Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)
22 de fevereiro de 2012
Ainda existe um fio de esperança
Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)
6 de janeiro de 2012
Bale sem Lennon está para Romeu sem Julieta
O próprio escritor deste post não apostava em uma sequência tão boa da equipe comandada por Harry Redknapp, que obteve 31 pontos de 33 possíveis entre a 4ª e a 14ª rodada. As duas derrotas iniciais foram totalmente aceitáveis: afinal, o time londrino enfrentou a dupla de Manchester, que começou a temporada embaladíssima. Porém, será que alguém parou para pensar quais são os pilares do Tottenham Hotspur Football Club?
Bale e Lennon são peças fundamentais para os Spurs. O camisa 3 ficou de fora de apenas de um jogo (vitória por 1 a 0 sobre o Sunderland em casa na 16ª rodada), marcou 7 gols e deu 7 assistências. O camisa 7 marcou presença em apenas 10 partidas (contusões impedem que ele tenha sequência), mas já anotou 2 gols e deu 3 passes decisivos. O Tottenham deixou de marcar apenas na estreia, quando perdeu por 3 a 0 para o Manchester United. Nos outros 18 jogos, 36 gols foram anotados.
Eles são bons, né? Entretanto, na maioria das vezes só funcionam bem quando jogam juntos. Basta olhar para os últimos cinco jogos da equipe na EPL:
Tottenham 1-0 Sunderland - apenas Lennon esteve em campo. Resultado: vitória apertada com gol de Pavlyuchenko em assistência de Van Der Vaart.
Tottenham 1-1 Chelsea - apenas Bale esteve em campo. Resultado: empate em um jogo onde o Chelsea dominou o 2º tempo e mereceu sair vencedor.
Norwich 0-2 Tottenham - apenas Bale esteve em campo. Resultado: vitória confortável com atuação brilhante de Bale. Os gols saíram em jogadas pelo meio.
Swansea 1-1 Tottenham - apenas Bale esteve em campo. Resultado: empate em mais um jogo onde o time não fez nada no 2º tempo e foi engolido pelo adversário.
Tottenham 1-0 West Bromwich - apenas Bale esteve em campo. Resultado: vitória apertada, onde os Spurs fizeram o gol e dormiram em campo. Faltou competência ao WBA para empatar.
Falta ao Tottenham um outro winger no elenco. Walker e Ekotto são jogadores no máximo bem razoáveis em termos ofensivos — nunca se sabe quando eles vão arrebentar ou não. Foi uma coisa ridícula ver o time tentando atacar pelo meio contra o West Bromwich, sendo que o adversário estava totalmente fechado. Bale foi o único jogador de lado de campo escalado no meio-campo e a equipe da casa não tinha a alternativa de pressionar pelas laterais. Numa das raras vezes em que isso aconteceu, saiu o gol, no 2º tempo, através de Defoe.
O Tottenham não pode jogar com Van Der Vaart improvisado pela ponta, porém não há ninguém no elenco, exceto Lennon e Bale, para fazer a função. Pelo bem da equipe, ao menos um jogador da posição tem que ser contratado nesta janela de transferências. Giovanni dos Santos e Rose são ponteiros, mas não atuam com frequência. As pernas de Lennon não estão aguentando e Bale provavelmente não conseguirá disputar as outras 19 partidas.
28 de dezembro de 2011
O principal problema do Newcastle não se chama Copa da África
O Newcastle venceu na última segunda-feira o Bolton no Reebok Stadium por 2 a 0 e quebrou um jejum de quase 2 meses e 6 jogos sem vitória (o último triunfo havia sido diante do Everton na 11º rodada — 2 a 1 no St. James Park). Os Magpies foram a 30 pontos e possuem boas chances de chegar à zona dos times que se classificam para a UEFA Champions League, principalmente se considerarmos que os seus concorrentes – Chelsea, Arsenal e Liverpool – tropeçam demais ao longo da Premier League. Porém, para isso o alvinegro do Norte precisa se reforçar em um setor, e diferente do que muitos pensam este não é o ataque.
