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16 de novembro de 2009
13 de novembro de 2009
Vestibular no Oriente Médio
Ainda mais no caso do English Team, que não terá seis titulares: Glen Johnson, Rio Ferdinand, Ashley Cole, Steven Gerrard, Frank Lampard e Aaron Lennon, como bem me lembrou o Rafael Oliveira. Por isso, os personagens de hoje são os atletas que ainda lutam por um lugar na Copa do Mundo, muitos dos quais farão seu "vestibular" no amistoso diante do Brasil.
O onze inicial inglês que se imagina é o seguinte: Joe Hart; Brown, Terry, Lescott, Bridge; Wright-Phillips, Carrick, Barry, Young; Rooney, Defoe. Destes, parecem-me garantidos na Copa apenas seis, curiosamente as duplas centrais: Terry-Lescott, Carrick-Barry e Rooney-Defoe. Os outros nomes ainda têm o que provar a Fabio Capello.
Joe Hart (foto 1) talvez não jogue em Doha. Ben Foster e Robert Green, os outros goleiros convocados, são mais experientes e frequentemente utilizados. Mesmo assim, seria muito pertinente a escalação do jovem goleiro do Manchester City, emprestado ao Birmingham. Ainda que tenha 22 anos, Hart é o goleiro inglês com mais potencial. Capello pode não se sentir seguro para utilizá-lo como titular na Copa. Mas sua presença na África do Sul pode ser importante para a formação de um grande nome para a posição na Inglaterra, após sucessivas decepções.
Os laterais provavelmente titulares no amistoso estão muito longe de empolgar. Apesar disso, Wes Brown, que também pode atuar no miolo da defesa, está muito perto da Copa. Glen Johnson, do Liverpool, é a primeira opção. As outras parecem cartas fora do baralho. São os casos de Micah Richards, que tem sido reserva do argentino Pablo Zabaleta no Manchester City, e de Luke Young, do Aston Villa, que recusou a convocação após o corte de Johnson.
Outrora intocável reserva de Ashley Cole, Wayne Bridge já tem seu posto ameaçado. Suas atuações burocráticas no Manchester City abrem espaço a outros valores, a exemplo de Stephen Warnock, do Aston Villa, que foi convocad
Os dois wingers só não estão garantidos por conta da excessiva concorrência: Beckham, Lennon, Walcott, Joe Cole etc.. Shaun Wright Phillips (Manchester City) e Ashley Young (foto 2, Aston Villa) são os principais jogadores de suas equipes. Isso mesmo. As atuações do primeiro têm ofuscado quase todas as outras estrelas dos Sky Blues, que, apáticas, ainda não responderam ao investimento do clube. Aqui, refiro-me, inclusive, a Gareth Barry. Young, por sua vez, é o elemento mais técnico do Villa. Muito rápido, habilidoso e batendo bem na bola, penso que ele seja imprescindível ao grupo do English Team. Mas talvez Capello ainda não pense assim.
Situação curiosa também é a dos atacantes. Rooney e Defoe, como dito, têm presença assegurada na Copa. As outras duas vagas são objeto de desejo - realista - de pelo menos seis nomes. Peter Crouch, Carlton Cole, Emile Heskey (fundamentalmente "trombadores"), Bent, Agbonlahor e Owen (mais leves, rápidos) são os candidatos.
Hoje, Crouch e Owen são os merecedores dos postos, acredito. Este é o maior artilheiro em atividade da seleção e tem sido muito útil ao Manchester United; aquele oferece um estilo de jogo diferente ao time, sem que haja um déficit técnico. Porém, vale lembrar: Capello já disse que convocará apenas jogadores que estiverem 100% fisicamente. Por isso e por nunca ter sido chamado pelo italiano, Owen ainda está distante do objetivo. Darren Bent, do Sunderland, que pode enfrentar o Brasil, seria uma boa opção, nesse caso.
Atualização às 12h06min: O capitão John Terry também pode desfalcar a Inglaterra amanhã. Caso o zagueiro do Chelsea não jogue, o capitão do English Team será Wayne Rooney, do Manchester United.
Imagens: Sporting Life, Team Talk
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11 de novembro de 2009
Enfim, ao vivo
O pioneirismo no futebol que forneceu a base para que o esporte se tornasse o mais querido do mundo não poderia deixar que ocorresse em outro lugar a primeira transmissão ao vivo de uma partida de futebol pelo rádio.Em 22 de janeiro de 1927, essa fenomenal mídia que surgia levou aos lares ingleses, pela voz do Sr. HBT Wakelam (foto 2) direto das arquibancadas, a partida entre Sheffield United e Arsenal, pela Liga Inglesa. O placar de 1 a 1 foi acompanhado por milhares de pessoas que não poderiam estar presentes no estádio e acompanhavam as partidas de suas casas. Era um fato que marcaria definitivamente o futebol.
