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27 de dezembro de 2011

Mario Balotelli dando diversão ao chato mundo do futebol


Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)

Não a como negar que o mundo do futebol está ficando cada vez mais chato. Tomando proporções pragmáticas, os jogadores não podem demonstrar um pouco de irreverência e/ou fazer algumas loucuras que a imprensa já os condena. Acabando por obrigá-los a seguir uma certa noção de comportamento, como se os atletas fossem robôs e não jogadores de futebol.

Contudo, um jogador vem mudando tal estigma e dando graça ao mundo do futebol. Este é o mais do que irreverente Mario Balotelli, irreverente pra uns, polêmico pra outros, idiota para muitos e gênio para poucos.

O italiano, que chegou em 2010 ao Manchester City, coleciona atitudes, no mínimo, estranhas. A última delas é mais do que curiosa. Super Mario pagou uma rodada de 1000 libras pra toda a galera no bar e depois de tal atitude, foi a igreja. Comum? É óbvio que não.

No Natal, o italiano saiu vestido de Papai Noel pelas ruas de Manchester distribuindo dinheiro para moradores de rua. Mostrando que apesar de tantas loucuras, tem bom coração.

Se não bastasse estas atitudes, Mario sempre se mostra em posição marrenta, chegando até mesmo a dizer que apenas Messi era melhor que ele. Sem contar o fato de ter ido visitar um hospital com seus companheiros em um dia e no outro ter saído no tapa com Micah Richards em um treino.

Em meio a todas estas ações, o atacante do Manchester City ainda arranja tempo para desrespeitar ordens de Roberto Mancini. Entre estes desrespeitos, vale ressaltar o fato dele ter tentado um gol de letra quando era pra ter chutado em um amistoso de pré-temporada, além de certa vez ter desacatado o técnico italiano ao deixar a concentração para jantar com seus amigos e dançar em uma boate.

Por fim, uma das mais marcantes. No clássico do dia 23 de outubro, em que o City enfiou 6 a 1 no United, o jogador fez dois gols e ao comemorar um dos gols (seu primeiro), ergueu sua camiseta e em baixo havia outra peça de roupa com a inscrição: "Why Always Me?" (Por que sempre eu?), isto, em alusão aos problemas que arrumava e acaba por levar a culpa, sem contar o fato de estar sempre estar marcando gols e querer colocar sua tradicional marra em campo.

Ainda se deve citar o fato de Balotelli ter incendiado sua casa após soltar rojões dentro dela, ter sido flagrado traindo sua namorada. De fato, um jogador MUITO diferente dos demais.

Bem, Mario Balotelli pode ter muitos defeitos e fazer muitas loucuras, porém, vem em uma boa fase e é importante para seu time. Além de que, ele merece uma salva de palmas por não seguir a noção de comportamento, manter seu jeito louco e irreverente. E tudo isso faz com que todos os amantes de futebol se divirtam no chato mundo futebolístico.

3 de novembro de 2011

Somos grandes


Por: Henrique Munhos (@HenriqueMunhos)

Um time de grandeza mundial não surge de uma hora para outra. Desde 2008, quando foi comprado pelo Shiek Mansour, todo mundo espera que o Manchester City se torne essa potência. Desde então, apenas um título, que foi a Copa da Inglaterra na última temporada. A classificação para a Champions League também veio somente para esse ano. Muito pouco para quem gastou rios de dinheiro ano após ano.

Finalmente, o panorama mudou. O Manchester City foi consertando os erros pouco a pouco e avisou que seria candidato a tudo que disputasse em 2011/2012. Se alguém tinha alguma dúvida, a goleada de 6 a 1 sobre o rival Manchester United, na casa do adversário, serviu para acabar com os questionamentos. Duas vitórias sobre o Villarreal, após um começo claudicante na Champions League, foi outro aviso.

Após seguidas demissões de treinadores, o Manchester City deu confiança a Roberto Mancini, que encontrou no 4-2-3-1 a melhor formação para a equipe azul. O sistema, ao mesmo tempo protege bem a zaga, já que 9 jogadores marcam, garante muita movimentação do meio para a frente.

Barry e Yaya Toure (foto) são volantes com qualidade no passe e que tem boa chegada a frente (principalmente o marfinense). A frente deles, o trio de meias não guarda posição fixa. David Silva, Milner (ou Nasri) e Aguero se mexem muito e dificultam a marcação adversária.

Mais do que um técnico de confiança e um sistema de jogo eficiente, um time que se dispõe a brigar por todos os títulos tem de contar com estrelas que decidam jogos. O City conta. Enquanto Aguero é artilheiro da Premier League, David Silva é o melhor jogador da competição até o momento. O espanhol, que é parece ser uma cópia de Iniesta, está em todos os cantos do campo, cria, chega a frente a ainda marca seus golzinhos. Na frente, Dzeko e Balotelli estão colocando as bolas na rede, que é função primordial do centroavante.

Um time de grandeza mundial tem de ter elenco. O City tem. Nasri ficou no banco contra os Red Devils, assim como Dzeko. Os dois, assim como Kolarov, Kolo Toure. Adam Johnson e De Jong (reservas na maioria dos jogos), seriam em titulares em muitos times do mundo. A profundidade do plantel é tão grande que, o melhor jogador do time na temporada passada, Carlitos Tevez, já é descartável.