É fato que Demba Ba foi essencial e decisivo em várias partidas, como contra o Stoke City, na qual fez os três gols na vitória por 3 a 1. Mas se a solução fosse apenas ele, o time não ficaria tanto tempo sem vencer. O francês naturalizado senegalês marcou 14 dos 25 gols do Newcastle no campeonato e esteve em campo nestes 6 jogos sem êxito. A maior dificuldade está sendo arrumar um substituto para Steve Taylor, que provavelmente só voltará a campo na próxima temporada.
Perch entrou em seu lugar, mas não apresenta o mesmo nível de atuações, tanto que Williamson ganhou uma oportunidade contra o Bolton. O camisa 6 pode até agarrar o posto e formar dupla com Coloccini, mas não deve responder à altura. Alan Pardew pode aproveitar a janela que abrirá dentro de alguns dias e solicitar a contratação de mais um defensor, para garantir que não faltarão opções até maio.
Quanto à lateral-esquerda, Ryan Taylor cria muito mais jogadas do que Santon. Nem é preciso avaliar a qualidade técnica do italiano; afinal, se fosse bem na Internazionale, porque não continuou na equipe de Milão? O corpo do meio campo está bem formado, ainda mais com o retorno de Tiotè. Ele se juntou a Cabaye, Obertan e Jonas Gutiérrez e compuseram a segunda linha de quatro no último jogo; na minha visão, formam a melhor combinação possível no atual elenco dos Magpies.
Já em relação ao ataque, Demba Ba se ausentará em janeiro por causa da Copa da África, a qual disputará por Senegal. Não é uma tragédia, pois Shola Ameobi e Ben Arfa, jogando um pouco mais adiantado, são capazes de substituí-lo. E assim caminhará o Newcastle para o início de 2012, buscando uma vaga para a UEFA Champions League da próxima temporada. A vitória diante do 19º colocado não pode ser desvalorizada, o Bolton vinha animado após fazer 2 a 1 sobre o Blackburn. Os Magpies podem surpreender muita gente se jogarem tudo o que sabem.
27 de dezembro de 2011
Mario Balotelli dando diversão ao chato mundo do futebol
22 de dezembro de 2011
O buraco é mais embaixo...
Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)
Para a temporada 2011-2012, a confiança recaída sobre a equipe não era dos melhores. Com um técnico limitado (Steve Kean) e um elenco sem muitas alterações em relação ao da última temporada, a promessa de que a empresa Venky levaria o time ao topo da tabela parecia não acontecer e a realidade foi totalmente oposta.
Não conseguindo se encontrar desde o início do campeonato, o Blackburn já se encontra a três jogos sem vencer e a mais recente atuação contra o Bolton, que culminou em derrota de 2 a 1 e o ganho da lanterna da Premier League, mostrou que realmente as coisas estão uma bagunça e os enormes protestos da torcida são inevitáveis.
Steve Kean é limitado, não é nenhum salvador, de fato, não seria o homem ideal a levar para o topo do tabela. O treinador trabalha de acordo com sua capacidade, sem contar que os recursos oferecidos e o que ele tem em mão não possuem enorme qualidade, e, neste fato, a culpa recai sobre os donos do clube, que nunca se convenceram de que o escocês não era o homem certo para assumir o clube, além do fato de bons nomes a serem contratados é uma utopia, já que para essa essa temporada apenas inexpressivas promessas foram contratadas, ou seja, acima de tudo o elenco precisa ser melhorado.
Demitir Kean? Sim, é um fato compreensível. Mas, o buraco é mais embaixo, consertar a bagunça interna que o clube vive desde a chegada da Venky e melhorar o plantel podem fazer com que o torcedor dos Rovers volte a ter paz com seu time.
2 de dezembro de 2011
Os problemas do Chelsea de André Villas-Boas
A defesa é o setor mais preocupante. Jogadas 13 partidas na Premier League, os comandados de André Villas-Boas já sofreram 17 gols. Na temporada 2004/05, ano em que Mourinho conquistou o campeonato nacional, o Chelsea deteve a marca de apenas 15 gols contras, mostrando que a fama de sólida defesa não é mais a mesma.
Os problemas defensivos nessa temporada vão muito da dupla de zaga, Terry e David Luiz, não exprimem extrema confiança, sem contar as falhas de ambos, que vão desde a saída de bola (problema de Terry) até as saídas constantes ao ataque (problema de David Luiz). A lateral-direita segue como uma incógnita, muito em função de que um nome de confiança não foi encontrado até hoje, na esquerda, Ashley Cole não é mais o "porto-seguro" que demonstrava ser de seus primórdios em Stamford Bridge.
