudo, não tem brilho, o que pode prejudicar os ingleses quando estes precisarem criar alguma oportunidade de gol, sobretudo se estiverem perdendo. Embora o Manchester United tenha sido muito bem sucedido na atual temporada, poucas vezes esse time convenceu em campo. Muito disso ocorre pela falta de um jogador mais criativo na equipe, sobretudo na faixa central do meio campo, já que Carrick, Fletcher e Scholes, atletas que por ali podem ser escalados, estão longe de se destacar por causa deste fundamento. Aliás, uma das razões para Giggs, já no final da campanha, ter sido escalado por ali pode ter sido justamente a necessidade de ter alguém com maior habilidade. Também é importante destacar o elo fraco da defesa dos Red Devils, que é o lado direito. Tanto Rafael quanto Fábio não sabem marcar muito bem – e para desespero de Ferguson, é o segundo, que vem sendo titular atualmente, quem menos sabe proteger seu posto. Por conta disso, não é improvável apostar na escalação de O’Shea por ali, uma jogador bem limitado mas que dá conta do recado na marcação.

Expectativas
Barcelona: Desta vez, o favoritismo de 2009 está nas mãos do Barcelona. O time que deve ir a campo na final de sábado não foi definido por Josep Guardiola, embora todos, até Abidal, que se recuperou de um tumor no fígado, estejam disponíveis. Na primeira coletiva da semana, Guardiola não quis falar sobre a escalação que irá a campo, mas deixou no ar a possibilidade de escalar Mascherano ao lado de Piqué, deslocando Puyol para a lateral esquerda. Segundo o treinador, seria arriscado demais escalar Abidal e Puyol, que se ficaram muito tempo parados, em uma partida tão decisiva como esta. Pedro, que vem reclamando de fortes dores musculares, também é dor-de-cabeça para o treinador: se o canário não jogar, a opção mais plausível será a titularidade de Keita, com Iniesta sendo adiantado para a ponta esquerda e Villa para a direita.

Manchester United: Por mais que esse time tenha uma veia vencedora, o Manchester United entra na final como azarão – bem mais do que em 2009. Como os catalães muitas vezes parecem imbatíveis, a questão que fica é a seguinte: o que Sir Alex Ferguson fará para anular o Barcelona? Há algumas boas alternativas: explorar o jogo pelos flancos com Nani, Park ou Valencia; optar por um esquema mais conservador, reforçando a marcação na faixa central e deixando Rooney como único atacante; e por aí vai. Porém, a verdade é que as alternativas parecem muito bonitas no papel, mas extremamente difíceis de serem executadas. Por isso, a única coisa que se tem certeza é que todos os titulares terão de ter uma exibição perfeita para derrotar este grande esquadrão. O resto fica a cargo do mestre escocês.

Prováveis escalações
Barcelona: Víctor Valdés, Daniel Alves, Piqué, Mascherano (Puyol), Puyol (Abidal); Busquets, Xavi, Iniesta; Messi; Pedro, Villa.

Manchester United: Van der Sar, Fábio (O’Shea), Ferdinand, Vidic, Evra; Valencia, Carrick, Giggs, Park; Rooney, Chicharito (Nani).

Imagem: BBC

13 de abril de 2011

Crítica: Tottenham 0 x 1 Real Madrid

A terrível falha de Gomes acabou com o sonho do Tottenham de chegar às semifinais da Liga dos Campeões

*Texto também publicado no Quatro Tiempos

Sabendo que reverter a diferença de quatro era uma missão bem difícil, o Tottenham entrou em campo tentando ao menos manter a sua honra na Liga dos Campeões. Os ingleses até buscaram o gol e dificultaram a tarefa do Real Madrid; porém, não conseguiram evitar a derrota, que veio através de uma grande falha de Gomes que calou a maior parte do White Hart Lane.

Necessitando de muitos gols para passar de fase mas sem ter muito o que mudar no time, por sempre escalar uma equipe ofensiva, Harry Redknapp apenas trocou Sandro pelo experiente Huddlestone, recuperado de contusão, ao mesmo tempo em que preferiu Pavlyuchenko ao invés de Defoe, em má fase, para substituir Crouch, expulso no primeiro jogo. Já José Mourinho, sem precisar se arriscar, foi um pouco mais cauteloso do que de costume: o treinador colocou Arbeloa na lateral esquerda, avançou Marcelo para o meio e deixou Di María no banco. Em tese, a alteração tinha o objetivo de dar maior segurança para aquele setor, por onde o veloz Lennon ataca. Mas havia uma peça a ser ainda mais temida.

Bale, jogando pela esquerda, é a principal arma ofensiva do Tottenham, e todos sabem muito bem disso. Não à toa, os Spurs começaram a partida armando suas jogadas exatamente por ali, forçando o galês a se confrontar contra Sergio Ramos. O winger até se saiu bem no duelo; porém, suas jogadas não deram em muita coisa. Devido a isso, os principais lances do início do jogo foram dois pênaltis cavados pelos londrinos – um por Bale, outro por Modric - e acertadamente não marcados pela arbitragem.

