17 de março de 2011

Liga Europa - Comentários

Enquanto Joe Cole fazia o Liverpool parecer estar jogando com 10 jogadores, Balotelli era expulso e deixava o Manchester City com o mesmo número de atletas em campo

Depois do sucesso na Champions League, veio o fracasso na Liga Europa: a Inglaterra não possui mais representantes na competição após a eliminação de Liverpool e Manchester City na competição. As duas equipes até lutaram muito para evitar o acontecimento, mas o trunfo não veio. Porém, ainda ficou a impressão de que, no geral, a classificação viria se ambos os times tivessem se dedicado mais à competição. O fato de o torneio ser levemente desprezados por clubes grandes, a necessidade urgente de título dos dois e o descaso mostrado pelos Reds e pelos Citizens até certa parte fase do campeonato corroboram para essa tese. Abaixo, os comentários dos jogos de hoje.

Liverpool 0 x 0 Braga – Após ter perdido a primeira partida por 1 a 0, o Liverpool precisava da vitória e ainda tomar cuidado para não sofrer um gol. Os ingleses tiveram maior posse de bola, amplo domínio territorial e maior número de chutes a gol. Infelizmente para seus torcedores, também tiveram um time sem criatividade e incapaz de furar a defesa portuguesa.

Assim como na partida de ida, a partida realçou as deficiências do elenco dos Reds. Sem Gerrard, machucado, e Suarez, impossibilitado de participar da competição pelos ingleses por já tê-la disputado pelo Ajax, Kenny Dalglish mandou a campo o melhor que pode. Infelizmente para King Kenny, o melhor que ele tinha para o setor de criação era colocar Joe Cole e Maxi Rodriguez ao lado de Dirk Kuyt. Tanto o inglês quanto o argentino falharam na tentativa de municiar o ataque – Cole, aliás, fez mais uma partida daquelas para se perguntar o que está fazendo em Anfield. Para piorar, as opções no banco para mudar a partida não eram nada boas; afinal, é óbvio que há carências entre os reservas quando as substituições para mudar o rumo da partida são as entradas de Ngog e Spearing.

Nem mesmo a estreia de Andy Carroll entre os titulares melhorou as coisas: o perigoso atacante teve um bom início de partida, mas acabou tendo problemas para ter sucesso diante dos defensores do Braga. Com a desclassificação, o Liverpool terá de lutar mais ainda para conseguir uma vaga na Liga Europa, algo que poderia ter assegurado com a conquista da atual competição. Pelo menos o time poderá se concentrar apenas na Premier League para voltar ao torneio na próxima temporada.

Manchester City 1 x 0 Dinamo Kiev (Kolarov) – Não há dúvidas: pode colocar a culpa desse resultado na conta de Balotelli. Após perder uma clara chance de gol no começo do jogo, o italiano colocou tudo a perder ao emular seu companheiro de clube De Jong e chutar o peito do defensor Popov e ser expulso quando o jogo ainda estava empatado. Com um a menos e precisando de dois gols, a situação dos Citizens ficou muito difícil.

Porém, é de se exaltar a entrega de seus companheiros, que desde o primeiro minuto tentou de tudo para reverter a complicada situação. Mesmo com apenas 10 jogadores em campo, os Citizens marcaram o gol da vitória, através de Kolarov, e tentaram a todo o custo marcar o segundo, que levaria a partida à prorrogação, acuando o time ucraniano e muitas vezes limitando os visitantes a ter que apelar para o atraso do jogo. Porém, o esforço foi insuficiente.

É verdade que a desclassificação da equipe começou a se desenhar na Ucrânia, quando o time teve uma atuação terrível e perdeu por dois gols, sem ao menos conseguir o salvador fora de casa. Porém, nada justifica o ato de Balotelli. Por isso, Roberto Mancini está muito certo ao dizer que seu compatriota provavelmente não jogará contra o Chelsea no próximo domingo. Com 9 amarelos e 2 vermelhos na temporada, já chegou a hora de criar limites ao atacante.