O problema era que os retrógrados dirigentes da FA tinham medo dos efeitos dessas transmissões e proibiram que elas ocorressem.
Mas não tinha como evitar a revolução e, mesmo tendo fracassado a transmissão da final da Liga em 1929, um jornal interligou por linha terrestre o estádio de Wembley, onde seria o jogo, aos estádios de Bolton e Portsmouth, que fariam a final. Como resultado desse projeto, ficou claro que as transmissões pelo rádio se tornariam populares. Ao todo foram 50 mil pessoas ouvindo os comentá
rios de George Allison pelos auto-falantes do Southsea Commom, em Portsmouth, e 12 mil no campo do Bolton.A partida entre Sheffield United e Arsenal marcou a revolução do futebol com as transmissões pelo rádio se espalhando pelo mundo e levando a emoção para milhares de possas pelo mundo, como aconteceu já nos Jogos Olímpicos de 1928, na partida entre Argentina e Uruguai.
É por momentos como esse e tantos outros marcantes para a história do futebol mundial que o futebol inglês é tão apaixonante e atrai cada vez mais fãs. A ortodoxia dos ingleses quase colocou fim a essa revolução no país, mas o talento para implantar a modernidade fez mais uma vez do futebol da Inglaterra o principal palco desse esporte.
Infelizmente o áudio da primeira transmissão há muito tempo foi perdido!
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9 de novembro de 2009
Podcast "Ortodoxo e Moderno" - Rodada 12
Para conferir a classificação do campeonato, acesse o site oficial da Premier League.
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Na próxima semana, não há rodada da Premier League. Mesmo assim, o podcast será publicado. Em pauta, o amistoso entre Brasil e Inglaterra.
6 de novembro de 2009
TERRYfic
Dificilmente se vê um zagueiro ocupando um lugar de destaque na mídia. Com um dos salários mais altos da Premier League, John George Terry, o capitão do Chelsea, merece espaço no Ortodoxo e Moderno.Nascido em Londres, no dia 7 de Dezembro de 1980, Terry começou nas categorias de base do West Ham e, aos 14 anos, transferiu-se para o Chelsea. Jogou inicialmente como meio-campista, mas a falta de jogadores de defesa e seu porte físico o fizeram mudar de posição.
Estreou pelos Blues em outubro de 1998, quando a equipe era comandada por Gianluca Vialli. Em seus primeiros anos como profissional, fez apenas duas partidas pela equipe principal, ao lado de grandes nomes como Gianfranco Zola, Marcel Desailly e Didier Deschamps. Ainda jovem e inexperiente, foi emprestado ao Nottingham Forest em 2000. Fez seis partidas pelo novo clube e , ainda em 2000, voltou para casa para não sair mais de lá.
Em 2001, foi eleito a revelação de sua equipe na temporada e se firmou na grupo principal. Já na temporada seguinte, foi fundamental em boas campanhas do Chelsea, como o quarto lugar na Premier League e o caminho às finais da Copa da Inglaterra. Com apenas 22 anos, jogou 50 partidas em toda a temporada.
Na época 2003/2004, agora com Abramovich como dono do clube, marcou três gols e ajudou a equipe a conquistar a segunda colocação no campeonato, elevando o Chelsea de vez ao patamar dos grandes no futebol da Terra da Rainha. O bom desempenho fez com que Terry garantisse seu lugar na Seleção Inglesa.
Em 2004, após a saída do francês Desailly, herdou o posto de capitão da equipe e conquistou seu primeiro título na Premier League, levando também o prêmio de Melhor Defensor da Liga dos Campeões da UEFA e de Jogador Inglês do Ano, além do título da Copa da Liga Inglesa. Sem dúvida, uma temporada para colocar o jogador na lista dos grandes nomes do futebol mundial.
Cada vez mais em alta no clube e em todo o mundo do futebol, na temporada 2005/2006 Terry ajudou sua equipe a levar o segundo caneco consecutivo do Campeonato Inglês e chegar às semifinais da Liga dos Campeões. O camisa 26 foi eleito em 2006 o Jogador do ano do Chelsea e estabeleceu-se definitivamente entre os melhores do mundo.
Na temporada 2006/2007, o capitão do Chelsea e da Seleção Inglesa seguiu jogando em alto nível e conquistou a Copa da Inglaterra e a Copa da Liga. Na final desta, um susto de Terry nos torcedores: no segundo tempo da partida contra o Arsenal, após um cruzamento à área, ele levou um chute na cabeça - dado por Diaby -, caiu desacordado e foi levado direto para o hospital. Felizmente, não sofreu nada mais grave e, na mesma semana, voltou aos gramados.
