15 de dezembro de 2009

Mestre do improviso em apuros

O diretor de teatro David Moyes perdeu seus melhores atores do fundo do palco

Antes de a temporada começar, havia expectativas muito distintas para as cidades de Liverpool e Birmingham. O Liverpool, atual vice-campeão inglês, era apontado por muitos como o grande favorito para a conquista desta edição da Premier League. O Everton, que chegou à quinta colocação em 2008/09, tinha boas perspectivas para repetir a campanha. Por outro lado, do segundo maior aglomerado urbano inglês não chegavam visões otimistas. O Birmingham City voltava da divisão de acesso, e o Aston Villa perdia seu organizador: Gareth Barry.

No entanto, a real situação é completamente diferente. A cidade de Liverpool "conquistou" até agora 41 pontos em 32 jogos contra incríveis 59 pontos em 34 partidas de Birmingham. No próximo domingo, o Everton recebe o Birmingham num jogo em que não pode ser considerado favorito. Afinal, o conjunto de Alex McLeish chegou hoje à quinta vitória consecutiva e saltou para a fantástica sexta posição. Além disso, ainda que após empates diante de Tottenham e Chelsea, o momento dos Toffees é terrível, digno de uma postagem dedicada exclusivamente a ele.

Aquele time da temporada passada que fez excelente campanha na Premier League e disputou a final da Copa da Inglaterra não existe mais. O prestigiado treinador David Moyes fez o conjunto funcionar por muito tempo sem nenhum atacante. Com Fellaini e Cahill se revezando à frente em virtude das contusões de Saha e Yakubu, Moyes apostou num autêntico 4-6-0, que, com muito esforço, transformava-se num 4-5-1. O esquema fez da defesa azul uma muralha, e o ataque, de certa forma, conseguia se arrumar à custa da força física dos meias belga e australiano.

David Moyes provava em 2008/09 que sabe lidar com profundas limitações. Neste campeonato, porém, ele se atrapalhou. O Everton é hoje o 15º colocado com vergonhosos 17 pontos em 16 partidas. Na Liga Europa, os Toffees levaram um banho do Benfica na fase de grupos: 7 a 0 no placar agregado. A explicação para a péssima fase passa por números fundamentais: na temporada anterior, o time levou 37 gols em 38 jogos. Nesta, Tim Howard já foi 30 vezes vazado em apenas 16 partidas. Na média, a equipe concede aos adversários o dobro dos gols que costumava sofrer.

Tudo está bem claro. O Everton perdeu Joleon Lescott, seu principal defensor, para o Manchester City. Neste momento, todos os zagueiros centrais do elenco principal estão contundidos. Sem contar com Jagielka, Distin e Yobo, Moyes precisa apelar para combinações indigestas. Diante do Tottenham, a equipe atuou em 70% do tempo com dois laterais-direitos no miolo da zaga: Tony Hibbert (que é fraco até na lateral) e Lucas Neill. Contra o Chelsea, Heitinga foi adaptado na posição e jogou ao lado de Neill.

A solidez caiu por terra, e Moyes teve de abandonar sua mentalidade defensiva, visto que precisava de gols para compensar o peneirão em que se converteu sua zaga. Curiosamente, a equipe conquistou melhores resultados - os dois últimos empates, em jogos difíceis - quando se arriscou mais. Louis Saha já marcou dez gols na Premier League, está em ótima fase e, acompanhado por Jô ou Yakubu, tem conseguido incomodar os adversários.

Mesmo sendo uma espécie de mestre do improviso, um estrategista que sabe contornar falhas no elenco, Moyes não pode fazer Neill ou Hibbert virarem zagueiros centrais competentes. Ele soube superar dificuldades ofensivas, mas as defensivas lhe saem muito caro. Fellaini e Cahill são ótimos trombadores, ganham jogadas no aspecto físico, mas não têm tanto talento para marcar e, pior do que isso, enfrentam dificuldades quando precisam assumir a responsabilidade da criação.

O conjunto se perde com os dois pelo meio e, sem Osman e o eternamente lesionado Arteta, não consegue ser efetivo na distribuição de bolas mais agudas. Como o sistema de marcação está falho, o time entra em colapso. Infelizmente para David Moyes, a solução é abrir o time e tentar superar a constante avalanche de gols dos adversários. O treinador dos Toffees vive um pesadelo por ter de se adaptar a sua nova realidade e adotar filosofia semelhante à de Jair Picerni.

Imagem: Daily Mail

14 de dezembro de 2009

Podcast - Rodada 16



Para conferir a classificação do campeonato, acesse o site oficial da Premier League.