Apesar da liderança com cinco pontos de vantagem na Premier League, nada está ganho, longe disso. Na Liga dos Campeões, a situação também não é tranqüila. O confronto contra o Napoli, fora de casa, na próxima rodada, será decisivo para o futuro do City.

Mesmo assim, o mundo ganhou mais um time que é olhado com muito respeito e até com medo pelos adversários. E esse time é o Manchester City.

6 de outubro de 2011

O melhor dos piores


Quem assistiu ao clássico entre Liverpool e Everton viu que o time azul fazia um jogo equilibrado até a expulsão, injusta, do volante Rodwell aos 30 minutos do primeiro tempo. Mesmo assim, os Reds foram marcar apenas na metade na metade da segunda etapa.

Isso prova que o Everton é um time muito organizado e com bons jogadores. Nas últimas temporadas, acostumou-se a terminar na sétima colocação da Premier League, posição que significa ser o melhor dos piores.

Com um orçamento baixo, o time dirigido há nove anos por David Moyes não consegue enfrentar o top 6, formado por Manchester United, Manchester City, Arsenal, Chelsea, Liverpool e Tottenham. A equipe não faz contratações caras e muda muito pouco o elenco de uma temporada a outra.

Se grandes estrelas não chegam, o clube também não faz muitas vendas, o que garante o entrosamento dentro de campo. Difícil lembrar de jogadores que saíram do Everton para figurar nos grandes clubes do país. Nas últimas temporadas destaco apenas três transações. O jovem Rooney, que desde cedo mostrava potencial para ser uma grande estrela, foi para o Manchester United. O zagueiro Lescott saiu para o Manchester City, enquanto, há poucas semanas, Arteta se transferiu ao Arsenal.

São poucas saídas, se considerarmos que o Everton faz boas campanhas nos últimos campeonatos. O time montado por Moyes não é vistoso e nem conta com grande técnica. Entretanto, é muito competitivo e difícil de ser batido.

O time azul conta com refugos de grandes clubes, como o goleiro Howard, o lateral/volante Phil Neville, o zagueiro Distin e o atacante Saha. As estrelas do time são o ótimo zagueiro Jagielka, o desengonçado volante/meia Fellaini e o meia-atacante australiano Cahill (foto), que, apesar de baixo, é ótimo do jogo aéreo e sempre marca seus golzinhos. Revelações como Rodwell e o meia Coleman também já começam a ganhar espaço.

Mesmo os principais jogadores do time não seriam titulares absolutos em equipes do top 6 (talvez apenas Jagielka). Assim como Arteta, que só chegou com status no Arsenal pois o caos se instalou nos Gunners após a derrota de 8 a 2 contra o rival Manchester United, e já mostrou que não será substituto de Fabregas ou Nasri. O espanhol, assim como Cahill, é apenas um bom jogador.

Nas últimas temporadas, o Everton sempre começa mal e vai se recuperando com o tempo. Passadas sete rodadas, o time é o 13º, mas tem um jogo a menos que os demais. Uma vitória nesse duelo já leva a equipe a 8ª colocação. Uma campanha consistente, com um futebol sólido, mas nunca bonito de se ver. É certo que o Everton será assim. O título de melhor dos piores, isto é, a 7ª colocação, também é muito provável.

23 de setembro de 2011

O começo é bom, o final ninguém sabe


Uma tenebrosa passagem pelo Manchester United, em que não teve muitas oportunidades graças a uma série de lesões, fez com que o meio-campo Owen Hargreaves fosse esquecido e condenado dentro da Inglaterra, tanto que seu vínculo com os Red Devils se expirou e o inglês chegou a nem ser procurado por times pequenos, no entanto, no último dia da última janela de transferências, o Manchester City acabou por apostar em um jogador que poucos acreditavam.

De fato, Hargreaves é bom jogador. Podendo jogar tanto pelas mais diversas funções do meio-campo como também de lateral. Não podemos deixar de ressaltar sua grande passagem pelo Bayern de Munique, que acabou o levando a Old Trafford, onde não se encontrou, para completar, uma série de lesões acabou por sacrificá-lo, fazendo com que todos ignorassem a qualidade do jogador.


Sob certa desconfiança e não jogando um jogo inteiro desde 2006, o meia desembarcou no Manchester City buscando recuperar suas glórias e mostrar, sobretudo ao torcedor inglês, que é capaz de jogar em um grande clube e apresentar o futebol que o levou para a terra da rainha.

Em sua estreia, o meia calou muitos críticos. Diante do Birmingham, equipe da segunda divisão, Hargreaves se movimentou bem, se mostrou totalmente diferente daquele jogador do United e, para fechar com chave de ouro, marcou um gol, mostrando que pode sim ser uma boa opção para Roberto Mancini.



Mesmo acreditanto que o inglês possa render bem, os últimos acontecimentos em sua carreira geram uma incógnita em cima de sua carreira. Com esse começo esperançoso, as expectativas aumentam, mas o final de sua saga pelo City segue como um ponto de interrogação.


"Em um jogo após dois anos, ele precisa de algum tempo para se recuperar. Mas, espero que Hargreaves tenha sorte no futuro". Isto foi o que disse Roberto Mancini, atual treinador do Manchester City, sobre seu novo comandado, mostrando bem o que o jogador precisa: sorte e paciência.

Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)

12 de setembro de 2011

Tévez e Agüero juntos no ataque do City. Sim, é possível!