Sem Essien, o Chelsea tem opções de sobra para usar na condição de volantes, mas, poucos, demonstram a mesma tranquilidade do ganês, sem contar o fato de que nenhum deles encontra facilidade na criação de jogo, restando o trabalho para o irregular Frank Lampard, que vem oscilando muito, novamente. Mata consegue encaixar uma boa sequência de jogos, mas não se mostra em condições de ser a maior referência no meio-campo. Malouda perdeu espaço desde a chegada de Villas-Boas e vem a ser mais uma carta fora do baralho. Somado a tudo isso, vem o fato de que o treinador português ainda não encontrou a maneira ideal de armar tal setor.
O ataque é o que menos preocupa, mas também vem a causar dor de cabeça no técnico que ganhou tudo com o Porto na última temporada. Daniel Sturridge, após ter tido uma boa passagem por empréstimo pelo Bolton, ganhou espaço, não vem decepcionando e é um dos poucos que se salvam em uma equipe tão pouco elogiada. A incógnita é o parceiro de Sturridge, Torres nunca convenceu, porém, segue sendo o queridinho de Villas-Boas, já Drogba, mesmo com números superiores, vem esquentando o banco e pode acabar até mesmo por deixar a equipe, pelo fato do português ter certo receio em lançar dois atacantes de força. As demais opções são Kalou, que é de longe um brilhante atacante, o insatisfeito Anelka e o jovem Lukaku.
O buraco do Chelsea pode ser mais embaixo. Por ainda não ter conquistado a diretoria e a torcida, muito em função de não ter correspondido o seu alto salário, André Villas-Boas vem sendo ameaçado e, mesmo dizendo que deve seguir até o fim da temporada, a sombra de Gus Hiddink vem seguindo o português, que caso não venha a convencer, não demorará a ser sacrificado.
24 de novembro de 2011
Parou no tempo

O sucesso no futebol é temporário. O craque de hoje é o passado amanhã. As equipes de sucesso também não duram muito tempo, a não ser que vivam se renovando taticamente e melhorando tecnicamente. Para isso, a maior parte do elenco tem de ser jovem, como o Barcelona de Pep Guardiola. Se essa juventude não está presente, os nomes têm de mudar. Ficar preso aos velhos craques faz com que seu time ande para trás e perca espaço frente aos concorrentes.
É exatamente isso que vem acontecendo com o Chelsea. Potência financeira desde que o russo Roman Abramovich assumiu o clube, os Blues estão na quinta colocação da Premier League, a nove pontos de distancia para o líder Manchester City. Na Champions League, depois de perder para o Bayer Leverkusen nesta quarta-feira (23), fará um jogo decisivo contra o Valência na luta pela segunda colocação do grupo E.
Apesar de muitos apontarem o novo técnico André Villas Boas como o principal culpado, não dessa forma. Grande parte do elenco que atuava sob o comando de José Mourinho permanece no clube e, por força natural do tempo, não está mais no auge de suas carreiras. Nesse exemplo se enquadram Cech, Ashley Cole, Terry, Essien (constantemente machucado), Lampard (foto), Malouda, Anelka (que chegou com Hiddink) e Drogba.
A esses, somam-se Ivanovic, Mikel, Alex, Ramires e Raul Meireles, bons jogadores que podem fazer parte do elenco mas não tem qualidade para serem protagonistas. Bosingwa e Kalou são exceções e já deviam ter ido embora há muito tempo.
E qual foi a renovação dos últimos anos? Quase nada. Além de Meireles, chegaram Mata,David Luiz e Fernando Torres, enquanto o jovem Sturridge ganhou espaço entre os mais experientes. A única contratação de impacto foi o espanhol Mata. David Luiz pode ser um dos principais zagueiros da Liga, mas ainda tem alguns pontos para evoluir. Torres parece que desaprendeu a jogar futebol e Sturridge demonstra ter muita qualidade, mas ainda é uma aposta.
