2 de maio de 2011

Bom para todos

Saída de Roy Hodgson foi boa para o Liverpool, que pode ter um bem sucedido Kenny Dalglish de volta, e para o West Brom, que viu no inglês a salvação contra o rebaixamento

Na 11ª posição, com 43 pontos e a oito da zona de rebaixamento, o West Brom está quase sem chances de ser rebaixado. Se o clube precisa agradecer a alguém por isso, deve se dirigir rapidamente para Roy Hodgson. O treinador, contratado em fevereiro, justificou a aposta arriscada da diretoria ao demitir Roberto Di Matteo e recuperou uma equipe que estava em baixa.

Nessa curta, porém produtiva, caminhada, Hodgson não praticou nenhum milagre. Ao invés disso, se utilizou dos mesmos métodos usados para fazer sucesso recentemente no Fulham: aproveitou o bom elenco que tinha em mãos, deu confiança a ele e, ao implementar um esquema de jogo simples, montou uma equipe sólida. Sem craques à disposição mas podendo contar com peças muito úteis, como os meias Mulumbu, Morrison e Brunt e o atacante Odenwingie (com 14 gols e 8 assistências, foi uma das melhores aquisições da temporada – e só custou um milhão de euros!), o treinador pode capitanear a reação da equipe.

Os resultados estão aí: em dez jogos, os Baggies só perderam uma vez (em casa para o embalado Chelsea), venceram em cinco oportunidades e empataram em outras quatro, se afastando da zona de rebaixamento com louvor e quase encostando no top 10 inglês. Ao conquistar 19 dos 30 pontos que disputou, Hodgson contrariou as antigas previsões do clube, que até pouco tempo era conhecido como o ioiô inglês (sempre vagando entre a Premier League e a Championship), e ainda recuperou seu prestígio perdido no Liverpool. Este clube, aliás, também vem se dando muito bem com seu novo técnico.

A campanha de Kenny Dalglish com o Liverpool é tão fantástica quanto a de Hodgson com o West Brom. Ao conquistar 30 dos 45 pontos que disputou, o escocês levou um time desacreditado do 12º ao 5º lugar. Brigar por uma vaga na Champions League é bem difícil, mas tirar a vaga do Tottenham na Liga Europa já se tornou uma realidade.

Assim como o seu antecessor já em Hawthorns, Dalglish não fez nenhum milagre em Anfield. Porém, contou com a ajuda essencial de Steve Clarke na comissão técnica (ajudou muito a acertar a defesa da equipe e foi a contratação de janeiro tão útil quanto Suarez) e soube trabalhar com o que tinha em mãos. Sem Gerrard, sem wingers e com muitos desfalques, ele foi bem sucedido quando teve que colocar alguns jovens “na fogueira” e viu Raul Meireles, Lucas, Kuyt e todo seu setor defensivo crescerem demais de produção. Com os tropeços do Tottenham e uma preocupante irregularidade do Manchester City recentemente, os Reds poderiam até conquistar a última vaga para a Champions League se mais algumas rodadas fossem disputadas.

No fim das contas, a saída de Roy Hodgson foi benéfica para os dois clubes. O West Brom pode achar um ótimo nome no mercado para substituir Roberto Di Matteo e tem sua vaga na próxima Premier League quase garantida. Já o Liverpool pode ver a sua maior lenda de volta ao clube tendo uma passagem muito bem sucedida, para deleite dos fãs. Para o treinador inglês, infelizmente fica a frustração de não ter tido sucesso a frente de uma equipe de tradição; porém, ao menos manteve sua reputação ao ter um grande desempenho com os Baggies.

O curioso é que... Mark Hughes, que substituiu Roy Hodgson no Fulham quando este foi para o Liverpool, também vem tendo sucesso. O começo foi bem ruim e, após uma série de empates seguidas de preocupantes derrotas, os Cottagers chegaram a estar na zona de rebaixamento, quando perderam para o West Ham em casa no Boxing Day. Ali, houve muita gente que achou que a passagem do ex-treinador do Manchester City em Craven Cottage estava acabada.

Ainda bem que a diretoria do clube não resolveu demiti-lo. Desde então, Hughes vem fazendo ótimo trabalho a frente da equipe: seu time conquistou 29 dos 48 pontos disputados e agora está na 9ª posição, com 45 pontos. Para chegar a esse lugar, foi fundamental o retorno de vários jogadores contundidos durante a primeira parte do campeonato (como o essencial atacante Zamora). Sem craques mas sabendo explorar o potencial de cada jogador, como na era Hodgson, Mark Hughes será outro a ter um final tranquilo de temporada.

Imagem: Zimbio

Um comentário:

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