Olá amigos do Ortodoxo e Moderno! Sou Maycon Schimidt Santos e estou fazendo a minha estreia neste blog direcionado aos aficionados pelo futebol inglês, onde há alguns dos gigantes da Europa, como Manchester United, Manchester City, Chelsea e Arsenal, além de vários jogadores renomados no futebol mundial.

Vou começar falando da dupla de ataque do Manchester City, formada pelos argentinos Carlitos Tévez e Sergio “Kun” Agüero. Será que esses dois jogadores, que vivem momentos distintos em suas carreiras, podem ajudar os Citizens a finalmente conquistar o título inglês, algo que não acontece desde 1968?

Tévez foi peça importante na campanha do time comandado pelo técnico Roberto Mancini na temporada passada, que culminou no título da Copa da Inglaterra e na terceira colocação na Premier League, que classificou a equipe para a Liga dos Campeões da Europa.

No entanto, o Apache vive um momento de baixo astral no início desta temporada. Ele foi um dos responsáveis pela eliminação da seleção argentina na Copa América ao desperdiçar sua cobrança na disputa de pênaltis contra o Uruguai, nas quartas de final. No mais, quase deixou Manchester alegando saudade das filhas que vivem na América do Sul e por pouco não acertou seu retorno ao Corinthians.

Como nenhum clube apresentou proposta que convencesse os sheiks do City a liberá-lo, Tévez permaneceu no elenco e possui a confiança de Mancini. Mesmo assim, o camisa 32 perdeu a faixa de capitão para o zagueiro Kompany e, pelo jeito, terá que recuperar o posto com boas atuações dentro de campo.

Já Agüero está em boa fase em sua carreira. O jovem artilheiro de 23 anos custou 45 milhões de euros (cerca de R$ 101 milhões), sendo a contratação mais cara da história do City. Revelado pelo Independiente, deixou a Argentina muito cedo para jogar pelo Atlético de Madri. Chegou ao clube espanhol em 2006 e desde então foi um dos principais jogadores da equipe. Ao lado do uruguaio Diego Forlán, ele ajudou a conquistar a Liga Europa em 2010.

Logo nos primeiros jogos na Terra da Rainha, Agüero justificou o alto investimento em seu futebol. Entrou em campo cinco vezes pela Liga e marcou seis gols. A média de 1,2 por partida chega a impressionar e fazer com que os torcedores da parte azul de Manchester esperem que o “hermano” proporcione muitas alegrias.

Portanto, na minha opinião, a combinação de opostos entre Tévez e Agüero tem tudo para dar certo e fazer história na Inglaterra. Com esse dueto, Mancini pode mostrar o poderio ofensivo do Manchester City em todas as competições que a equipe vai disputar nesta temporada, apesar de enfrentar a concorrência pesada de outros bons centroavantes, como Mario Balotelli e Edin Dzeko. 

Por: Maycon Schimidt Santos (@Maycon_Santos)

28 de agosto de 2011

Dupla de Manchester no topo

As duas equipes com maiores investimentos do futebol inglês, Manchester United e Manchester City dão mostras que vão brigar entre si ao término da Premier League, desta temporada, para saber quem será o novo ou o velho campeão da Inglaterra.

Terminada a terceira rodada do campeonato, a dupla da cidade de Manchester lideram com nove pontos ganhos. Apesar de ser apenas o inicio da competição nacional que tem seu desfecho, em maio de 2012, os dois rivais despontam como favoritos para dispararem na tabela de classificação.

A vantagem no saldo de gols do United (10 á 9) é o que separa os dois times se o campeonato terminasse hoje. Neste fim de semana, o City superou o Tottenham por 5 a 1 fora de casa com destaque para o atacante Dzeko, que deixou sua marca quatro vezes. Já os comandados de Alex Ferguson, venceram outro grande rival, o Arsenal, no Old Trafford, pelo placar de 8 a 2 com show de Wayne Rooney, que fez o had-trick.

Os lideres podem reviver a década de 60 quando as duas equipes, do norte da Terra da Rainha, brigavam diretamente pelo título. Aconteceu, em 1967, ano em que o United conquistou o caneco inglês e, no ano seguinte, foi à vez do Citzens levantar a taça, colocando uma pequena hegemonia na Premier League á época.

Enquanto o United busca a 20ª conquista na Inglaterra, o City corre atrás do terceiro triunfo em sua história.

Os clubes se enfrentam na 9ª rodada do campeonato na casa dos Diabos Vermelhos, sendo o jogo mais esperado pela mídia, pelo menos neste primeiro turno, em função de tudo que eles estão fazendo até o momento.

As equipes que podem tirar nesta temporada o título de Manchester são os londrinos do Chelsea, que mesmo com a má fase técnica, se condiciona como terceira força, seguido pelo Liverpool, em um patamar abaixo.

Liga dos Campeões

O Manchester United está no grupo C da Liga dos Campeões e tem como principal oponente o Benfica. Por isso, não deve ter problemas para se classificar na maior competição de clubes do mundo.

Já o Manchester City não levou sorte com as bolinhas e caiu no chamado grupo da morte com Bayern de Munique, Villareal e Napoli. Mas, com os investimentos que tem neste ano, o Citzens briga pela liderança de sua chave.

Por Gustavo Bezerra - @gugagk

24 de agosto de 2011

Como escalar o Manchester City, Mancini?

