
A disputa pelo título provavelmente não será restrita a Manchester United e Chelsea. É evidente que o sutil fortalecimento dos Red Devils e a correta gestão de recursos dos Blues indicam que os dois cavalos (como se diz na Inglaterra) que bipolarizam a liga há seis anos são os favoritos. Mesmo assim, não é prudente desprezar o grande e certamente eficaz investimento do Manchester City, bem como os diferentes tipos de insistência de Arsenal e Liverpool: enquanto Wenger mantém a fé no desenvolvimento do grupo de jovens que ele mesmo formou, os Reds apostam na manutenção das estrelas, em alguns reparos e nos novos proprietários (ainda desconhecidos) para encerrar o jejum de duas décadas.
É claro que o Tottenham também deve ser considerado quando o assunto é a parte superior da tabela. No entanto, se o clube não se reforçar, é quase consensual a crença de que a reedição do quarto lugar será quase impossível. Isso porque, além do crescimento dos rivais, o elenco, em nível similar ao da temporada passada, deve ter muitas dificuldades para se dividir entre a Premier League e as obrigações continentais.
Uma das grandes incógnitas da temporada é o desempenho do Aston Villa. Sem Martin O'Neill e com eventuais vendas de jogadores imprescindíveis, a tendência é que o time fique um tanto distante da corrida por um posto na Champions. Mesmo o Everton, que terminou 2009-10 muito bem, pode ter mais sucesso. Se Jermaine Beckford repetir suas surpreendentes atuações durante a saga do Leeds na FA Cup (divisões inferiores não são parâmetro para muito), Moyes já ganhará muito em relação a tempos de graves problemas ofensivos.
Os clubes que devem ocupar a faixa intermediária da tabela são os que demonstraram alguma consistência nos últimos anos ou, pelo menos, reforçaram o elenco de maneira criteriosa. Por isso, não há que se duvidar de Sunderland (a sequência do trabalho de Steve Bruce deve produzir algum efeito), Birmingham (tentando reeditar a solidez de desempenho e de escalação), Stoke City (com Kenwyne Jones para contribuir ao estranho método de a

Com ambições bem mais modestas, o Blackpool, a quem não se atribuía favoritismo nem na segunda divisão, já surpreenderá se lutar até o fim contra o rebaixamento. Em patamar um pouco superior, o West Bromwich e o Wolverhampton tentam subverter a lógica que, de modo grotesco, rotulamos de efeito ioiô. O Wigan, que ganha os ótimos sul-americanos Alcaraz e Boselli, tem mais chances de escapar. Um caso curioso é o do West Ham, cuja cúpula fez tudo errado na temporada passada. Ainda que previsões otimistas sejam precipitadas, é bem possível que Avram Grant, com o apoio de novas peças, como Hitzlsperger e Barrera, consiga afastar os Hammers do fundo da tabela.
Evidentemente, a hierarquia proposta não é taxativa. E é justamente para acompanhar as variações, as decepções e as surpresas da temporada que aqui estamos. Nossa intenção é, mais uma vez, oferecer o complemento, em forma de opinião, discussão e desdobramentos, a fatos exaustivamente divulgados. Além dos tradicionais artigos e do retorno do podcast (em breve!), apresentaremos aos poucos algumas novidades das quais vocês certamente vão gostar. Bem-vindos a 2010-11.
Imagem: Divulgação, Daily Mail
2 comentários:
É isso ai, vamos lá.
Que temporada seja recheada de bons jogos com grandes emoções.
E que Ortodoxo e Moderno, possa fazer o otimo trabalho que sempre fazem.
Valeu pessoal, e otima temporada para vocês.
Valeu mesmo, Dantas.
Espero que goste do trabalho durante esta temporada.
Abraço.
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