Pela força do elenco, o Chelsea tem tudo para ficar entre os quatro primeiros da Premier League e ser um adversário duro no mata-mata da Champions League. Porém, para ser campeão de um destes torneios, precisa de jogadores acima da média e no auge de seus rendimentos. Isso, atualmente, o Chelsea não tem. Enquanto a renovação não desembarcar em Stanford Bridge, os Blues serão coadjuvantes. Riquíssimos coadjuvantes.
12 de novembro de 2011
O sucessor de Paul Scholes, Tom Cleverley
Por Gustavo Bezerra - @gugagkDepois da aposentadoria de Paul Scholes, o técnico do Manchester United, Sir Alex Ferguson, procura um jogador á altura para suprir a ausência de um dos seus melhores atletas nesses 25 anos no clube inglês.
Em tempos de crise financeira na zona do euro, os times acabam sentindo este reflexo negativo nas bolsas européias. Com isto, o número de contratações de grandes jogadores estão cada vez mais escasso.
Pensando em uma alternativa mais econômica, e que pode render frutos no futuro, a direção do United está investindo pesado na base. Formado nas divisões inferiores dos Red Devil’s, o volante Tom Cleverley, é uma das apostas de Ferguson para comandar o meio campo do Manchester United na década.
O jovem de apenas 22 anos foi emprestado para Leicester City, Wigan e Watford para adquirir experiência e, depois disso, Cleverley retornou a equipe do norte da Inglaterra, principalmente após a confirmação da saída definitiva de Scholes, um dos homens fortes do grupo mais que vitorioso do United nos últimos anos.
Natural de Basingstoke, Cleverley, inclusive, já chamou atenção de Fábio Capello, que o convocou para representar a seleção inglesa, porém, uma lesão adiou sua estreia.
‘’ Tom é uma das brilhantes promessas do futebol inglês ’’, afirmou Ferguson a TV United.
A confiança no meio-campista é tão grande que o Manchester United anunciou a renovação de contrato de sua joia por mais quatro anos. Agora, Cleverley precisa provar em campo que o maior clube do país não está equivocado em apostar suas fichas em seu futebol para manter o espírito vencedor que consagrou a era Sir Alex Ferguson.
3 de novembro de 2011
Somos grandes

2 de novembro de 2011
Um hat-trick aqui, uma cabeçada ali e Demba Ba vai se consagrando
Demba Ba chegou ao Newcastle em ritmo lento após ter feito grande sucesso em uma passagem pelo West Ham. No entanto, o senegalês naturalizado francês vai se transformando em uma peça-fundamental dos Magpies e tem tudo para crescer ainda mais dentro do time.
Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)
30 de outubro de 2011
Van Persie dos bons tempos

Van Persie! Este foi nome da rodada no Campeonato Inglês deste último fim de semana. O atacante do Arsenal acabou com o Chelsea em Stamford Bridge. O hat-trick do holandês foi de suma importância para os Gunners vencerem os Blues por 5 a 3.
Este foi mais um jogo em que as defesas dos times ingleses sofreram bastante, assim como a do Manchester United quando perdeu para o City por 6 a 1, entre outros resultados acachapantes.
Melhor para os centroavantes, melhor ainda para o atacante Van Persie que conseguiu realizar sua primeira grande partida no inglês. E logo em um clássico, se não for o maior rival, é um dos maiores rivais dos Gunners na terra da rainha.
A ascendência do Arsenal que saiu das últimas posições para alcançar a sétima colocação, faz acreditar que, a equipe de Londres pode chegar para brigar ao menos pela Liga dos Campeões. Enquanto a disputa pelo titulo, os próprios jogadores sabem que é muito difícil se igualar ao City e ao United, por exemplo, e não estou falando de pontos.
Van Persie não desfruta de muita técnica, como outros artilheiros: Rooney, Aguero ou Torres, mas possui qualidade suficiente para ajudar o Arsenal a voltar pelas primeiras posições para a alegria dos torcedores do terceiro maior clube da Inglaterra, em números de conquistas no país.
E tentar os melhores dias para o artilheiro holândes na Premier League, que o elegeu como o melhor em 2009 (mês de novembro) e 2005 (mês de outubro).