Depois de ter anunciado a contratação de Kun Agüero e Samir Nasri, novas alternativas apareceram para Roberto Mancini, que não terá um trabalho fácil para deixar Yaya Touré, Samir Nasri, David Silva, Kun Agüero, Carlitos Tévez e Edin Dzeko satisfeitos, ou ao menos jogando constantemente. E vendo isso, nós do Ortodoxo e Moderno decidimos fazer um post sobre como o Manchester City poderá jogar no resto da temporada, lembrando que os Citizens disputam a Champions League, Premier League, FA Cup e Carling Cup. Contamos com a opinião dos nossos amigos Daniel Leite, Rafael Oliveira e Luccas Oliveira, a fim de chegarmos num "time ideal". Apresentaremos esquemas diferentes, com diferentes nomes, tendo em conta o ótimo elenco do City, confira:

4-4-2

Clique na imagem para ampliá-la (Ilustração: TacticalPad)

Esse é o esquema que melhor "encaixaria" os jogadores, é claro, alguns nomes fortes teriam de ficar no banco. Conta com o habitual apoio dos laterais, principalmente do esquerdo (Clichy ou Kolarov); no meio, Barry ficaria mais preso, e Yaya Touré teria mais liberdade para chegar a frente, mas com obrigações defensivas (como um autêntico box-to-box); os wingers seriam Nasri (direita) e David Silva (esquerda), mas contando com as trocas e confundindo a marcação, Milner e Adam Johnson são boas opções no banco; no ataque, optamos pela dupla argentina, Agüero e Tévez, uma dupla que bem entrosada e "afim" de jogar, seria bastante "infernal" para os adversários, é claro, não podemos esquecer de Dzeko, que dá outra qualidade ao time, já que um homem mais de área.

4-2-3-1

Clique na imagem para ampliá-la (Ilustração: TacticalPad)

Esse parece ser o esquema "favorito" de Mancini, porém o mais complicado para encaixar os jogadores. Como no 4-4-2, conta com o apoio dos laterais; na volância, algo mais cauteloso, com De Jong e Barry fazendo a proteção, mas Yaya Touré poderia ocupar a vaga de um dos dois; no trio de meias, Nasri (direita), Touré (centro) e David Silva (esquerda) seriam as opções (primárias), mas poderia haver a entrada de Tévez ou Agüero no lugar de Touré, o que daria mais força ofensiva ao time, na direita Adam Johnson e Milner seriam a "sombra" de Nasri, o mesmo na esquerda com David Silva, porém Balotelli seria outra "sombra"; no ataque, primeiramente Agüero, mas pode haver a entrada de Tévez ou Dzeko.

4-3-3

Clique na imagem para ampliá-la (Ilustração: TacticalPad)

E por último, o esquema que aos olhos parece ser o "mais ofensivo". Como nos outros esquemas, contando sempre com o apoio dos laterais; teria apenas um homem na proteção da zaga, De Jong seria o mais provável para essa função, mas Barry ou Touré podem muito bem ocuparem esse lugar; o time nesse esquema já teria dois meias-centrais, um com a função de box-to-box (Yaya Touré, e Milner como reserva) e outro com mais liberdade (Nasri); no ataque, um trio de muita movimentação, Agüero (direita, com Milner e Adam Johnson podendo ocupar o lugar), Dzeko (centro, que teria a concorrência de Tévez) e David Silva (esquerda, com Adam Johnson e Balotelli como reservas).

Por Arthur Barcelos (@arthurbarcelos_)

E você, concorda com alguma das três opções apresentadas? Usaria outra formação? Deixe sua opinião na caixinha de comentários.

21 de agosto de 2011

A força do Manchester City

Até a temporada 2007/2008, o Manchester City era considerado apenas uma equipe média no futebol inglês e, com menos expressão ainda no continente europeu. Diferente de seu maior rival, o Manchester United, que sempre foi visto como um dos maiores clubes do mundo, conquistando títulos da Premier League e da Liga dos Campões.

E, é isto que os novos donos do Citzens pretendem chegar com o time comandado, atualmente, pelo técnico italiano, Roberto Mancini. Tornar o Manchester City em uma das potências de toda Europa. O clube do norte da Inglaterra foi adquirido pelo grupo árabe Abu Dhabi, em meados de 2008. Depois disso, só contratações de nome foram feitas, chamando atenção dos grandes rivais do país e até de times de outras fronteiras.

Hoje, a equipe do atacante Tevez é considerado o clube mais rico do mundo, mais do que o próprio Manchester United e o Real Madrid, que sempre lideraram este ranking. O maior investimento de um time no planeta, nesta temporada, foi do City. Em janeiro deste ano, o Manchester City contratou o centroavante Edin Dzeko, do Wolfsburg, por 35 milhões de euros, sendo a maior negociação da história do futebol alemão.

Com estes números, faz com que os objetivos traçados a alguns anos de seus representantes se firmem cada vez mais no City. Na temporada passada, a equipe azul de Manchester conquistou a Copa da Inglaterra e ficou com a 3ª posição da Premier League, ficando atrás apenas de seu maior rival, o United, (campeão) e o Chelsea.

A expectativa da imprensa e dos próprios adversários é que o Citzens brigue diretamente pelo titulo do Nacional, seu principal objetivo. Além da Liga dos Campeões, Copa da Liga Inglesa e a Fa Cup.

E com a chegada de Kun Aguero, ex-Atlético Madrid, o ataque do City ficou mais poderoso com Dzeko, Aguero, Balotelli e Carlos Tevez, que apesar das sondagens da Inter de Milão, o argentino deve permanecer em Manchester.