Imagem: BBC

16 de março de 2011

Para mudar a história

Grande temporada de estreia de Chicharito mostra que ele pode ser o primeiro mexicano a finalmente brilhar em campos ingleses

Já virou rotina. O Manchester United não convence, parece ser dominado por sua excessiva cautela em certos momentos, mas, quando não é traído pela sua própria postura – como aconteceu na edição passada da Champions League, contra o Bayern de Munique, sempre consegue resultados positivos devido à sua impressionante eficácia. Na classificação contra o Olympique de Marseille, ontem, pela competição europeia, a situação se repetiu.

Na vitória de 2 a 1 sobre os franceses, Javier Hernandez foi o herói dos Red Devils, ao marcar dos dois gols da equipe inglesa. Chicharito, aliás, vai coroando cada vez mais sua excelente temporada de estreia. Com 16 gols em toda a temporada, o jovem atacante já é o vice-artilheiro dos mancunianos e conquistou a torcida e o técnico Sir Alex Ferguson. A confiança é tanta que o mexicano foi o responsável por barrar Berbatov quando o búlgaro fazia, disparadamente, a sua melhor campanha pelo clube.

Primeiro mexicano a jogar na Premier League, Jared Borgetti não conseguiu se aproveitar de seus ótimos cabeceios para se firmar no Bolton de Sam Allardyce

Com o seu brilho precoce pelo Manchester United e um excelente futuro pela frente, Hernandez caminha para mudar o sucesso dos mexicanos nos campos ingleses e se tornar o primeiro deles a brilhar por lá, depois de algumas histórias de fracasso. Seus conterrâneos começaram a desbravar a Terra da Rainha desde que Jared Borgetti assinou com o Bolton na temporada 2005-06. Porém, o atacante nunca conseguiu se firmar pelos Wanderers, e deixou o clube logo na temporada seguinte, após marcar apenas dois gols na Premier League e outros cinco em outras competições. Nery Castillo, atacante de sucesso no Olympiacos, teve uma passagem infrutífera pelo Manchester City na temporada 2007-08.

Nem mesmo jogadores da excelente geração que conquistou o Mundial Sub-17 em 2005 conseguiram brilhar. Na verdade, pelo futuro que pareciam ter, foram, inclusive, os que mais decepcionaram. Giovanni dos Santos teve um desempenho apagadíssimo pelo Tottenham e logo perdeu espaço diante de tantas boas opções ofensivas. Já Carlos Vela nunca convenceu no Arsenal, sempre se destacando mais pelas inúmeras chances de gols perdidas, e só começou a ter certo sucesso agora, emprestado ao West Bromwich.

Há ainda dois jogadores que estrearam na atual temporada junto com Chicharito: o winger Pablo Barrera, pelo West Ham, e o lateral Carlos Salcido, pelo Fulham. Os dois, porém, estão longe de ter o status do atacante do Manchester United: Barrera se tornou apenas mais uma das opções ofensivas nada confiáveis dos Hammers, enquanto Salcido, após bons tempos no PSV, é um jogador de altos e baixos pelos Cottagers. Por hora, fica somente a Hernandez, portanto, o fardo de manter a honra dos mexicanos na Inglaterra.

Imagem: BBC

12 de março de 2011

Mais do que uma quinzena maldita

Há discussões mais interessantes do que achar que o Arsenal é um time de amarelões

Alex Ferguson entrou em campo com uma escalação muito arriscada para o confronto contra o Arsenal na FA Cup. Afinal, um setor inteiro foi formado por Rafael, O’Shea, Gibson e Fábio, sendo que este quarteto não estava escalado na defesa e sim no meio campo. Com um time teoricamente priorizando a defesa, tudo poderia dar errado. Mas não foi bem assim.

Como de costume, o Arsenal teve um grande domínio territorial, pressionando mais e tendo maior posse de bola. Mas eram justamente as saídas de Rafael e Fábio, os laterais escalados no meio, uma das grandes válvulas de escape dos Red Devils, junto com Rooney. Os brasileiros jogavam pelos lados e volta e meia se deslocavam para a parte central do campo, como pode ser visto no gol do lateral-esquerdo de origem.