Títulos na carreira:
Arsenal
Por Gustavo Bezerra (@gugagk)
6 de outubro de 2011
O melhor dos piores

Quem assistiu ao clássico entre Liverpool e Everton viu que o time azul fazia um jogo equilibrado até a expulsão, injusta, do volante Rodwell aos 30 minutos do primeiro tempo. Mesmo assim, os Reds foram marcar apenas na metade na metade da segunda etapa.
Isso prova que o Everton é um time muito organizado e com bons jogadores. Nas últimas temporadas, acostumou-se a terminar na sétima colocação da Premier League, posição que significa ser o melhor dos piores.
Com um orçamento baixo, o time dirigido há nove anos por David Moyes não consegue enfrentar o top 6, formado por Manchester United, Manchester City, Arsenal, Chelsea, Liverpool e Tottenham. A equipe não faz contratações caras e muda muito pouco o elenco de uma temporada a outra.
Se grandes estrelas não chegam, o clube também não faz muitas vendas, o que garante o entrosamento dentro de campo. Difícil lembrar de jogadores que saíram do Everton para figurar nos grandes clubes do país. Nas últimas temporadas destaco apenas três transações. O jovem Rooney, que desde cedo mostrava potencial para ser uma grande estrela, foi para o Manchester United. O zagueiro Lescott saiu para o Manchester City, enquanto, há poucas semanas, Arteta se transferiu ao Arsenal.
São poucas saídas, se considerarmos que o Everton faz boas campanhas nos últimos campeonatos. O time montado por Moyes não é vistoso e nem conta com grande técnica. Entretanto, é muito competitivo e difícil de ser batido.
O time azul conta com refugos de grandes clubes, como o goleiro Howard, o lateral/volante Phil Neville, o zagueiro Distin e o atacante Saha. As estrelas do time são o ótimo zagueiro Jagielka, o desengonçado volante/meia Fellaini e o meia-atacante australiano Cahill (foto), que, apesar de baixo, é ótimo do jogo aéreo e sempre marca seus golzinhos. Revelações como Rodwell e o meia Coleman também já começam a ganhar espaço.
Mesmo os principais jogadores do time não seriam titulares absolutos em equipes do top 6 (talvez apenas Jagielka). Assim como Arteta, que só chegou com status no Arsenal pois o caos se instalou nos Gunners após a derrota de 8 a 2 contra o rival Manchester United, e já mostrou que não será substituto de Fabregas ou Nasri. O espanhol, assim como Cahill, é apenas um bom jogador.
Nas últimas temporadas, o Everton sempre começa mal e vai se recuperando com o tempo. Passadas sete rodadas, o time é o 13º, mas tem um jogo a menos que os demais. Uma vitória nesse duelo já leva a equipe a 8ª colocação. Uma campanha consistente, com um futebol sólido, mas nunca bonito de se ver. É certo que o Everton será assim. O título de melhor dos piores, isto é, a 7ª colocação, também é muito provável.
29 de setembro de 2011
Newcastle surpreende e é o intruso entre os primeiros da Premier League

Após voltar a Premier League na temporada 2010/2011, o Newcastle terminou em 12 º lugar, uma campanha média para o tamanho do time, mas aceitável para um clube que havia acabado de subir de divisão. Entretanto, a equipe, que já havia vendido Andy Carroll, sua grande estrela, para o Liverpool, perdeu nada menos do que os seus três principais jogadores.
O lateral José Henrique seguiu o caminho de Carroll e foi para o Liverpool. O capitão Kevin Nolan se transferiu para o West Ham e irá jogar a segunda divisão. Descontente com essas perdas, Joey Barton criticou a diretoria publicamente e foi parar no Queens Park Rangers. Fracasso total e nova briga pelo rebaixamento? Longe disso. A equipe surpreende neste início de temporada e está na quarta colocação.
Em seis jogos, foram três vitórias e três empates. Com apenas três gols sofridos, o Newcastle tem a melhor defesa da Premier League. O setor não foi alterado em relação a última temporada. O holandês Tim Krul é o goleiro. Simpson atua na lateral-direita, Coloccini e Steven Taylor fazem a dupla de zaga e Ryan Taylor assumiu a lateral-esquerda. O italiano David Santon, que surgiu bem na Inter de Milão e depois decepcionou, pode ser boa opção para as duas laterais quando se recuperar de lesão.
