4 de dezembro de 2009

Magia francesa

Em dia marcado pelo sorteio dos grupos da Copa, o personagem mais controverso das eliminatórias não poderia ficar de fora deste espaço. Thierry Henry é um atacante francês nascido no dia 17 de agosto de 1977, no subúrbio de Paris.

O craque, hoje do Barcelona e da seleção da França, não pode nem deve ser lembrado pelo lance frente à seleção da Irlanda. Henry é bem mais do que isso. Dono de uma capacidade ímpar para finalizar, ele ajudou (se não carregou) o Arsenal de Wenger a levar o título invicto da Premier League 2003/04.

Henry iniciou sua carreira jogando pelo Mônaco, em 1994, já ao lado de Arsène. Jogou inicialmente como ala-esquerdo, marcando três gols em 18 jogos em sua primeira temporada. Já como atacante, ele não só levou a equipe ao título na temporada 1996/97, como também foi eleito o Jogador Jovem Francês do Ano em 1996. Suas boas atuações o levaram a fazer parte da seleção francesa campeã do mundo em 1998.

Após a Copa do Mundo, transferiu-se para a Juventus, da Itália, pela bagatela de £10,5 milhões. Pela equipe italiana, jogou apenas seis meses, mudando para o Arsenal, onde colocaria seu nome entre os grandes do futebol.

Questionado no início de sua primeira temporada por ficar 10 partidas sem marcar, deu a volta por cima e terminou a época com 26 gols. As belas e fortes arrancadas e a precisão na finalização fizeram de Henry um dos grandes nomes do futebol mundial. Pelos Gunners, ele levou o título de duas edições da Premier League, três da FA Cup e ainda carregou o time à final da Liga dos Campeões em 2006. Seu prestígio lhe rendeu a faixa de capitão e o posto de ídolo eterno do clube. Henry é também o maior artilheiro da história da agremiação londrina.

Thierry ainda disputou duas Copas enquanto jogador do Arsenal, em 2002 e 2006. Mas o casamento bem-sucedido com os Gunners acabou em junho de 2007, quando se transferiu para o Barcelona por £16,1 milhões. Jogando agora pela equipe espanhola, chegará à sua quarta Copa do Mundo, após a polêmica classificação diante da Irlanda.

Thierry Henry tem seu nome garantido na história do futebol por tudo que fez até o momento e, com certeza, pelo que ainda fará. Como segundo melhor jogador mundo em duas ocasiões (2003 e 2004), Henry pode se dizer um injustiçado, pois merecia o título após seu épico desempenho na temporada 2003/2004.

Pela categoria e pelo incrível talento para o gol, Henry será lembrado sempre como um dos melhores atacantes de todos os tempos. Aos 32 anos, espera-se que tenha ainda muita lenha para queimar, seja no Barcelona ou em qualquer outro clube desse imenso mundo da bola.


2 comentários:

Diário dos Esportes Golaço disse...

Vou lhes falar..Henry é um tremendo centroavante. Tem extrema categoria, se posiciona bem, bate com as duas pernas, bom cabeceador, sai bem da área para ajudar na criação, atuando às vezes até como ponta, e é pouco reconhecido.

Com esta olêmica do gol então...aí sim que as críticas sobre ele cresceram. Eu ainda acho que foi puro instinto de matador o gol com amão, mas...

Abraços

Daniel Leite disse...

Não podemos culpar Henry pelo toque com a mão. É "corrupção" tão significativa quanto a de Shay Given, que se adiantou muito para defender o pênalti de Lampard no último sábado. No máximo, devemos criticar seu comportamento após o jogo, um tanto hipócrita.

De todo modo, sou fã de Henry. Certamente, foi o atacante mais completo - não necessariamente o melhor - da última década. Como bem destacou o André, o prêmio de jogador mais valioso de 2004 deveria ter sido destinado a ele.

Abraço!