Foi esse time, com dois laterais de origem jogando mais a frente e uma defesa que mais parece uma fortaleza, que derrotou o Arsenal; é, inclusive, algo que pode ser repetido daqui para frente. E fica a dica: nunca duvide do Manchester United. Ele pode quase nunca brilhar e fornecer ao torcedor inúmeras partidas entediantes, mas Sir Alex Ferguson sabe como montar um time competitivo. Cheio de desfalques – tanto por contusões quanto por poupar jogadores para a Champions League – o ilustre escocês montou uma equipe que foi capaz de colocar os Gunners no bolso, se defendendo bem e saindo muito bem no contra-ataque, mesmo com peças que todos, a primeira vez, contestaram.

Duvidar, porém, é a atitude que muitos voltarão a ter com o Arsenal a partir de hoje. Tudo por causa da última quinzena, trágica para o clube. Se antes os londrinos estavam na disputa por quatro títulos, agora se veem restritos a apenas um. E sob a desconfiança de muita gente: afinal, a taxa de amarelão retornou.

Há, entretanto, outras conclusões a se tirar sobre as derrotas do Arsenal. Até porque isso já é um tema batido, mal empregado (amarelar, sentido bem mais forte, é diferente de dizer que o time tem problemas para dominar grandes decisões) e nem sempre correto. Por exemplo, o que aconteceu em Barcelona, de certa forma, foi algo normal – afinal, não há nada de errado em perder para os fantásticos espanhóis. O problema foi a maneira como os ingleses jogaram, discutível para um time que não sabe se defender tão bem – porém, não foi uma coisa absolutamente condenável.

Uma coisa que, por exemplo, muita gente não percebe é que, não só as últimas derrotas mas a temporada toda mostra quem há alguns jogadores do Arsenal em que não se pode mais confiar – principalmente grandes promessas que não conseguiram vingar. Diaby (que já chegou a ser considerado um novo Vieira), Clichy, Bendtner, Eboue e Rosicky estão cada vez mais numa descendente cruel. Denilson, depois de mostrar que poderia se tornar um ótimo volante, está indo pelo mesmo caminho, com uma queda de rendimento e uma simplicidade preocupante no seu jogo.

Atuações ruins desses jogadores volta e meia acabam pesando nas costas daqueles que vão bem, como Nasri, Wilshere, Van Persie e Fabregas, principais nomes do time. Mas quando as coisas apertam, nem sempre esses quatro e mais um grupo de jogadores úteis dão jeito. E é aí que vem a questão: Arsene Wenger precisa contratar melhor. É sabido que ele o Arsenal não tem o poderio financeiro de um Chelsea ou de um Manchester United, mas sempre sobra dinheiro para fazer pelo menos uma contratação decente.

Entra aí a questão de ter jogadores mais tarimbados. Wenger precisa mais de jogadores desse tipo. Formar times com jogadores jovens e técnicos é uma ótima ideia, mas também é bom ter alguém mais experiente, alguém que ao menos saiba comandar o time e se torne uma liderança por lá. Disso o Arsenal necessita e muito, e o seu técnico precisa pensar em opções desse porte.

Técnico que, aliás, não pode ser demitido de forma alguma. Pode-se ter algumas restrições à sua maneira de comandar o clube e à sua política de contratações, mas é inegável que ele capitaneou uma revolução no clube e tem méritos pela posição de respeito do Arsenal no cenário atual do futebol inglês. Perdê-lo de bobeira seria um erro sem tamanho.

Imagem: BBC

10 de março de 2011

Liga Europa - Comentários

Shevchenko não deixou saudades no Chelsea, mas deixou o Manchester City numa situação bem difícil na Liga Europa

Liverpool e Manchester City precisam conquistar um título: um, por ser muito tradicional para passar tanto tempo sem uma conquista; o outro, por precisar justificar os investimentos feitos nas últimas temporadas. Porém, talvez as equipes ainda não tenham entendido que a Liga Europa é uma grande oportunidade para alcançar a meta. Ambos tiveram atuações abaixo do esperado e perderam no primeiro jogo das oitavas de final. Pior: não conseguiram nem marcar o tão útil gol fora de casa. Os Citizens podem pagar o pato por isso: terão de marcar duas vezes para levar o jogo pelo menos para a prorrogação na semana que vem.