Chelsea (3) e Manchester United (4) que se cuide, as duas equipes se revezam desde 2004/2005 na conquista da Premier League, e poder ver nesta temporada que se inicia um forte candidato a frequentar as comemorações de conquista do principal campeonato da Inglaterra nos próximos anos.

Títulos do City na Inglaterra:

Premier League – 2 (1937 e 1968)

Copa da Inglaterra – 5 (1904, 1934, 1956, 1969 e 2011)

Copa da Liga Inglesa – 2 (1970 e 1976)

Super Copa da Inglaterra – 3 (1937, 1968 e 1972)

Recopa Europeia – 1 (1970)

Segunda Divisão – 7 (1899, 1903, 1910, 1928, 1947, 1956 e 2002)

Por Gustavo Bezerra (@gugagk/facebook.com/gustavobezerra)

Resumo dos jogos deste domingo da segunda rodada da Premier League

A segunda rodada da Premier League teve sua continuidade neste domningo, com três jogos. Confira o resumo de cada um.

Norwich 1x1 Stoke


O jogo realizado no Carrow Road foi equilibrado e emocionante. No primeiro tempo, o Norwich teve mais iniciativa e chegava mais perto da abertura de placar, e conseguiu aos 38 minutos, com De Laet, que desviou cobrança de falta e fez 1x0. Na segunda etapa, o Stoke foi para cima e cavou uma expulsão do adversário: Barnett foi retirado pelo árbitro Neil Starbrick após conter avanço de Walters, que ficaria na cara do goleiro Ruddy. Pênalti, que o mesmo Walters bateu e o arqueiro dos Canaries defendeu. Desânimo do Stoke? Nada disso. O time insistiu e Jones, aos 48 minutos do segundo tempo, aproveitou cruzamento da direita e deu números finais ao duelo: 1x1. Ambos têm dois pontos em dois jogos na Premier League.

Wolves 2x0 Fulham


O Wolves não começava uma temporada com duas vitórias desde 1998/99. O adversário, Fulham, esteve invicto contra os Lobos na temporada passada (3x1 e 1x1). Teoricamente a partida seria uma parada indigesta para o Wolverhampton, mas a equipe de Mick McCarthy estava animada, após boa estreia contra o Blackburn, na vitória por 2x1. O jogo teve homenagem à Frank Munro, ex-idolo do Wolves, que morreu esta semana. Em campo, os Cottagers se fecharam, esperando a pressão dos mandantes, mas não seguraram. Doyle e Jarvis, no final do primeiro tempo, colocaram os Lobos com 2x0 de vantagem. Na etapa final, o Fulham mexeu duas vezes no intervalo, com as entradas de Dembele e Sidwell, mas esbarraram no goleiro Hennessey, que evitou que o Wolves tomasse um gol. Resultado que deixa o Wolverhampton com 100% de aproveitamento, enquanto os londrinos ainda não venceram no campeonato.

Bolton 2x3 Manchester City


No último jogo do domingo, Manchester City e Bolton fizeram um combate movimentado, com cinco gols. Melhor para o City, que venceu por 3x2 e é líder ao lado do Wolves (o Manchester United, amanhã, também pode ser líder com 100% de aproveitamento), com duas vitórias em dois jogos. O domínio em grande parte dos 90 minutos foi dos Citizens, que marcaram no primeiro tempo com Silva e Barry, o último em um golaço de fora da área. Klasnic diminuiu logo após, em trama com Petrov, que cruzou e o croata completou para o gol. Na segunda parte, o Manchester City ampliou logo no começo, com Dzeko, que ganhou da defesa e bateu na saída de Jaaskelainen. Mas o Bolton voltaram à partida com Davies: 3x2. Com o placar parelho, o duelo ficou mais equilibrado, mas o City segurou e conseguiu o triunfo em pleno Reebook Stadium. O Bolton Wanderers permanece com três pontos e viu ser freado após golear o QPR por 4x0, na rodada inaugural.

O Campeonato Inglês fecha a segunda rodada com o jogo entre Manchester United x Tottenham, amanhã, no Old Trafford, às 16h (de Brasília).

Por: Márcio Donizete (@marciodonizete)

15 de agosto de 2011

Aguero brilha e City passa fácil pelo Swansea

Aguero marcou dois e deu uma assistência. Foto: Reuters

O Manchester City estreou nesta segunda-feira pela Premier League e passou fácil pelo Swansea, do País de Gales, por 4x0, em jogo realizado no Etihad Stadium (antigo City of Manchester Stadium). Destaque para o argentino Kun Aguero, que estreou oficialmente pelo clube e fez dois gols, além de dar uma assistência.

No primeiro tempo foi um duelo de ataque contra defesa. O City tinha a iniciativa e o Swansea se fechava, e bem. Vorm, goleiro que estreava pelo time galês, defendia como podia o ataque poderoso dos "blue moons". Micah Richards e David Silva testaram Vorm, que também teve que contar com a sorte da trave, também uma barreira dos Citizens, em duas oportunidades.

Mas na etapa final a defesa do Swansea não conseguiu segurar a força azul clara. Aos 12 minutos, Dzeko aproveitou rebote do goleiro e fez 1x0. Depois, Aguero entrou no jogo e mudou ainda mais a história do duelo. Na primeira chance, Vorm defendeu o chute de Kun. Mas na segunda, aos 23, o craque fez 2x0 com o gol livre, após passe na pequena área de Richards.