A temporada seguinte tinha tudo para ser a mais brilhante para o jogador dos Blues. Excelente desempenho em campo, ótima forma física e boas campanhas da equipe. Tinha! Terry viu o Manchester United vencer o Campeonato Inglês e a Liga dos Campeões, após a decisão contra o Chelsea. Mas o pior não foi perder os títulos. O capitão, depois de uma partida perfeita na final, errou a última cobrança de pênalti, dando a vitória ao rival. Para muitos, seria o fim de seu ciclo no clube, mas o talento de Terry prevaleceu e o fez permanecer no posto de grande líder do time.
No início desta temporada, Terry esteve envolvido em especulações acerca de uma eventual transferência para o Manchester City em uma transação milionária: 82,5 milhões de dólares, mais 21,5 milhões anuais de salários. Recebeu um aumento do Chelsea (não nos padrões oferecidos pelo City) e a promessa de uma equipe competitiva, que o fizeram seguir como capitão e ídolo dos Blues.
Força, garra e talento marcam o futebol desse zagueiro que é hoje um dos maiores nomes do futebol mundial e o melhor defensor do planeta.
4 de novembro de 2009
Quem sobrevive a elas?
Certamente, apesar das poucas lesões atuais (o site parece desconsiderar os problemas com Glen Johnson e Fábio Aurélio), o clube mais afetado por contusões na temporada foi o Liverpool. Quer um exemplo? Veja como o time jogou no dia 20 de outubro contra o Lyon, pela Liga dos Campeões: Reina; Kelly , Carragher, Agger, Insúa; Mascherano, Lucas; Kuyt, Fábio Aurélio, Benayoun; Ngog. Não jogaram Glen Johnson, Aquilani, Riera e Fernando Torres. Gerrard saiu, lesionado, ainda no primeiro quarto do jogo.
O Liverpool, quando completo, tem um dos melhores onze iniciais da Premier League. No meu conceito, só é (levemente) inferior ao Chelsea. Mas realmente precisa que todos joguem. Quando algum jogador do que considero o quinteto-chave - Johnson, Aquilani, Gerrard, Benayoun e Torres - sai, o conjunto se desmonta. Ou se devasta, para mencionar a sensação de Gerrard quando Xabi Alonso deixou o clube.
Os conterrâneo do Liverpool também tem sua campanha prejudicada pelas contusões. Na 13ª posição, o Everton não pode contar com sete jogadores, entre os quais estão Jagielka, Pienaar, Osman e o importantíssimo e eternamente lesionado Mikel Arteta (foto 1).
Na temporada passada, o treinador David Moyes teve de conviver com um problema inusitado. Ele chegou a não ter nenhum atacante disponível por várias rodadas. A solução que encontrou foi escalar o australiano Tim Cahill ou o belga Marouane Fellaini como centroavante isolado. E até que se saiu bem, visto que os Toffees atingiram a quinta colocação na Premier League.
Apesar dos efeitos mais pesados terem acontecido na cidade de Liverpool, o atual campeão de lesões na Premier League é o Arsenal. Por outro lado, o desempenho da equipe não tem sido afetado. Das nove contusões com que convive Arsène Wenger, apenas duas acometem titulares absolutos: Clichy e Denílson, ambos com retorno previsto para o fim do mês. Com um elenco jovem, porém preparado para eventualidades, fundamental, de fato, é que Fàbregas, Arshavin e van Persie mantenham-se saudáveis.
Há ainda que se destacar a habilidade do treinador Roy Hodgson, do Fulham, para lidar com a situação. O elenco da equipe londrina não é dos mais abastados e, ao perder quatro jogadores-chave, deveria sofrer em níveis acima do aceitável. As ausências de Simon Davies, Danny Murphy, Andrew Johnson e Damien Duff (que saiu no intervalo) não impediram a boa vitória por 3 a 1 dos Cottagers diante do Liverpool. A equipe, da qual muito se esperava (algo parecido com as expectativas em torno do West Ham, de Gianfranco Zola), recuperou-se do péssimo início e já ocupa a décima posição.
Os outros candidatos a algo ambicioso no campeonato não enfrentam problemas significativos. O Manchester City já perdeu, em algum momento, Tévez, Adebayor ou Robinho, mas a tendência é que conte com todos eles para os próximos jogos. O United, por sua vez, tem em Rio Ferdinand seu desfalque mais importante, mas está claro que, contusão à parte, a fase do zagueiro da seleção inglesa não é boa. Já o Chelsea convive com pelo menos cinco ausências importantes: Ashley Cole, Kalou, Zirkhov, Bosingwa e Mikel. Mesmo assim, o desempenho dos Blues manteve-se excelente. Daí não ser clichê c
hamar o elenco de Stamford Bridge de "o melhor da Premier League".