A grande mudança aconteceu no meio campo. Quem faz a proteção da zaga é o marfinense Tiote. Apesar de viril em muitas jogadas, o atleta faz muito bem a função de marcação. Ao lado dele, o francês Cabaye, campeão com o Lille na última temporada, organiza o time e dá qualidade no toque de bola.
Jonás Gutierrez e Obertan são os wingers. O argentino, apesar de não ter muita qualidade técnica, é muito forte e veloz. Já Obertan, que chegou do Manchester United, é habilidoso e pode ter uma melhor sequência no time alvinegro.
Na frente, a grande contratação foi Demba Ba, que já havia sido um dos poucos que se salvou no rebaixamento do West Ham. No último domingo, ele marcou os três gols da vitória sobre o Blackburn. O centroavante titular é o jovem Best, que disputa posição com Ameobi. Entre os dois não há muita diferença. São jogadores fortes, de presença na área e pouca qualidade técnica.
O normal é que o Newcastle caia de rendimento e desça até a metade da tabela. Porém, com um bom meio campo e um ritmo de jogo muito forte, não deve brigar contra o rebaixamento, o que não deixa de ser supreendente.
23 de setembro de 2011
O começo é bom, o final ninguém sabe
De fato, Hargreaves é bom jogador. Podendo jogar tanto pelas mais diversas funções do meio-campo como também de lateral. Não podemos deixar de ressaltar sua grande passagem pelo Bayern de Munique, que acabou o levando a Old Trafford, onde não se encontrou, para completar, uma série de lesões acabou por sacrificá-lo, fazendo com que todos ignorassem a qualidade do jogador.
Sob certa desconfiança e não jogando um jogo inteiro desde 2006, o meia desembarcou no Manchester City buscando recuperar suas glórias e mostrar, sobretudo ao torcedor inglês, que é capaz de jogar em um grande clube e apresentar o futebol que o levou para a terra da rainha.
Em sua estreia, o meia calou muitos críticos. Diante do Birmingham, equipe da segunda divisão, Hargreaves se movimentou bem, se mostrou totalmente diferente daquele jogador do United e, para fechar com chave de ouro, marcou um gol, mostrando que pode sim ser uma boa opção para Roberto Mancini.
Mesmo acreditanto que o inglês possa render bem, os últimos acontecimentos em sua carreira geram uma incógnita em cima de sua carreira. Com esse começo esperançoso, as expectativas aumentam, mas o final de sua saga pelo City segue como um ponto de interrogação.
"Em um jogo após dois anos, ele precisa de algum tempo para se recuperar. Mas, espero que Hargreaves tenha sorte no futuro". Isto foi o que disse Roberto Mancini, atual treinador do Manchester City, sobre seu novo comandado, mostrando bem o que o jogador precisa: sorte e paciência.
Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)
22 de setembro de 2011
Na briga

19 de setembro de 2011
Queens Park Rangers: o novo milionário do futebol inglês

O assunto do meu comentário desta semana não está relacionado a Manchester United, Manchester City, Arsenal, Liverpool e Chelsea, times considerados favoritos ao título do Campeonato Inglês. Falarei um pouco sobre o Queens Park Rangers, clube que promete investir pesado para tentar se aproximar dos grandes da Terra da Rainha nos próximos anos.
Um dos caçulas da Premier League nesta temporada, o QPR possui um poderio econômico de causar inveja aos clubes medianos. A equipe sediada em Shepherd’s Bush, nos arredores de Londres, foi comprada em 2007 por Bernie Ecclestone, ‘chefão’ da Fórmula 1, e Flavio Briatore, ex-chefe das escuderias Benetton e Renault. Em agosto deste ano, os dois venderam suas ações para o malaio Tony Fernandes, dono da Lotus F1.
Antes da chegada de Fernandes, o QPR havia contratado jogadores experientes e com passagens por grandes times da Terra da Rainha e até pelo English Team. Nomes como o zagueiro Anton Ferdinand (irmão de Rio Ferdinand, do Manchester United), os meias Kieron Dyer e Joey Barton (ambos ex-Newcastle) e o atacante Shaun Wright-Phillips (ex-Chelsea e Manchester City) reforçaram a base campeã da Championship na última temporada.
