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2 de novembro de 2011

Um hat-trick aqui, uma cabeçada ali e Demba Ba vai se consagrando

Com hat-tricks importantes e oportunismo no jogo aéreo, o atacante Demba Ba vai se consagrando como um dos grandes destaques do surpreendente Newcastle

Demba Ba chegou ao Newcastle em ritmo lento após ter feito grande sucesso em uma passagem pelo West Ham. No entanto, o senegalês naturalizado francês vai se transformando em uma peça-fundamental dos Magpies e tem tudo para crescer ainda mais dentro do time.

Prejudicado no início por rumores que davam conta do islâmico Demba Ba estar sendo prejudicado por passar pelo jejum do Ramadã (mês sagrado da religião muçulmana), o jogador calou muitos críticos quando anotou um hat-trick na vitória sobre o Blackburn, depois, deixou sua marca em dois jogos consecutivos contra Tottenham e Wolverhampton, ficou sem marcar contra o Wigan, para voltar a se consagrar com um hat-trick no triunfo sobre o Stoke. 

Resumindo, desde que marcou seu primeiro gol (hat-trick contra os Rovers), Demba Ba anotou 8 gols em 5 jogos, média de 1,6 por jogo.

Se não bastasse esta grande marca que o atacante pode ainda aumentar, outro número impressiona. Em 6 cabeçadas que cabeceou no gol, o jogador marcou 4 gols. Ressaltando o oportunismo e frieza do atacante.

O Newcastle já se vê a 10 jogos invictos e na 3ª colocação da Premier League, se Demba Ba seguir nessa grande fase e não arrumar confusão querendo sair do clube (como fez em sua passagem pelo Hoffenheim), os Magpies terão uma grande contribuição para seguir postulando o status de maior surpresa dessa temporada.

Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)

29 de setembro de 2011

Newcastle surpreende e é o intruso entre os primeiros da Premier League


Após voltar a Premier League na temporada 2010/2011, o Newcastle terminou em 12 º lugar, uma campanha média para o tamanho do time, mas aceitável para um clube que havia acabado de subir de divisão. Entretanto, a equipe, que já havia vendido Andy Carroll, sua grande estrela, para o Liverpool, perdeu nada menos do que os seus três principais jogadores.

O lateral José Henrique seguiu o caminho de Carroll e foi para o Liverpool. O capitão Kevin Nolan se transferiu para o West Ham e irá jogar a segunda divisão. Descontente com essas perdas, Joey Barton criticou a diretoria publicamente e foi parar no Queens Park Rangers. Fracasso total e nova briga pelo rebaixamento? Longe disso. A equipe surpreende neste início de temporada e está na quarta colocação.

Em seis jogos, foram três vitórias e três empates. Com apenas três gols sofridos, o Newcastle tem a melhor defesa da Premier League. O setor não foi alterado em relação a última temporada. O holandês Tim Krul é o goleiro. Simpson atua na lateral-direita, Coloccini e Steven Taylor fazem a dupla de zaga e Ryan Taylor assumiu a lateral-esquerda. O italiano David Santon, que surgiu bem na Inter de Milão e depois decepcionou, pode ser boa opção para as duas laterais quando se recuperar de lesão.

A grande mudança aconteceu no meio campo. Quem faz a proteção da zaga é o marfinense Tiote. Apesar de viril em muitas jogadas, o atleta faz muito bem a função de marcação. Ao lado dele, o francês Cabaye, campeão com o Lille na última temporada, organiza o time e dá qualidade no toque de bola.

Jonás Gutierrez e Obertan são os wingers. O argentino, apesar de não ter muita qualidade técnica, é muito forte e veloz. Já Obertan, que chegou do Manchester United, é habilidoso e pode ter uma melhor sequência no time alvinegro.

Na frente, a grande contratação foi Demba Ba, que já havia sido um dos poucos que se salvou no rebaixamento do West Ham. No último domingo, ele marcou os três gols da vitória sobre o Blackburn. O centroavante titular é o jovem Best, que disputa posição com Ameobi. Entre os dois não há muita diferença. São jogadores fortes, de presença na área e pouca qualidade técnica.