O terceiro foi de Silva, que tocou pro gol aos 26 minutos. A jogada foi de Kun Aguero, que deu um chapéu em Vorm, mandou a bola para trás e o espanhol pôs para rede. Para terminar, o marido da filha de Maradona chutou de fora da área e completou o placar: 4x0. Nada mal para uma estreia. Aliás, foi bem acima das expectativas. O Swansea já pode perceber que o Campeonato Inglês da primeira divisão é bem diferente da segundona e terá trabalho para se manter nela.

Por: Márcio Donizete (@marciodonizete)

7 de agosto de 2011

United leva a melhor sobre o City e ganha a Community Shield


Neste domingo, Manchester United e Manchester City fizeram um encontro histórico, devido as circunstâncias do jogo. Depois de 55 anos finalmente os dois times de Manchester disputaram a Community Shield, para não sair do ritmo, quem levou a melhor foi o time mais que campeão comandado por Sir Alex Ferguson há mais de 25 anos.

Foi um jogo muito movimentado, mas quem começou foram os Citizens, que fizeram dois gols logo na primeira etapa (e diga-se de passagem o goleiro De Gea colaborou bastante para isso). Primeiro com Lescott, num levantamento para a área de David Silva, o zagueiro inglês subiu mais alto que todo mundo e colocou a bola no fundo das redes de Wembley. O segundo num chute de fora da área de Dzeko (que parece mostrar agora o seu valor), ampliou o placar.


Na segunda etapa, com certeza Sir Alex deu um "puxão" de orelha nos jogadores, e os Reds Devils voltaram com tudo. Logo no início, o recém-contratado Ashley Young levantou a bola na área e Smalling tirou o zero do placar do United. E o segundo gol, foi espetacular, numa troca de passes envolvente, o time de vermelho chegou ao empate num belo gol do português Nani. E nos acréscimos, o golpe final. Depois de um "chutão" do United, Kompany dominou a bola no meio, só que Nani foi mais esperto e conseguiu roubar a bola, e carregou a bola até chegar na frente de Hart, driblá-lo de novo e dar número finais a partida. Fato bem curioso, o United fazer um gol de contra-ataque num time comandado por Roberto Mancini.


Desenho Tático do Primeiro Tempo
United no 4-4-2 e City no 4-2-3-1 (Ilustração: TacticalPad)
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Desenho Tático do Segundo Tempo
United no 4-4-2 e City no 4-2-3-1 (Ilustração: TacticalPad)
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Ficha Técnica
Local: Wembley, Londres (Inglaterra)
Horário: 14h30 (local); 10h30 (de Brasília)
Arbitragem: Phil Dowd
Cartões amarelos: Richards, Kolarov, Milner, Yaya Touré, Dzeko (City); Evra, Anderson (United)
Gols: Lescott (38'), Dzeko (45+1'); Smalling (52'), Nani (58', 90+4')

Manchester United: De Gea; Smalling, Ferdinand (Jones), Vidic (Evans), Evra (Rafael); Nani, Carrick (Cleverley), Anderson, A. Young; Rooney, Welbeck (Berbatov).
Treinador: Sir Alex Ferguson

Manchester City: Hart; Richards, Kompany, Lescott, Kolarov (Clichy); Milner (A. Johnson), De Jong; D. Silva, Y. Touré, Balotelli (Barry); Dzeko.
Treinador: Roberto Mancini

Por Arthur Barcelos (@arthurbarcelos_)

28 de julho de 2011

Kun Agüero é blue moon!

Sergio Agüero jogará por 5 anos em Manchester. Foto: Daily Mail

Um jogador que há tempos era disputado por Real Madrid, Juventus, Chelsea e alguns outros do futebol europeu. Mas, na tarde desta quarta-feira, Sergio Agüero, argentino bom de bola rápido e finalizador, acertou sua ida para o lado azul de Manchester: o Manchester City, que agora tem a UEFA Champions League pela frente.

O clube deve gastar a bagatela de R$ 217 milhões de reais no total (entre salários, direitos de imagem e premiações), mas a transferência será por 35 milhões de libras (R$ 89 milhões), por cinco anos de contrato. A equipe inglesa já pensa em uma reposição de Carlitos Tevez, que já anunciou publicamente que não quer mais ficar em Manchester. Aliás, Tevez já tem clube definido, segundo a mídia inglesa: a Inter de Milão, que pode pagar 50 milhões de libras pelo jogador.

Voltando ao Agüero, contando uma rápida história dele, começou jogando pelo Independiente (ARG), com apenas 15 anos de idade (o mais jovem a atuar pelo Campeonato Argentino). Aos 17, foi campeão mundial sub-20 pela Argentina, onde já mostrava que seria um atacante diferenciado. Também fez 18 gols pelo Independiente em 2005/06, o que fez o futebol espanhol o contratar (veja gol abaixo contra o Racing de Avellaneda, um dos mais bonitos da carreira dele). A promessa foi virar realidade no Atlético de Madrid, na temporada 2006/07. Em 2007, novamente o jogador foi campeão mundial sub-20 pela seleção portenha. Já em 2008, foi campeão olímpico com os argentinos, na decisão diante da Nigéria.

Gol de Agüero pelo Independiente no Campeonato Argentino de 2005, que revelou o jogador para o mundo do futebol

Pelo Atlético de Madrid, Agüero marcou 74 gols, em 5 anos. Com isso, o futebol inglês assediou o futebol dele. Há pelo menos dois anos, se falavam muito do Chelsea o levar, mas quem realmente abriu os cofres foi o Al-Zayed, dono do City. O atleta usará a camisa 10 (à princípio) e está com 23 anos de idade. Falando da carreira até parece que ele já tem uns 30, mas seu início precoce no futebol já faz o ter várias histórias para contar. 