Fernandes assumiu o Rangers e logo prometeu contratações de impacto, de olho em um projeto ambicioso. A principal delas seria David Beckham. O astro de 36 anos estaria disposto a deixar o Los Angeles Galaxy e retornar para o futebol inglês, com o objetivo de disputar a Eurocopa e as Olímpiadas de Londres pela seleção inglesa.
Com o caminhão de dinheiro que o malaio tem à disposição, não duvido que o sonho de trazer Beckham para Loftus Road se torne realidade na janela de transferências de janeiro. No entanto, ele terá que enfrentar a concorrência do Tottenham. O técnico dos Spurs, Harry Redknapp, não esconde o desejo de tê-lo no elenco.
Enquanto o “Spice Boy” não chega, o QPR atravessa bom momento e faz surpreendente campanha para um recém-promovido. Em cinco rodadas, venceu duas e empatou uma. Com sete pontos ganhos, o time está no meio da tabela e, se continuar assim, pode almejar uma vaga nas competições europeias ao fim do campeonato. Após a goleada sofrida para o Bolton na estreia, não sabe mais o que é perder na Premier League.
Se o projeto de Tony Fernandes de montar um grande elenco vingar, o Queens Park Rangers tem condições de entrar em campo em igualdade de condições com os gigantes do país. Só para ter uma ideia é preciso ver os exemplos de Chelsea e Manchester City, que subiram de produção depois de terem sido comprados por multimilionários, como o magnata russo Roman Abramovich e o sheik Mansour Al Nahyan.
Por: Maycon Schimidt Santos (@Maycon_Santos)
15 de setembro de 2011
Preguiçosos na Champions League, Manchester e Chelsea priorizam o clássico

Titulares poupados, desempenhos sem grande intensidade e a escolha por priorizar claramente o clássico do próximo domingo. Essa foi a tônica dos jogos de Chelsea e Manchester United na primeira rodada da Champions League. O Blues venceram o Bayer Leverkusen por 2 a 0 no Stamford Bridge, enquanto os Red Devils empataram com o Benfica em 1 a 1, fora de casa.
O Manchester preferiu utilizar um time mais experiente. Entraram Fletcher, Carrick, Giggs, Valencia e Park, saindo Cleverley (contundido), Anderson, Nani, Young e Chicharito. Em geral, o time foi dominado pelos portugueses. Quando quis um pouco mais de jogo, teve o controle e atuou no campo de ataque. Isso aconteceu no final do primeiro tempo e no começo do segundo.
Giggs, o mais experiente do elenco, fez o gol que garantiu um ponto que ficou de bom tamanho para o Manchester United. Em um grupo que conta ainda com Basel e Otelul Galati, a classificação em primeiro lugar não deverá ser problema.
No domingo, todos os jovens, com exceção de Cleverley, devem voltar ao time. Carrick deve ser o primeiro volante. A expectativa é que a mobilidade mostrada nas primeiras rodadas da Premier League faça a diferença contra o estático Chelsea.
Os Blues não pouparam tantos jogadores como seu rival. Dos titulares absolutos, ficaram de fora apenas Terry e Lampard. A vitória de 2 a 0 foi construída com boas atuações de David Luiz e Mata (foto), que foram inclusive os autores dos gols. Anelka entrou na segunda etapa e também teve boa atuação. Apesar do grupo ser um pouco mais complicado (conta ainda com Valência e Genk), os ingleses também deverão ficar com a liderança.
Contra o Manchester, resta saber quem fará o trio de meio campo com Lampard e Mikel. O escolhido, pelo poder de marcação, deve ser Raul Meireles. Outra dúvida está instalada no ataque. Mata é jogador de mais mobilidade e titular absoluto. Fernando Torres será o centroavante. Anelka, Kalou, Malouda e Sturridge brigam pela terceira vaga. Aposto em Anelka.
Apesar de não ter brilhado nesse começo de temporada, o Chelsea é muito forte e não será facilmente batido como o Arsenal. Os Blues devem apostar em um jogo truncado e de forte marcação. Na frente, a esperança fica por conta dos espanhois Mata e Fernando Torres. O segundo, que não deslanchou no novo clube, sempre é destaque contra o Manchester.