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10 de dezembro de 2009

A íntima relação entre gols e janeiro

Elizabeth II segue para a Espanha e deve acertar com van Nistelrooy

Janeiro será um mês de revelações na Premier League. A partir das manobras no mercado de transferências, conheceremos os clubes afundados na miséria, os dispostos a cometer loucuras por uma posição melhor e, especialmente, os treinadores mais inocentes na elaboração dos elencos durante o verão europeu.

No último quesito, os mais espertalhões foram as raposas felpudas Harry Redknapp, do Tottenham, e Alex Ferguson, do Manchester United. Os elencos de Spurs e Red Devils não têm carências evidentes. O United só vai atrás do experiente zagueiro Sol Campbell porque um cometa passou sobre Manchester e lesionou simultaneamente Ferdinand, Vidic, Evans e Brown. O plantel do Manchester City também é abastado, porém em virtude do infinito dinheiro à disposição. Mark Hughes não parece ser um gestor de recursos comparável a Max Gehringer.

Mesmo Carlo Ancelotti, do Chelsea, parece ter cometido um erro. Ele terá de inventar um companheiro para Anelka durante a Copa das Nações Africanas, quando Drogba e Kalou estarão em Angola. Para tanto, pode confiar mais no excelente jovem Daniel Sturridge, ex-Manchester City, ou adotar o 4-3-3 com Joe Cole e Malouda pelas pontas. E, obviamente, orar para Anelka manter-se saudável.

Os campeões da inocência, porém, são Arsène Wenger e Rafa Benítez. A princípio, os times de Arsenal e Liverpool são ótimos. Ambos têm meias criativos e conseguem se sustentar com apenas um atacante. O problema é que os centroavantes em questão, dos quais os conjuntos dependem demasiadamente, são Robin van Persie e Fernando Torres, que às vezes parecem sofrer de osteoporose precoce.

Conforme todos previam, os dois enfrentam lesões relativamente graves. Resultado? Os Gunners (não) se viram com Eduardo, Bendtner e o anão de jardim Arshavin, enquanto os Reds descarregam toda a responsabilidade por gols nas costas do pálido francês David Ngog.

Por isso, as duas equipes já procuram reforços ofensivos. O capitão do Arsenal, Francesc Fàbregas, pede um centroavante "com as características de Didier Drogba". Sem chance de contratar alguém tão competente, Wenger pensa no francês André-Pierre Gignac (Tolouse), que se destacou em alguns jogos pela seleção de Raymond Domenech, e no poste Carlton Cole, do West Ham.

O Liverpool, por sua vez, tem objetivos mais humildes. Após cogitar o competente uruguaio Luís Suárez, do Ajax, Rafa Benítez já se contentaria com uma iminente troca interna: o descontente holandês Ryan Babel iria para o Tottenham, e o encostado russo Roman Pavlyuchenko jogaria em Anfield Road.

Contudo, como as coisas em janeiro não funcionam tão abertamente quanto em agosto, todas as equipes da Premier League que precisam de um atacante (segundo rumores, Liverpool e Arsenal em menor escala) concentram-se num mesmo objetivo: Ruud van Nistelrooy, jogado para escanteio no Real Madrid após uma dúzia de lesões. A Inglaterra quer de volta a antiga máquina goleadora do Manchester United. Parece até questão diplomática.

Além de Reds e Gunners, estariam interessados no holandês Sunderland (com Kenwyne Jones e Darren Bent, é difícil de entender), Fulham, Blackburn, Bolton e Birmingham. Chamo a atenção para o Birmingham, do excelente treinador escocês Alex McLeish. Se ele conseguir acrescentar van Nistelrooy a seu humilde, porém disciplinado elenco, uma vaga na próxima Liga Europa pode ser um objetivo real, ainda que estranho. Por ora, os Blues ocupam a nona posição.

O West Ham, muito abaixo das expectativas, prepara uma aposta alternativa. O treinador italiano Gianfranco Zola, talvez pensando na possível perda de Carlton Cole (ou em sua atual contusão), estuda a contratação de Adriano, do Flamengo. Seria gratuita, mas também inusitada. Associar o Imperador à exigência londrina de pontualidade e disciplina não é uma fórmula das mais seguras.

Mas ele pode acertar em cheio, sim. Os Hammers têm excelentes valores que atuam pelos lados do campo: Hines, Stanislas, Diamanti, Behrami e Jiménez. Esses jogadores serão ainda mais úteis se criarem jogadas para Adriano, um finalizador de primeira classe. Caso Carlton Cole fique, melhor ainda! Seria uma nova edição das torres gêmeas, à moda San Antonio Spurs nos tempos de Tim Duncan e David Robinson.

Diante disso, é impossível dissociar o mês de janeiro de um eventual aumento no número de gols de algumas equipes. As principais carências dos elencos da Premier League são ofensivas, e o mercado de inverno promete adicionar atacantes à competição. Que Terry, Vidic, Lescott, Skrtel e Vermaelen estejam preparados.