E você, acha que Kun Agüero vai vingar no Manchester City?

Por: Márcio Donizete (@marciodonizete)

14 de julho de 2011

Patrick Viera: um volante diferenciado

Hoje, mais um excepcional jogador nos “abandonou”, Patrick Viera se aposentou, depois de uma brilhante carreira. Conhecido por sua força física, mas também por sua técnica, ele se consagrou no futebol por sua passagem pelo Arsenal e pela seleção francesa.

Nascido em Senegal, mudou-se com a família para a França com oito anos de idade, e com uma infância bastante difícil, mas já bem jovem começara a se destacar no futebol, quando surgiu no Cannes, sendo capitão do time com apenas 19 anos, e logo depois foi transferido para o Milan, onde ganhou mais destaque ainda pela equipe reserva do time italiano. Logo foi pretendido por Arsène Wenger, que pediu sua contratação, que fora realizada em Setembro de 1996 por cerca de 3,5 milhões de libras.

Devido ao seu porte físico e técnica, não teve problemas para se adaptar ao estilo inglês de jogar, e conseguiu destaque logo em sua primeira temporada pelos Gunners. E ao lado de seu compatriota, Emmanuel Petit, onde formaram uma das melhores duplas de volantes da história do Arsenal, de 1997 há 2000. Não demorou muito para conseguir os primeiros títulos, ganhou de cara Premier League e a FA Cup na temporada 1997-98. E ainda esteve presente no time francês que ganhou a Copa do Mundo de 98, aonde chegou a entrar no segundo tempo da final contra o Brasil. A carreira de Vieira na Inglaterra teve apenas um problema, o seu temperamento, onde foi expulso nove vezes. Mas nada que apagasse sua brilhante carreira. Patrick esteve presente também na França campeã da Euro de 2000, participando de todos os jogos.

Em 2002, Vieira ganhou a braçadeira de capitão do time inglês, depois da aposentadoria de Tony Adams. E participou da brilhante campanha do Arsenal na Premier League de 2003-04 que conseguiu ser campeão de forma invicta. E o que seria sua última temporada pelos Gunners, Vieira contribui bastante para que o time alcançasse o título da FC Cup. E em Julho de 2005, o Arsenal aceitou uma oferta de 20 milhões de euros da Juventus da Itália, onde Vieira assinou um contrato de cinco anos, mas que durou apenas uma temporada, já que se transferiu para a Inter, onde ganhou muitos títulos, mas não conseguiu o mesmo destaque que teve no Arsenal, ficou em Milão até 2010, quando voltou para a Inglaterra, só que para o Manchester City.

Nos lendários nove anos que jogou no Arsenal, Vieira fez 407 jogos oficias, onde marcou 34 gols. Além disso, o francês esteve presente na seleção da temporada da Premier League de 1998-99 até 2003-04. E em Agosto de 2008, Vieira foi classificado como o quinto maior jogador da história do Arsenal, em uma pesquisa feita pelos fãs do time. E como se não fosse pouco, Vieira faz parte do “FIFA 100”, uma lista elaborada por Pelé junto a FIFA, que contém 123 jogadores de futebol considerados os melhores ainda vivos (na época do lançamento da lista é claro).

“Ele possui uma força e um talento incrível, técnica e determinação que lhe garantem uma enorme influência dentro do gramado.” - Arsène Wenger sobre Vieira.


Por Arthur Barcelos (@arthurbarcelos_)

12 de julho de 2011

Vale a pena manter?

O atacante argentino Carlitos Tévez é um dos craques do Manchester City. Contudo, sempre está arrumando estardalhaço quando chega alguma proposta

Carlitos Tévez é um dos melhores atacantes argentinos da atualidade, grande destaque do Manchester City e, talvez, figura fácil na lista dos melhores homens de frente do mundo. Com todos esses status, não é possível esconder, de fato, que ele é um excelente jogador. Porém, um grande problema ronda sua reputação: nos últimos tempos, basta chegar uma proposta de outro clube para o argentino arrumar confusão e demonstrar insatisfação com o seu clube.

O nome da vez está longe de ser um dos melhores clubes que já tentaram contratar Carlitos, mas não deixa de ser importante. O Corinthians já enviou uma proposta que agradou ao argentino, que está disputando a Copa América com sua seleção, tanto que alguns meios ingleses já dizem que o jogador já está certo com o clube brasileiro.

As recentes especulações em torno do jogador nos levam a pensar: vale a pena manter Tévez no City?

Desde que os grandes europeus mostraram grande vontade em contratar Carlitos, o jogador não vem mais apresentando o futebol do qual é capaz. Insatisfeito, boatos não faltam em relação a turbulências do atacante em relação a outros integrantes do elenco. Então, com isso tudo, o jogador não merece este grande desgate da diretoria.

É notório a insatisfação do jogador e, se a diretoria pensasse bem, o venderia Não só porque o jogador não tenha mais colecionado as boas atuações que o trouxeram ao status de craque, mas também pelo fato de isto tudo poder gerar um grande mal-estar no elenco .