Por que falar de contusões? Porque uma lesão decidiu o campeonato na temporada passada. O Liverpool terminou o ano a apenas quatro pontos do Manchester United, campeão. Absolutamente fundamental aos Reds, Fernando Torres perdeu 14 das 38 rodadas da Premier League 2008/09. É fácil associar sua ausência a vários empates tolos do conjunto de Rafa Benítez em Anfield Road. Por isso o United, de elenco mais completo (ainda mais rico do que o desta temporada), levou a taça.
A tabela de lesões é dinâmica. Por isso, talvez você fique com a impressão de que o texto é contraditório. Mas, no momento em que foi escrito, não era o caso.
Imagens: The Guardian e AP
O Liverpool, quando completo, tem um dos melhores onze iniciais da Premier League. No meu conceito, só é (levemente) inferior ao Chelsea. Mas realmente precisa que todos joguem. Quando algum jogador do que considero o quinteto-chave - Johnson, Aquilani, Gerrard, Benayoun e Torres - sai, o conjunto se desmonta. Ou se devasta, para mencionar a sensação de Gerrard quando Xabi Alonso deixou o clube.
Os conterrâneo do Liverpool também tem sua campanha prejudicada pelas contusões. Na 13ª posição, o Everton não pode contar com sete jogadores, entre os quais estão Jagielka, Pienaar, Osman e o importantíssimo e eternamente lesionado Mikel Arteta (foto 1).
Na temporada passada, o treinador David Moyes teve de conviver com um problema inusitado. Ele chegou a não ter nenhum atacante disponível por várias rodadas. A solução que encontrou foi escalar o australiano Tim Cahill ou o belga Marouane Fellaini como centroavante isolado. E até que se saiu bem, visto que os Toffees atingiram a quinta colocação na Premier League.
Apesar dos efeitos mais pesados terem acontecido na cidade de Liverpool, o atual campeão de lesões na Premier League é o Arsenal. Por outro lado, o desempenho da equipe não tem sido afetado. Das nove contusões com que convive Arsène Wenger, apenas duas acometem titulares absolutos: Clichy e Denílson, ambos com retorno previsto para o fim do mês. Com um elenco jovem, porém preparado para eventualidades, fundamental, de fato, é que Fàbregas, Arshavin e van Persie mantenham-se saudáveis.
Há ainda que se destacar a habilidade do treinador Roy Hodgson, do Fulham, para lidar com a situação. O elenco da equipe londrina não é dos mais abastados e, ao perder quatro jogadores-chave, deveria sofrer em níveis acima do aceitável. As ausências de Simon Davies, Danny Murphy, Andrew Johnson e Damien Duff (que saiu no intervalo) não impediram a boa vitória por 3 a 1 dos Cottagers diante do Liverpool. A equipe, da qual muito se esperava (algo parecido com as expectativas em torno do West Ham, de Gianfranco Zola), recuperou-se do péssimo início e já ocupa a décima posição.
Os outros candidatos a algo ambicioso no campeonato não enfrentam problemas significativos. O Manchester City já perdeu, em algum momento, Tévez, Adebayor ou Robinho, mas a tendência é que conte com todos eles para os próximos jogos. O United, por sua vez, tem em Rio Ferdinand seu desfalque mais importante, mas está claro que, contusão à parte, a fase do zagueiro da seleção inglesa não é boa. Já o Chelsea convive com pelo menos cinco ausências importantes: Ashley Cole, Kalou, Zirkhov, Bosingwa e Mikel. Mesmo assim, o desempenho dos Blues manteve-se excelente. Daí não ser clichê c
Por que falar de contusões? Porque uma lesão decidiu o campeonato na temporada passada. O Liverpool terminou o ano a apenas quatro pontos do Manchester United, campeão. Absolutamente fundamental aos Reds, Fernando Torres perdeu 14 das 38 rodadas da Premier League 2008/09. É fácil associar sua ausência a vários empates tolos do conjunto de Rafa Benítez em Anfield Road. Por isso o United, de elenco mais completo (ainda mais rico do que o desta temporada), levou a taça.
A tabela de lesões é dinâmica. Por isso, talvez você fique com a impressão de que o texto é contraditório. Mas, no momento em que foi escrito, não era o caso.
Imagens: The Guardian e AP
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Manchester United
2 de novembro de 2009
Podcast - Rodada 11
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