Imagem: O Globo

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9 de dezembro de 2009

Owen refresca memória dos chefes

Sacou, Fergie?

O atacante Michael Owen, do Manchester United, notabilizou-se não apenas por sua excelente média goleadora, mas também por desempenhos históricos. Quem não se lembra do fantástico gol contra a Argentina na Copa de 1998? Sua capacidade para marcar ficou especialmente clara em 2001, quando recebeu a Bola de Ouro da Revista France Football. Seu principal momento no ano foi o incrível hat-trick contra a Alemanha, em Munique, pelas eliminatórias europeias para a Copa do Mundo.

Na iminência de completar 30 anos, Owen chegou ontem ao 14º hat-trick da carreira. A vitória por 3 a 1 diante do Wolfsburg garantiu ao Manchester United o primeiro lugar em seu grupo na Champions League. Seu último hat-trick havia sido em dezembro de 2005, na vitória por 4 a 2 do Newcastle sobre o West Ham. Na Liga dos Campeões, Owen tinha marcado três gols numa partida pela última vez quando ainda era jogador dos Reds, em 2003, no triunfo por 3 a 1 do Liverpool sobre o Spartak Moscou.

A princípio, Michael tinha tudo para não conseguir seus objetivos imediatos, que parecem atrelados a mais minutos pelo United e uma vaga no grupo que Fabio Capello levará à África do Sul em 2010. Alex Ferguson tem usado na Premier League um esquema com atacante único. Obviamente, o eleito sempre é Wayne Rooney. Mesmo que o escocês desista da ideia, Owen ainda precisa enfrentar dura competição com o búlgaro Dimitar Berbatov. No que concerne ao English Team, o treinador italiano não fecha as portas ao artilheiro, mas ressalta que ele precisa "jogar bem (e isso também significa muito tempo) e marcar gols".

Sua complicada situação no elenco dos Red Devils parecia incompatível com qualquer chance de disputar a Copa. Mas, aliando histórico e experiência a seu atual desempenho, Owen pode, de fato, reerguer sua carreira. Quarto artilheiro do English Team em todos os tempos com 40 gols em 89 jogos (perde apenas para Bobby Charlton, Gary Lineker e Jimmy Greaves), o atacante já foi sete vezes o capitão da Inglaterra. Ademais, o camisa 7 do United tem aproveitado todos os minutos em campo e enfrentou apenas uma leve lesão desde agosto, algo importante quando pensamos no tempo que Owen já perdeu em virtude de problemas físicos.

Se o épico gol contra o Manchester City serviu para a torcida do United se esquecer do passado no Liverpool, o hat-trick de ontem faz Alex Ferguson e Fabio Capello se lembrarem de sua existência. O treinador escocês já elogiou o atacante de maneira enfática, destacando sua capacidade de finalização e posicionamento, além da melhora recente nos treinos. A Inglaterra agora aguarda um posicionamento do comandante italiano. E espera que ele não leve Emile Heskey para a Copa em detrimento de Michael Owen.

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Imagem: The Telegraph

7 de dezembro de 2009

Podcast - Rodada 15



Observação: Jimmy Bullard, do Hull City, sofreu uma lesão no joelho que deve afastá-lo do futebol por sete semanas.

Para conferir a classificação do campeonato, acesse o site oficial da Premier League.

4 de dezembro de 2009

Magia francesa

Em dia marcado pelo sorteio dos grupos da Copa, o personagem mais controverso das eliminatórias não poderia ficar de fora deste espaço. Thierry Henry é um atacante francês nascido no dia 17 de agosto de 1977, no subúrbio de Paris.

O craque, hoje do Barcelona e da seleção da França, não pode nem deve ser lembrado pelo lance frente à seleção da Irlanda. Henry é bem mais do que isso. Dono de uma capacidade ímpar para finalizar, ele ajudou (se não carregou) o Arsenal de Wenger a levar o título invicto da Premier League 2003/04.

Henry iniciou sua carreira jogando pelo Mônaco, em 1994, já ao lado de Arsène. Jogou inicialmente como ala-esquerdo, marcando três gols em 18 jogos em sua primeira temporada. Já como atacante, ele não só levou a equipe ao título na temporada 1996/97, como também foi eleito o Jogador Jovem Francês do Ano em 1996. Suas boas atuações o levaram a fazer parte da seleção francesa campeã do mundo em 1998.

Após a Copa do Mundo, transferiu-se para a Juventus, da Itália, pela bagatela de £10,5 milhões. Pela equipe italiana, jogou apenas seis meses, mudando para o Arsenal, onde colocaria seu nome entre os grandes do futebol.