Braga 1 x 0 Liverpool (Alan) – Segundo Kenny Dalglish, os Reds tiveram sorte de ter perdido por apenas 1 a 0 após um péssimo primeiro tempo e o pênalti que originou o único gol da partida foi bem marcado. O escocês foi perfeito em suas considerações: o desempenho de seu time foi pobre de dar pena e só não sofreram mais gols porque o máximo que os portugueses conseguiram, embora tenham dominado por completo o primeiro tempo, foi colocar uma bola na trave de Pepe Reina. Antes disso, Kyrgiakos já havia cometido a penalidade num momento em que os ingleses já eram totalmente ineficazes em campo – assim como em toda a partida.

Muito disso se deveu à escalação do técnico: Joe Cole, Spearing e Poulsen se juntaram a Lucas e Meireles no meio campo, enquanto Kuyt voltou a jogar como único atacante. As opções foram trágicas: Cole novamente mal conseguiu ser sombra do que foi no Chelsea; Spearing continua sendo uma má aposta; e Poulsen continua sem mostrar a que veio. Com isso, o time não conseguia marcar e tampouco subia ao ataque, alimentando ainda mais a hipótese de que o time parece estar na competição a passeio. A entrada de Carroll no segundo tempo melhorou a equipe, mas foi suficiente apenas para que o atacante recebesse uma cotovelada não punida.

Porém, não culpemos tanto Dalglish pela escalação. É verdade que às vezes ele parece fazer do mesmo torneio um laboratório. Porém, ele não podia contar com Gerrard, suspenso, e Suarez, que já jogou a competição pelo Ajax. Com isso, ele é obrigado a recorrer a jogadores que não conseguem render, como Rodriguez, Jovanovic, Ngog ou o eternamente fora de forma Joe Cole. De certa forma, a Liga Europa não tem servido de experiências para o Liverpool; tem servido para apontar as fraquezas da equipe e suas necessidades na próxima janela de transferências.

Dinamo Kiev 2 x 0 Manchester City (Shevchenko, Gusev) – A volta de Balotelli para o segundo tempo representou a atuação dos Citizens hoje. Aparentemente por causa de uma alergia, o italiano, quase cambaleando, voltou atrasado para a etapa final e entrou em campo já com a bola rolando. Dentro das quatro linhas, continuou apático até ser substituído.

A equipe de Roberto Mancini jogou em condições parecidas: apática, preguiçosa e sem conseguir dominar a partida, mesmo com um elenco superior. Isso deu brechas para erros fatais cometidos pela defesa que acabaram resultando em gols – o técnico chegou a descrever os dois tentos como estúpidos, tão indignado esteve com os erros de seus defensores. Mais do que isso, mostrou que Shevchenko pode ter deixado os gramados do centro europeu, mas continua em grande forma: o ucraniano foi um dos melhores em campo e marcou o primeiro gol.

Mancini não escalou exatamente o seu time titular, mas entrou com uma formação muito próxima dele, logo não há muitas desculpas para uma performance tão ruim. Nem mesmo a entrada de Tevez no segundo tempo serviu para animar as coisas. Ainda mais quando se joga ao lado de um fraco Dzeko que, assim como o debilitado Balotelli, sofre para se adaptar ao clube.

Imagem: BBC

9 de março de 2011

Crítica: Tottenham 0 x 0 Milan

O Tottenham soube jogar com o regulamento e, assim como Piennar faz com Flamini, passou por cima do Milan (Getty Images)

Texto de Leonardo Sacco, do Quattro Tratti

Não deu. Mais uma vez. Jogando com a necessidade de reverter um péssimo resultado conquistado às custas de uma atuação ainda pior, o Milan não conseguiu sair do zero com o Tottenham, fora de casa, e sucumbiu diante do time inglês, dando adeus à Liga dos Campeões. Não se pode negar que desta vez o panorama do duelo foi totalmente diferente do visto em seu primeiro jogo, mas os rossoneri mais uma vez deixaram de lado o time que lidera o Italiano para dar lugar à uma equipe nervosa e que cometeu erros cruciais para a eliminação que já parecia anunciada. Enquanto isso, os Spurs não brilharam como em San Siro, mas fizeram o suficiente para assegurar a inédita classificação.

