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22 de agosto de 2010

Que Fase, Joe!

A fase realmente não é boa. Expulsão, pênalti perdido e problemas com a polícia.

Talento inquestionável. Esse é Joe Cole. Até a última temporada defendeu o Chelsea, onde perdeu espaço devido a lesões e queda de seu futebol. A eterna promessa a gênio da bola acabou se transferindo para o Liverpool de graça. Uma contratação que encheu os torcedores, Gerrard e companhia de esperanças para novas conquistas na temporada 2010/11.

Mas o começo de Joe com a camisa dos Reds não poderia ter sido pior. Em sua primeira partida pelo Liverpool na Premier League, contra o Arsenal, ele "Felipemelou" e acabou sendo expulso após falta no zagueiro francês Laurent Koscielny. Resultado: foi para o chuveiro mais cedo, viu seu time tomar o empate e ainda vai ter de amargar uma suspensão de três jogos.



Para piorar, o Liverpool não usou seu direito de recorrer da suspensão. Joe vai mesmo ter de cumprir o gancho e desfalcar a equipe, que carece de talentos como ele para voltar ao topo. Cole não enfrentará Manchester City, West Bromwich e Birmingham, problema para o time que pode, mais uma vez, começar mal a temporada.

Como a suspensão é pela Premier League, Joe Cole estava liberado para participar da estreia de seu time na Europa League contra o Trabzonspor, da Turquia. Era a chance do jogador se redimir com a torcida e mostrar a que veio. Mas não foi isso que todos viram. Mais uma vez decepcionou. Perdeu um pênalti e viu o Liverpool vencer por apenas 1 a 0, jogando em casa, resultado nada bom para a sequência da competição.

Mas seu inferno astral não para por aí. Como se não bastasse a falta de bom futebol e de sorte dentro de campo, Joe enfrenta também problemas fora dele. O novo reforço do Liverpool pode perder sua carteira de motorista por excesso de velocidade. Ele foi flagrado pela polícia dirigindo pela rodovia Claygate a 170 km/h, um local em que o limite era de 70 km/h. Em breve poderá voltar às manchetes quando a justiça inglesa der a sentença desse caso, o que não deve demorar. Afinal, lei na Inglaterra é seguida e não demora a ser cumprida.

Não será no jogo de amanhã que Joe poderá se redimir. A suspensão, como disse, não o deixará entrar em campo para enfrentar o Manchester City. Com esse começo com “pé direito” só resta dizer uma coisa: “QUE FASE, JOE!”.

Imagem: AFP

7 de janeiro de 2010

Aposentadoria precoce

Muitos jogadores têm sua carreira prejudicada pelo grande número de lesões. Casos como esse são comuns no mundo do futebol, e vários nomes podem ser lembrados sem muito esforço, como Ronaldo, Pedrinho (que até virou um adjetivo para os autores desse blog), Owen, Robben, Joe Cole, van Persie e tantos outros que sofrem ao longo dos anos dedicados à prática desse esporte.

O incomum é ver um jogador, aos 26 anos, abandonar o futebol por não conseguir curar uma lesão que o impedia de fazer aquilo de que gosta: jogar futebol. Esse é o caso de Dean Ashton, atacante inglês que se retirou do futebol em dezembro passado devido a uma lesão no tornozelo.

A contusão o afastava dos gramados desde agosto de 2006, quando em um treino, após um choque com Shaun Wright-Phillips, quebrou o tornozelo e ficou fora de toda a temporada 2006/2007. Tudo isso quando acabava de ter sua primeira convocação para a seleção inglesa, para um amistoso contra a Grécia.

Ashton ainda voltou aos gramados em julho de 2007 e foi novamente convocado para a seleção de seu país, mas, mais uma
vez, ficou fora do futebol, agora por uma ruptura dos ligamentos do joelho.

O atacante ainda conseguiu atuar na temporada 2008/2009, marcando logo dois gols na estreia pela competição. Ao todo foram onze na temporada e, finalmente, seu primeiro (e último) jogo pelo English Team: no dia 1º de julho de 2008, contra Trinidad & Tobago. Em 13 de setembro de 2008, a última lesão da carreira do jogador o afastaria de vez dos gramados. O tornozelo que o tirara da temporada 2006/2007 voltava a ser o problema.

Sem jogar desde então, Ashton passou por cirurgias e tratamento intensivo para curar a lesão. Mas, em dezembro de 2009, a outrora boa promessa do futebol inglês decidiu não mais lutar contra as lesões e abandonar o futebol, para a tristeza dos torcedores do West Ham.


Ao longo de sua carreira, Ashton defendeu o Crewe Alexandra, o Norwich City e o West Ham, além das seleções de base da Inglaterra e um único jogo pela seleção principal. Ao todo, foram 103 gols nessa curta carreira de mais um jogador atrapalhado pelo destino e perseguido pelas lesões cada vez mais comuns no futebol.