Com o dinheiro da venda, que é uma grande merreca para os donos do City, seria possível trazer um outro atacante, talvez de menor qualidade em relação ao argentino, que mesmo com suas birras foi um dos melhores jogadores da Premier League na última temporada, mas que jogará com mais vontade e empenho.

Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)

16 de maio de 2011

Ajuda fundamental

A força do elenco do Manchester United foi essencial para o título dos Red Devils; porém, a equipe também deve agradecer a ajuda dos próprios adversários

O Manchester United quase se complicou na partida contra o Blackburn. Enquanto Kuszczak substituía muito mal Van der Sar e passava insegurança ao seu time, jogadores essenciais como Nani, Giggs e Hernandez eram figuras apagadas em Ewood Park. Por sorte, o desastrado goleiro Robinson garantiu um pênalti ao adversário, que permitiu aos Red Devils empatarem o jogo e garantirem o título.

Um título, aliás, muito merecido. Um dos grandes trunfos dessa equipe foi não ter dependido necessariamente de um jogador para decidir o campeonato. Enquanto Nani (líder de assistências da competição), Berbatov (ainda artilheiro do campeonato) e Giggs capitanearam o time no começo da Premier League, Rooney, Chicharito, Valencia e o já citado meia galês foram essenciais de janeiro para cá. Além disso, os mancunianos tiveram em Van der Sar, Ferdinand e Vidic um trio que formou pilar espetacular na defesa. Dessa forma, após uma leve “Rooneydependência” na temporada passada, o time soube distribuir muito melhor suas responsabilidades em campo e não ter de ficar preso às expectativas do desempenho sensacional de um específico jogador.

Outro fator essencial foi o fato de esse time ter tido uma eficiência impressionante durante a temporada, algo que compensou a falta de brilho de todo o conjunto. Não foram poucas as vezes em que o Manchester United parecia estar jogando mal e pior do que adversário, tanto em casa quanto fora de seus domínios. Porém, atuando de forma segura e conseguindo aproveitar o máximo de chances criadas, os Red Devils certamente conquistaram muitos pontos importantíssimos na briga pelo campeonato.

Talvez foram esses pontos considerados preciosos que tanto ajudaram o Manchester United e tanto fizeram falta a seus rivais. Enquanto os Red Devils coletaram o máximo de pontos possíveis, jogassem bem ou mal (e foi justamente por isso que se especulava tanto um título invicto da equipe de Alex Ferguson), os seus principais adversários sucumbiram diante de longas secas ou períodos de muita irregularidade.

Veja o Arsenal, por exemplo. Foram tantos resultados negativos após a traumática perda da Copa da Liga seguida de eliminações na Champions League e na FA Cup que a equipe não só foi ultrapassada pelo Manchester United como ficou bem distante desta. Se os Gunners tivessem mantido um desempenho no mínimo aceitável, poderiam até mesmo estar conquistando o título – é bom lembrar que o time de Wenger chegou a derrotar os Red Devils no confronto semana de algumas semanas.

O Chelsea foi pelo mesmo caminho. Um desempenho sofrível entre novembro e começo de fevereiro fez com que as chances de título diminuíssem – e a excelente sequência de resultados desde março mostrou que, se os Blues não tivessem vacilado tanto, estariam brigando pela primeira posição, talvez até a frente do Manchester United. Até mesmo o Manchester City teria sorte melhor se não tivesse perdido tantos pontos de janeiro para cá, ao mesmo tempo em que tropeçavam nas convicções defensivas e contestáveis de Roberto Mancini.

Todos esses períodos de crise dos concorrentes do Manchester United foram essenciais para a equipe de Alex Ferguson. Dessa forma, ela pode se recuperar aos poucos do início não tão bom de temporada, quando quase sempre empatavam fora de Old Trafford mas pelo menos não perdiam, ao contrário do que aconteceu com seus rivias. Isso, porém, não tira os méritos dos Red Devils, que foram a equipe mais regular do campeonato e soube aproveitar os tropeços dos rivais para galgar postos na tabela até alcançar a liderança e não mais larga-la.


Enfim, Blackpool? – Após quase três meses sem vencer, o Blackpool derrotou o Bolton em casa por 4 a 3. Porém, a vitória pode ter vindo tardia. Os Tangerines, com 39 pontos, continuam na zona de rebaixamento e terão de buscar um resultado positivo contra o Manchester United em Old Trafford na última rodada. Podem aproveitar o desleixo dos Red Devils? Sem dúvida. Mas também podem esbarrar na solidez que a equipe da casa deverá manter, ainda que só os reservas joguem. Se isso acontecer, bater a frágil defesa do conjunto de Ian Holloway será fácil demais.

Sempre dá para piorar – De certa forma, o problema do Arsenal não foi ter perdido por 2 a 1 em casa, mas sim ter sido derrotado pelo Aston Villa, equipe extremamente irregular e sem mais nada a fazer no campeonato. De qualquer maneira, o resultado evidencia o péssimo momento dos Gunners após a perda da Copa da Liga: de lá para cá, foram só 2 vitórias em 10 jogos. E o que era ruim pode ficar pior: a equipe de Wenger corre o risco de ser ultrapassado pelo Manchester City e terminar a Premier League em 4º. Ou seja: não bastasse o final de temporada ruim, o clube ainda pode ter de disputar a “repescagem” da Champions League. Caso isso realmente ocorra, cabeças vão rolar, principalmente entre jogadores já desgastados dentro do elenco, como Bendtner, Diaby, Denilson e mais alguns...

Imagem: Zimbio