Questionado no início de sua primeira temporada por ficar 10 partidas sem marcar, deu a volta por cima e terminou a época com 26 gols. As belas e fortes arrancadas e a precisão na finalização fizeram de Henry um dos grandes nomes do futebol mundial. Pelos Gunners, ele levou o título de duas edições da Premier League, três da FA Cup e ainda carregou o time à final da Liga dos Campeões em 2006. Seu prestígio lhe rendeu a faixa de capitão e o posto de ídolo eterno do clube. Henry é também o maior artilheiro da história da agremiação londrina.

Thierry ainda disputou duas Copas enquanto jogador do Arsenal, em 2002 e 2006. Mas o casamento bem-sucedido com os Gunners acabou em junho de 2007, quando se transferiu para o Barcelona por £16,1 milhões. Jogando agora pela equipe espanhola, chegará à sua quarta Copa do Mundo, após a polêmica classificação diante da Irlanda.

Thierry Henry tem seu nome garantido na história do futebol por tudo que fez até o momento e, com certeza, pelo que ainda fará. Como segundo melhor jogador mundo em duas ocasiões (2003 e 2004), Henry pode se dizer um injustiçado, pois merecia o título após seu épico desempenho na temporada 2003/2004.

Pela categoria e pelo incrível talento para o gol, Henry será lembrado sempre como um dos melhores atacantes de todos os tempos. Aos 32 anos, espera-se que tenha ainda muita lenha para queimar, seja no Barcelona ou em qualquer outro clube desse imenso mundo da bola.


2 de dezembro de 2009

Azar da Copa


Comandada pelo experiente italiano Giovanni Trapattoni, a seleção irlandesa merecia uma lugar na próxima Copa do Mundo. Não falo de acrescentar uma nação ao torneio ou de impugnar a vaga francesa por conta do escandaloso toque na mão de Thierry Henry.

Ora, o futebol precisa conviver com imprevistos, ainda que sejam motivados por erros bisonhos. Desde que não impostos por má-fé, resultados são sagrados. O quarto lugar da Coreia do Sul em 2002 foi, certamente, mais "sujo" do que a classificação francesa, e ninguém pretende anulá-lo.

Refiro-me, então, à boa qualidade da seleção irlandesa, superior à de vários conjuntos europeus classificados, como Eslováquia, Eslovênia, Suíça e, arrisco-me a dizer, Grécia. Há mais de dois anos sem seu jogador com mais recursos técnicos, o time se sustenta à custa de um esquema sólido e da evolução tática e técnica de seus jogadores.

Nesse sentido, a Irlanda atua como se fosse uma equipe média da Premier League: todos os titulares jogam na Inglaterra, sendo que apenas o zagueiro Sean St. Ledger (Middlesbrough) não se exibe na principal divisão do futebol inglês.

O goleiro é o melhor da Premier League há muito tempo. Shay Given, do Manchester City, é ágil, mentalmente forte e, com atuações magníficas, capaz de garantir resultados positivos. Apoiam-no no sistema defensivo o lateral John O'Shea, que tem sido a primeira opção de Ferguson no Manchester United, e o experiente David Dunne, ex-capitão do Manchester City e atual peça de segurança na retaguarda do Aston Villa.

O bom St. Ledger, de vários serviços prestados ao Preston North End, e o polivalente Kevin Kilbane, do Wigan, não são exatamente estrelas internacionais, mas servem de ótimo complemento à defesa.

O meio-de-campo, como subentendido, poderia contar com Stephen Ireland, do Manchester City. Entretanto, não há tanto a lamentar: Glenn Whelan, do Stoke City, é ótimo marcador, enquanto Darron Gibson, do Manchester United, seria uma grande promessa para a Copa. Basta recordar os dois gols que marcou ontem, pela Carling Cup, em partida diante do Tottenham.

Pelos lados, há mais alternativas. Trap pode contar com o experimentado Damien Duff, hoje no Fulham, e Lian Lawrence, right winger do Stoke City, para a equipe titular. Stephen Hunt, do Hull City, e Andy Reid, do Sunderland, também são ótimas opções.

No ataque, o capitão Robbie Keane parece sempre pronto para assumir responsabilidades. Com 41 gols, o líder do Tottenham é o artilheiro da história da seleção irlandesa. A frieza ao marcar contra a França denuncia sua importância. Seu companheiro é Kevin Doyle, atualmente no Wolverhampton. Pelo Reading, ele impressionou na Premier League 2006/07, quando marcou 13 vezes.

Os irlandeses são, portanto, mais do que um bando de reivindicadores de vaga na Copa ou de coitadinhos injustiçados, conforme a crítica mundial os têm tratado. Quem gosta de aplicação tática e eficiência em contra-ataques sentirá falta da Irlanda em 2010. Você se lembra do sofrimento que a equipe impôs aos espanhóis nas oitavas-de-final em 2002? Pois bem. A ausência dos Boys in Green na África do Sul é, antes de tudo, um azar da Copa.

Foto: The Guardian