Embora Cristiano Ronaldo tentasse levar certo perigo em cima de Assou-Ekotto e Özil, geralmente livre por causa dos espaços deixados pelo Tottenham no meio, buscasse puxar alguns ataques, a proposta do Real Madrid era clara. Os espanhóis procuravam não se arriscar tanto e cadenciar o jogo trocando o maior número de passes seguros possíveis, para manter a posse de bola e não dar muitas chances ao perigoso ataque do adversário. A estratégia deu certo, fazendo com que a equipe inglesa tivesse seu ímpeto ofensivo contido em diversos momentos; porém, também tornou os merengues um time pragmático e sem brilho, apenas esperando os contra-ataques para matar o jogo. A tática, no entanto, poderia ter dado certo já nos primeiros minutos, se os comandados de Mourinho tivessem maior capricho.

Ao mesmo tempo em que Bale tentava ser útil para o Tottenham, o time sofria com as exibições apagadas de Lennon e van der Vaart. Porém, quando estes finalmente apareceram, criaram a jogada de maior perigo dos Spurs, aos 25 minutos, que terminou com uma bola isolada por Pavlyuchenko, livre de marcação, num raro momento de vacilo dos espanhóis. Os Spurs chegaram ao gol já no final da primeira etapa, quando Modric ajeitou de cabeça para Bale acertar uma bela finalização, mas o gol foi corretamente invalidado devido ao fato do croata estar impedido.

O placar final da primeira etapa, sem gols, havia sido incômodo para o Tottenham, que, com a dura missão de marcar pelo menos quatro gols na forte e concentrada equipe de Mourinho, precisaria praticamente de um milagre para se classificar. Porém, as pretensões dos anfitriões foram por água abaixo logo aos cinco minutos do segundo tempo: Cristiano Ronaldo arriscou seu típico chute com certa curva de muito longe, e Gomes, na tentativa de fazer uma fácil defesa com rapidez para já dar início a uma nova jogada, acabou deixando a bola escapar de suas mãos e engolindo um grande frango. O brasileiro se firmou no Tottenham há um tempo, mas provou porque é conhecido por ser um arqueiro de defesas fantásticas e de inesperadas falhas terríveis, até mesmo em jogos em que era o melhor do time.

O gol, obviamente, foi como um baque para os londrinos, que precisariam de incríveis seis gols em menos de 40 minutos. A princípio, o time da casa até tentou esboçar uma reação. Porém, aos 12 minutos, após outro bom lance de van der Vaart (curiosamente, as duas únicas jogadas do holandês resultaram nas melhores chances dos Spurs) Pavlyuchenko errou uma cabeçada fácil, na frente de Casillas. Naquela que foi a sua segunda chance desperdiçada, o russo, mal na tentativa de substituir Crouch, decretou: o milagre era impossível, até porque o Tottenham deveria ter uma eficácia que não estava tendo na partida. Redknapp ainda tirou o apagado Lennon e colocou Defoe, deixando o time com dois atacantes, mas isso não foi o suficiente.

A partir daí, o que se viu foi um Real Madrid ainda mais tranquilo, apenas tocando a bola e acelerando o jogo quando o Tottenham cedia contra-ataques, que não foram poucos – porém, todos foram desperdiçados devido ao preciosismo dos merengues. José Mourinho acertadamente tirou seus principais jogadores que estavam pendurados, entre eles Cristiano Ronaldo, e aproveitou a oportunidade para dar ritmo de jogo a Kaká e Benzema. Aliás, o brasileiro, em um perigoso chute de fora da área, quase foi responsável por outra falha de Gomes, inseguro desde o gol sofrido. Enquanto isso, os londrinos foram se apagando cada vez mais, principalmente quando Bale sumiu do jogo, e deram seu último suspiro num chute de van der Vaart aos 41 minutos.

Enquanto o Real Madrid comemorava a classificação para as semifinais (algo que não conseguiam desde a temporada 2002/03), os jogadores do Tottenham eram aplaudidos pelos seus torcedores. Não era para menos. Uma das sensações da atual edição, o clube teve uma campanha fantástica na Liga dos Campeões, com grandes jogos e vitórias – principalmente contra a Inter em White Hart Lane e o Milan em San Siro – que entraram para história do clube. Devem celebrar a sua passagem pelo torneio, ao mesmo tempo em que os espanhóis devem agradecer a José Mourinho pelos feitos que estão sendo conquistados ultimamente.

Tottenham 0 x 1 Real Madrid

Tottenham: Gomes, Corluka, Dawson, Gallas e Assou-Ekotto; Huddlestone (Sandro), Modric (Kranjcar), Lennon (Defoe) e Bale; van der Vaart; Pavlyuchenko.

Real Madrid: Casillas, Sergio Ramos (Granero), Ricardo Carvalho, Albiol e Arbeloa; Xabi Alonso (Benzema), Khedira, Özil, Cristiano Ronaldo (Kaká) e Marcelo; Adebayor.

Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)

Cartões Amarelos: Ricardo Carvalho e Granero (MAD)

Imagem: BBC