Sem poder contar com o suspenso Gattuso, Massimo Allegri quebrou a cabeça para montar seu sistema de meio-campo. As especulações sobre uma possível entrada de Boateng no lugar de Robinho só terminaram uma hora antes do duelo, quando as escalações oficiais foram divulgadas. Surpreendente, o técnico rossonero optou por ousar. Tanto o brasileiro quanto o ganês ganharam chance entre os titulares, com Seedorf e Flamini completando o meio-campo e Pato e Ibrahimovic fechando o ataque de um 4-3-3 que de cara deixou clara a proposta ofensiva do Milan no White Hart Lane. Já Harry Redknapp confirmou as previsões feitas no dia anterior: van der Vaart, recuperado de contusão, iniciou o jogo entre os titulares.

A princípio a opção de Allegri se mostrou inteligente dentro do panorama da partida. Precisando do gol para levar o jogo à prorrogação, os rossoneri dominaram completamente a primeira etapa. Contando com a ausência de Gareth Bale, que por se recuperar de lesão começou entre os suplentes, o Milan se impôs e teve maior posse de bola, sem, no entanto, conseguir concretizar o domínio nos mais do que necessários gols. A imagem perfeita para a situação ficou por conta de uma finalização de Robinho, que viu Gallas salvar praticamente em cima da linha o que seria o primeiro tento rossonero.

O gol evitado pelo defensor francês fechou o primeiro tempo, enquanto a entrada de Bale no lugar de Van der Vaart – que provou estar longe de sua condição física ideal - deu a tônica ao segundo. Com o galês atuando pela direita e Aaron Lennon investindo com velocidade pela direita, o Tottenham conseguiu conter o domínio italiano, organizando melhor a partida a seu favor. E enquanto os craques do Spurs passavam a fazer a diferença, o principal jogador rossonero na temporada, Ibrahimovic, seguia sumido em campo, deixando de ser o ponto de desequilíbrio para se tornar quase que um fardo.

Com a demora para a saída do gol, o Milan passou a atuar cada vez mais no ataque - ao passo que o Tottenham ficava cada vez mais recuado, investido apenas em rápidos contra-ataques. Com Merkel e Strasser entrando no final do jogo, Seedorf, até então principal jogador da equipe, passou a fazer papel semelhante a de um primeiro volante. As investidas, porém, terminavam em um ataque sem inspiração, com Robinho e Pato desperdiçando as chances criadas ou parando em belas intervenções de Gomes. O desespero, então, tomou conta dos rossoneri, sepultando de vez qualquer chance.

O Milan, agora, dá as mãos para a Roma e o Napoli, dando adeus à Europa e deixando toda a energia restante para o Campeonato Italiano. Melhor para a Internazionale, que hoje completou 108 anos e teve como presente a eliminação do maior rival e a honra de, novamente, ser o único time a representar a Itália em competições europeias - os nerazzurri ainda não disputaram a volta contra o Bayern de Munique e também se encontram em situação difícil. Um presente para metade de Milão, que faz a outra metade triste. Enquanto isso, a alegria dos londrinos foi apenas estendida: um dia após ver o grande rival Arsenal ser eliminado pelo Barcelona, os torcedores dos Tottenham puderam comemorar a classificação de seu time para as quartas de final na primeira vez em que os Spurs participam da Champions League.

Ficha do jogo:

Tottenham: Gomes, Corluka, Gallas, Dawson e Assou-Ekotto; Lennon, Sandro, Modric e Pienaar (Jenas); van der Vaart (Bale); Crouch (Pavlyuchenko).

Milan: Abbiati, Abate, Nesta, Thiago Silva e Jankulovski (Antonini); Flamini (Strasser), Seedorf e Boateng (Merkel); Robinho, Pato e Ibrahimovic.

Árbitro: Frank De Bleeckere

Cartões amarelos: Jankulovski, Flamini e Pato (Milan)