O normal é que o Newcastle caia de rendimento e desça até a metade da tabela. Porém, com um bom meio campo e um ritmo de jogo muito forte, não deve brigar contra o rebaixamento, o que não deixa de ser supreendente.

21 de março de 2011

Para continuar sonhando

Hitzlsperger e Ba são alguns dos reforços do West Ham em 2011 que lutam para evitar a despromoção do clube na atual temporada

Vendo o West Ham atuar mal e sem conseguir deixar a zona de rebaixamento e supostamente ameaçado de demissão, Avram Grant foi à busca de reforços na janela aberta em janeiro. Tentando reforçar todos os seus setores, o israelense assegurou a aquisição de quatro jogadores; agora, colhe os frutos da investida no mercado.

Invictos há mais de um mês e tendo conquistado oito dos últimos doze pontos disputados, os Hammers deixaram a zona de rebaixamento. O time passou a jogar melhor e dá sinais de que realmente pode se manter na Premier League por mais uma temporada. Sem dúvidas, as novas caras que apareceram em Upton Park foram e estão sendo decisivas para isso.

A princípio, Demba Ba parece ter sido a melhor aquisição feita pelo West Ham. O explosivo atacante tem sido fundamental para o crescimento da equipe após ter marcado quatro vezes em seis jogos pelo time. O belo upgrade que deu ao ataque dos londrinos já suscita questionamentos na Inglaterra: afinal, dias antes de ser contratado pelo clube, o senegalês não se transferiu para o Stoke City por não ter passado nos exames médicos – embora haja boatos de que ele realmente possui uma contusão degenerativa no joelho.

As ótimas aparições de Ba no time principal até mesmo fizeram os torcedores se esquecerem da chegada por empréstimo de Robbie Keane, que estava machucado até pouco tempo e jogou pouco pelo West Ham. Porém, ao marcar um dos gols na vitória fora de casa sobre o Blackpool, mostrou que pode ajudar muito o clube enquanto tenta reconstruir sua carreira. Aliás, outro que segue o mesmo processo é Wayne Bridge, primeira aquisição dos Hammers em janeiro. Após uma estreia pífia contra o Arsenal, o lateral-esquerdo vem crescendo de produção: sua atuação contra o Tottenham no último sábado, quando conseguiu deter os avanços dos perigosos Lennon e Bale, foi digna de aplausos – é sempre bom lembrar que um de seus pontos fracos é justamente sua capacidade defensiva.

Nada, no entanto, supera a estreia que o West Ham viu no meio campo. Hitzlsperger foi contratado em julho, mas somente pode começar a jogar em fevereiro devido a duas graves contusões. Suas poucas atuações, entretanto, tem sido fantásticas: o alemão tem sido um excelente suporte a Scott Parker, tirando das costas do inglês toda a responsabilidade que tinha de armar o jogo e liderar a equipe. No final das contas, sua entrada foi frutífera a todos, até mesmo ao já excelente Parker, eleito em fevereiro o Jogador do Mês.

A entrada de Hitzlsperger, aliás, combinado com a volta de Noble, deu ótimas opções a Avram Grant. O técnico vem montando um ótimo 4-3-3, com Parker fechando o meio campo e Ba, Cole e Obinna formando o ataque. Com isso, o time tem um meio muito criativo e que sabe trocar passes e jogar com a bola no pé e um setor ofensivo muito incisivo e vigoroso, com os africanos da linha de frente municiando um Cole ameaçado por Piquionne, que, embora seja mais fraco, marcou mais vezes. No geral, é um time perigoso na frente e que compensa certa fragilidade defensiva que não foi capaz de ser totalmente corrigida com contratações.

Antes cotadíssimo para cair, o West Ham pode ver a sonho de permanecer na Premier League se tornar realidade. Porém, a sequência dos oito jogos restantes é complicada: os Hammers terão de Manchester United, Chelsea e Manchester City – os dois últimos fora de casa. Mais do que nunca, além de contar com a força dos últimos reforços, terão de conquistar o máximo de pontos possíveis contra Aston Villa (casa), Blackburn (casa) e Wigan (fora) todos concorrentes diretos na luta contra o descenso.

Imagem: Goal